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Israel entra em alerta máximo com ameaça do Irã e pressão dos EUA

Israel elevou seu nível de alerta após o Irã ameaçar atacar bases militares dos Estados Unidos e alvos israelenses caso Washington avance com uma intervenção no país persa, em meio à escalada de protestos contra o regime em Teerã.

A tensão ganhou novo patamar depois de uma conversa telefônica entre o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, e o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, na qual foi discutida a possibilidade de uma ação americana no Irã, segundo fontes do governo israelense citadas pela imprensa internacional.

Do lado iraniano, o recado foi direto. O presidente do Parlamento, Mohammad Baqer Qalibaf, declarou que qualquer ataque dos Estados Unidos tornará “alvos legítimos” tanto Israel quanto as bases militares americanas espalhadas pelo Oriente Médio. A fala foi transmitida pela TV estatal e repercutiu imediatamente em agências como Reuters, AP e Euronews.

A escalada ocorre em meio a uma onda de protestos internos no Irã. Organizações de direitos humanos e veículos internacionais relatam mais de uma centena de mortos e milhares de prisões desde o início das manifestações contra o governo do aiatolá Ali Khamenei. O regime reagiu com repressão dura, bloqueio nacional da internet e ameaças externas.

Em Tel Aviv, autoridades de segurança elevaram o estado de prontidão das Forças de Defesa de Israel, temendo retaliações indiretas por meio de milícias aliadas do Irã, como o Hezbollah no Líbano e grupos armados na Síria e no Iraque. O cálculo estratégico é que qualquer movimento dos EUA pode acender múltiplas frentes simultaneamente.

Nos Estados Unidos, o presidente Donald Trump voltou a sinalizar apoio público aos manifestantes iranianos e pediu a seus assessores um relatório com opções militares. A Casa Branca evita confirmar planos concretos, mas o simples debate interno já foi suficiente para provocar reações em cadeia na região.

O cenário lembra episódios recentes em que decisões de Washington, como na Venezuela, acabaram produzindo efeitos geopolíticos globais. Agora, a combinação de crise interna no Irã, pressão externa dos EUA e prontidão máxima de Israel cria um ambiente de alto risco no Oriente Médio.

No cenário internacional, cresce o temor de que uma intervenção sob o argumento de “defesa da democracia” acabe repetindo o roteiro conhecido de desestabilização regional, com custos humanos e políticos elevados.

Quando grandes potências flertam com a lógica da força, quem paga a conta são sempre os povos da região. A escalada entre Irã, Israel e Estados Unidos exige mais diplomacia e menos bravata militar.

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