Em cerimônia no Estaleiro Ecovix de Rio Grande (RS), empresa oficializou investimentos que somam R$ 2,8 bilhões e um potencial de geração de mais de 9 mil empregos diretos e indiretos
Ao participar da cerimônia de assinatura de contratos do Programa Mar Aberto, da Petrobras, nesta terça-feira, 20 de janeiro, no Estaleiro Ecovix de Rio Grande (RS), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva destacou a importância para o país da transformação pela qual a empresa está passando.
“A Petrobras é a empresa brasileira mais extraordinariamente importante. A melhor coisa que nós criamos foi a Petrobras. E a Petrobras, aos poucos, vai se transformando numa empresa de energia. Cada vez mais ela vai se transformando numa empresa de energia”, afirmou Lula.
Porque esse país precisa ter a seguinte decisão: nós precisamos construir uma soberania energética. A gente não pode ficar dependendo de nenhum país do mundo e de tecnologia de outros países”, destacou.
As novas contratações são para a construção de cinco navios gaseiros, 18 empurradores e 18 barcaças. Ao todo, o investimento é de R$ 2,8 bilhões, com potencial de geração de mais de 9 mil empregos diretos e indiretos. O Programa Mar Aberto reforça o compromisso do Governo do Brasil e da Petrobras com a retomada sustentável da indústria naval e offshore brasileira. A iniciativa estimula investimentos, geração de postos de trabalho, qualificação profissional e o fortalecimento do parque industrial nacional.
O presidente também fez um balanço da economia do país. “Eu vou terminar o meu terceiro ano de mandato com a menor inflação acumulada em quatro anos e com o menor desemprego da história do Brasil. Eu vou terminar o meu terceiro ano de mandato com o maior crescimento da massa salarial da história deste país e com o maior fluxo de exportação da história do Brasil: 628 bilhões de dólares. Só nesses três anos, nós abrimos 508 novos mercados para vender os produtos brasileiros”, relatou.
CADEIAS PRODUTIVAS — Durante o ato, o ministro da Casa Civil, Rui Costa, destacou que os novos investimentos que a Petrobras vem realizando em todo o país apoiam o crescimento da economia e a geração de empregos. “Hoje, a Petrobras volta a investir em fertilizantes, a investir em gás e puxa a economia em várias cadeias produtivas, como a da indústria naval. Isso gera emprego, isso gera sonho para o jovem, para construir uma nação. Só se constrói uma nação olhando para a frente”, frisou.
CONJUNTO — A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, apresentou um panorama das ações da empresa relacionadas à indústria naval. “Hoje nós temos contratados ou em contratação a construção de 48 embarcações de apoio marítimo e mais 18 barcaças e 18 empurradores. Mas nós temos mais: nove embarcações em estudo e pelo menos umas seis ou oito novas plataformas em estudo para serem também licitadas e construídas. Até julho deste ano, o primeiro navio desse conjunto de navios contratados vai ser entregue”, afirmou.
BIORREFINARIA — Chambriard também anunciou que a Petrobras planeja que a refinaria da cidade gaúcha passe a operar apenas com produtos de origem renovável. “Nós estamos programando para o segundo semestre deste ano o início da transformação da Refinaria Riograndense na primeira Biorrefinaria do Brasil. Essa transformação da Riograndense vai nos demandar cerca de R$ 6 bilhões”, explicou.
DISTRIBUIÇÃO — As embarcações anunciadas nesta terça-feira serão operadas pela Transpetro e construídas em estaleiros de três estados. No Rio Grande do Sul, o Estaleiro Rio Grande será responsável pela obra dos gaseiros. No Amazonas, o estaleiro Bertolini Construção Naval da Amazônia, construirá as 18 barcaças. Em Santa Catarina, o estaleiro Indústria Naval Catarinense, vai construir os 18 empurradores.
O presidente da Transpetro, Sérgio Bacci, lembrou que o Estaleiro Ecovix de Rio Grande já havia sido palco de anúncio de contratos navais. “Há cerca de um ano estivemos aqui neste estaleiro para assinar o contrato de quatro embarcações. Agora, vamos assinar os contratos para a construção de mais cinco navios gaseiros, que vão acompanhar o aumento da produção da Petrobras e levar GLP pela costa brasileira. Esses nove navios que serão construídos aqui somam mais de R$ 3,6 bilhões de investimentos e vão gerar cerca de 7 mil empregos diretos e indiretos nos próximos anos”, detalhou.
Antes da cerimônia, o presidente Lula visitou às instalações do Estaleiro e ouviu as explicações do acionista do Ecovix sobre como irá funcionar a fábrica de blocos, onde montam os cascos dos navios.
GASEIROS — A construção de cinco navios gaseiros abrange três embarcações de 7 mil m³ e dois com 14 mil m³ de capacidade. Os navios serão construídos no Estaleiro Rio Grande, podendo gerar até 3.200 empregos diretos e indiretos. O investimento total nessas construções totaliza R$ 2,2 bilhões.
Os novos gaseiros serão até 20% mais eficientes em consumo, reduzirão em 30% as emissões de gases de efeito estufa e estarão aptos para operar em portos eletrificados. O primeiro navio deve ser lançado em até 30 meses após o início das obras, com entregas subsequentes a cada seis meses.
BARCAÇAS E EMPURRADORES — Com investimento total de R$ 628,8 milhões, serão construídas 36 embarcações, sendo 18 barcaças e 18 empurradores. A produção vai garantir maior eficiência logística, segurança operacional e competitividade no fornecimento de combustível marítimo (bunker).
As 18 barcaças serão construídas pelo Estaleiro Bertolini, instalado em Manaus (AM), com previsão de entrega da primeira unidade para 3 meses após o início das obras. Já os 18 empurradores serão construídos no Estaleiro Indústria Naval Catarinense (INC), instalado em Navegantes (SC), com previsão de entrega da primeira unidade 18 meses após o início das obras.
A geração de empregos estimada durante a fase de construção é de cerca de 1.500 vagas diretas e aproximadamente 4.600 vagas indiretas, totalizando aproximadamente 6.100 pessoas envolvidas na construção.
TERMINAL — Durante o evento, também houve a assinatura do contrato de autorização para a exploração de instalação portuária na modalidade de Terminal de Uso Privado (TUP). O contrato da CMPC é voltado à implantação de terminal dedicado à movimentação de celulose. Com investimento de cerca de R$ 1,5 bilhão, serão gerados 1.200 empregos durante as obras de construção e cerca de 2.600 empregos diretos e indiretos durante a operação.
Já o Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos assinou portaria que autoriza a cessão onerosa de área terrestre e aquática de domínio da União destinado à implantação do TUP pela empresa Terminal Porto Rio Grande do Sul S.A. A portaria é uma das últimas etapas para a disponibilização da área necessária à implantação do novo terminal na ponta sul do Porto Rio Grande, especializado na movimentação de celulose.
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