Enquanto a Folha de S. Paulo tenta vender uma imagem de enfraquecimento do governo Lula, apontando supostos “reveses” no Congresso, os fatos mostram o oposto: o presidente segue aprovando suas pautas estratégicas, controlando o Congresso e garantindo a governabilidade. A base aliada pode ter turbulências, mas isso não significa perda de comando.
Aliás, o conceito de Centrão é uma ficção da velha mídia, uma tentativa de rotular parlamentares para mantê-los sob controle da banca, da Faria Lima, seja para o bem ou para o mal, ora como heróis, ora como vilões. Na verdade, trata-se de um exército de reserva, sempre disponível para empreitadas de interesse imediato.
O que a Folha chama de “derrotas” são, na verdade, ajustes naturais em uma coalizão ampla e heterogênea. Grupos parlamentares que muitos chamam de Centrão são, na prática, blocos de interesse que gravitam em torno do governo mais vantajoso. Com Lula, eles encontraram estabilidade e vantagens.
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Desde o início do mandato, Lula garantiu aprovação de pautas fundamentais, como o novo arcabouço fiscal, a reforma tributária e a retomada de programas sociais. Mesmo em meio a ruídos e divergências pontuais, o governo mantém sua base coesa nos momentos críticos.
Diferente do que sugere a narrativa de “rebelião”, grupos parlamentares continuam lucrando com o governo. Ministérios como o do Desenvolvimento Regional (PP) e do Turismo (União Brasil) são ocupados por líderes que, apesar do discurso dúbio, seguem garantindo recursos e visibilidade política.
A velha mídia adora vender a ideia de crise permanente, mas a realidade é que Lula sabe como lidar com o jogo do poder. A base aliada oscila, mas é mantida sob controle, e os grupos de interesse não têm razão para abandonar o governo que oferece cargos e verbas.
A estratégia de Lula é clara: manter esses grupos por perto, oferecer vantagens e garantir apoio nas votações importantes. Enquanto a Folha fala em “reveses”, o governo segue avançando. No fim, é Lula quem dá as cartas.
Na prática, Lula é o cabeça branca, o velho da lancha, e os partidos que integram o Centrão, muito provavelmente, farão o jogo do Planalto mesmo que se declarem “independentes” nas eleições de 2026.

Jornalista e Advogado. Especialista em política nacional e bastidores do poder. Desde 2009 é autor do Blog do Esmael.




