Blog do Esmael

A política como ela é em tempo real.

10 de setembro de 2015
por admin
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Fim de eleição direta para diretor de escola no Paraná teria sido exigência do Banco Mundial

O projeto de golpe do governador Beto Richa (PSDB), que põe fim à eleição para diretor nas 2,1 mil escolas da rede pública do Paraná, pode ter sido uma exigência do Banco Mundial.

Uma comitiva da instituição financeira estadunidense esteve reunida na última quarta-feira, dia 2, vésperas do feriadão da Pátria, com a Secretaria de Estado da Educação (SEED) para tratar “do planejamento e investimentos da pasta” (sic). A informação do encontro é do próprio site da pasta.

Agora uma pergunta: que raios de interesse tem um organismo estrangeiro, cuja função é garantir projetos que gerem capital, numa instituição pública de ensino?

Ganha um doce quem responder que o bancão norte-americano negociou “cláusula secreta” que põe fim à democracia na escola.

Dentre os projetos tramados na surdina entre Banco Mundial e governo do estado estaria o veto às candidaturas de espectro ideológico diferente do status quo, o que, em tese, eliminaria o processo democrático tal qual conhecemos hoje nas escolas porque representariam “perigo” ao capital empregado pela instituição financeira.

A nova investida do Banco Mundial nas terras das araucárias resgata o antigo projeto comandado pela ex-secretária da Educação, Alcione Saliba, no governo Jaime Lerner. É bom frisar que, naquela feita, a mercantilização da educação fora derrotada por todos nós paranaenses.

No Paraná dos anos 90, tempos de ofensiva neoliberal, tentou-se eliminar o professor como servidor público e estabelecer empresa privada para contratar os mestres; os funcionários das escolas também seriam terceirizados; e seria extinta a função pedagógica do diretor, que seria treinado para gerir a escola como se fosse um empreendimento privado.

Veja a notícia no site da SEED:

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Entretanto, o golpe na eleição de diretor de escola desagrada os mais diversos setores da educação e da política estadual. Só não contraria mesmo os cibercomissionados e os subordinados, incluindo-se aqui os deputados da base governista.

O governo Richa, para atender os ditames do Banco Mundial, precia instituir a ditadura nas escolas mantendo o “verniz” democrático das eleições diretas. É preciso mergulhar na História para compreender o presente e antever o futuro.

O governo tucano impõe no novo projeto da eleição, que vai à análise da submissa Assembleia Legislativa, o inciso IV do artigo 7º, que condiciona a aceitação de candidatos à apresentação de “proposta de plano de ação compatível com o Projeto Político Pedagógico do respectivo estabelecimento de ensino e com as políticas educacionais da Secreta

13 de maio de 2015
por esmael
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Um dia após visitar Brasília, Beto Richa sofre derrotas na Câmara e Senado

richa_gleisi-senadoA maré não está para peixe, reconhece o Palácio Iguaçu. E não é sem razão, pois o governador Beto Richa (PSDB) mal virou as costas para Brasília, onde esteve ontem (12) acompanhando a sabatina do jurista Edson Fachin ao Supremo Tribunal Federal (STF), sofreu reveses importantes nesta quarta-feira (13) na Câmara Federal e no Senado da República.

Hoje pela manhã, na Comissão da Educação da Câmara, por 21 votos a 4, foi aprovada uma moção contra Beto Richa pelo massacre dos professores no último dia 29 de abril. De nada adiantou a intervenção do “Deputado da Educação” Alex Canziani (PTB) defendendo o tucano. Foi de goleada.

Também na Câmara, por pouco, não passa uma convocação do governador paranaense na Comissão de Fiscalização. Sorte do tucano que o autor da proposição, deputado Valtenir Pereira (PROS-MT), não compareceu à sessão. O parlamentar jura que quer ouvir Richa sobre a situação financeira do Paraná.

Como azar pouco é bobagem, a Comissão dos Direitos Humanos (CDH) do Senado aprovou requerimento da senadora Gleisi Hoffmann (PT), hoje pela manhã, sobre a realização de uma diligência em Curitiba sobre os excessos cometidos pela polícia contra os professores e demais manifestantes.

3 de abril de 2012
por esmael
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Requião dá “chute no traseiro” do secretário-geral da Fifa

Senador Roberto Requião.

O senador Roberto Requião (PMDB), presidente da Comissão de Educação, Cultura e Esportes do Senado, não quis nem ouvir falar no nome de Jerome Valcke, o secretário-geral da Fifa, aquele que disse que o Brasil precisaria de um “chute no traseiro”. Leia mais