A Polícia Federal (PF) protocolou, na tarde desta sexta-feira (2/1), um petição no Supremo Tribunal Federal (STF) na qual presta informações ao ministro Alexandre de Moraes sobre o cumprimento da prisão preventiva de Filipe Martins, ex-assessor do ex-presidente da Jair Bolsonaro (PL).
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A corporação informou que Filipe está detido na cadeia pública de Ponta Grossa/PR Hildebrando de Souza. A prisão ocorreu por volta das 6h30no centro da cidade de Ponta Grossa.
A esposa e o advogado do ex-assessor de Bolsonaro acompanharam as diligências.
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Filipe Martins, ex-assessor de Bolsonaro
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A Primeira Turma do STF julga, a partir desta terça-feira (8/12), os réus do núcleo 2 da trama golpista, entre eles Filipe Martins
BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFoto
A prisão ocorreu após Martins descumprir medidas cautelares. Filipe estava em prisão domiciliar desde 27 de dezembro e usava tornozeleira eletrônica.
“Efetivamente, não há dúvidas de que houve descumprimento da medida cautelar imposta, uma vez que a própria defesa reconhece a utilização da rede social, não havendo qualquer pertinência da alegação defensiva no sentido de que as redes sociais foram utilizadas para ‘preservar, organizar e auditar elementos informativos pretéritos relevantes ao exercício da ampla defesa’”, afirmou Moraes na decisão.
Segundo o ministro, “o acusado demonstra total desrespeito pelas normas impostas e pelas instituições constitucionalmente democráticas, em virtude de que, ao fazer uso das redes sociais, ofende as medidas cautelares aplicadas, assim como, todo o ordenamento jurídico”.
Na terça-feira (30/12), Moraes havia pedido para a defesa de Filipe que explicasse o uso da conta no Linkedin, sob pena de decretação de prisão preventiva.
O advogado Jeffrey Chiquini, que defende o ex-assessor Filipe Martins, afirmou, em vídeo, que o cliente é “preso político” e mais um “perseguido por esse regime autoritário”.
“Fato é que hoje Alexandre de Moraes colocou em prática aquilo que ele deseja desde 2019. Felipe Martins é oficialmente um preso político, mais um perseguido por esse regime autoritário que se instalou no Brasil. Mas não vamos jogar a toalha, vamos continuar lutando, lutando por justiça e por liberdade”, apontou Chiquini.
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