11 de dezembro de 2018
por Esmael Morais
Comentários desativados em Zé Dirceu alerta Bolsonaro: ‘Aquela cadeira de presidente queima’; assista ao vídeo

Zé Dirceu alerta Bolsonaro: ‘Aquela cadeira de presidente queima’; assista ao vídeo

O Blog do Esmael entrevistou nesta terça-feira (11) o ex-ministro José Dirceu. Ele falou sobre sua autobiografia, Lula, PT, Sérgio Moro, Bolsonaro, mensalão, mídia, Curitiba ‘capital da lava jato’, do estágio da disputa pelo poder, enfim, alertou ao presidente eleito: ‘Aquela cadeira queima’. Confira a íntegra. ... 

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23 de outubro de 2018
por Esmael Morais
Comentários desativados em Zeca Dirceu de coração curitibano

Zeca Dirceu de coração curitibano

O deputado federal Zeca Dirceu (PT-PR), filho do ex-ministro Zé Dirceu, vai mudar o domicílio eleitoral da pequena Cruzeiro do Oeste para Curitiba. ... 

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29 de junho de 2018
por Esmael Morais
Comentários desativados em Ricardo Cappelli: A resposta ao general no recado dos “nenhum”

Ricardo Cappelli: A resposta ao general no recado dos “nenhum”

O jornalista Ricardo Cappelli analisa o quadro eleitoral à luz da última pequisa Ibope. “A estratégia do PT e de Bolsonaro de empurrar a disputa eleitoral para os extremos vêm alcançando êxito até aqui. Um escolheu o outro como adversário preferencial no segundo turno”, ilustra. ... 

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11 de novembro de 2016
por Esmael Morais
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Mídia ordena Moro: prenda o Lula já!

istoe_moro_lulaA mídia golpista está assanhada nessas vésperas de XV de Novembro, data em que Zé Dirceu foi encarcerado pela primeira vez pelo fictício mensalão. Três anos depois, agora os barões da mídia ordenam o juiz Sérgio Moro, da Lava Jato, que prenda o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Leia mais

13 de maio de 2014
por Esmael Morais
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Ecos do mensalão: Dirceu leva perseguição de Barbosa à  OEA

do Brasil 247
Petição_CIDH

Advogados José Luis Oliveira Lima e Rodrigo Dall'Acqua encaminham petição ao presidente da Comissão Interamericana de Direitos Humanos, da OEA, denunciando violação de dispositivo da Convenção praticada pelo estado brasileiro; defesa do ex-ministro afirma que José Dirceu foi condenado pela suprema corte em "instância única", mesmo que, na época, "não ocupava nenhuma espécie de cargo ou função pública", sem direito ao "duplo grau de jurisdição"; advogados apontam atitude "incoerente e casuísta" do tribunal presidido por Joaquim Barbosa e ressaltam "dramaticidade" vivida por Dirceu, "agora obrigado a bater à s portas" da comissão; leia a íntegra do documento

Advogados José Luis Oliveira Lima e Rodrigo Dall’Acqua encaminham petição ao presidente da Comissão Interamericana de Direitos Humanos, da OEA, denunciando violação de dispositivo da Convenção praticada pelo estado brasileiro; defesa do ex-ministro afirma que José Dirceu foi condenado pela suprema corte em “instância única”, mesmo que, na época, “não ocupava nenhuma espécie de cargo ou função pública”, sem direito ao “duplo grau de jurisdição”; advogados apontam atitude “incoerente e casuísta” do tribunal presidido por Joaquim Barbosa e ressaltam “dramaticidade” vivida por Dirceu, “agora obrigado a bater à s portas” da comissão; leia a íntegra do documento

A defesa do ex-ministro José Dirceu apresentou nesta terça-feira 13 uma petição à  Comissão Interamericana de Direitos Humanos com denúncias contra o julgamento da Ação Penal 470, o chamado ‘mensalão’. No documento (íntegra abaixo), os advogados José Luis Oliveira Lima e Rodrigo Dall’Acqua afirmam que o estado brasileiro violou dispositivo da Convenção, que é praticada também pelo Brasil. ... 

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23 de março de 2014
por Esmael Morais
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Artigo de Breno Altman: Abominável silêncio sobre o caso José Dirceu

Breno Altman*, via Brasil 247

Um espectro ronda a vida institucional e jurídica do país, movimentando-se na calada da sociedade e do Estado. Seus contornos podem ser definidos por uma pergunta: a democracia comporta o linchamento midiático e processual como ferramenta para eliminar inimigos políticos?

A questão leva nome e sobrenome. Há mais de quatro meses o ex-ministro José Dirceu de Oliveira e Silva cumpre pena em regime fechado, mesmo tendo sido condenado ao cumprimento inicial em sistema semiaberto. O presidente do STF, com a cumplicidade do juiz encarregado da execução penal, pisoteia ou posterga decisões da própria corte.

Não importa, a esses senhores e seus aliados, que a essência da acusação contra o líder petista tenha sido esvaziada pela absolvição acerca da formação de quadrilha. Afinal, sentenciado sem provas materiais ou testemunhais, Dirceu teve sua culpa determinada por uma teoria que considerava suficiente a função que eventualmente exercera no comando de suposto bando criminoso, cuja existência não é mais reconhecida.

O grupo chefiado pelo ministro Joaquim Barbosa, no entanto, resolveu virar as costas para a soberania da instituição que preside. Sob pretexto de regalias e privilégios que jamais se comprovam, mas emergem como verdadeiros nas páginas de jornais e revistas, a José Dirceu se nega o mais comezinho dos direitos. Permanece preso de forma ilegal, dia após dia, em processo no qual a justiça se vê substituída pela vingança.

Há poucos paralelos na história posterior à  redemocratização, revelando o poderio dos setores mais conservadores e autoritários quase três décadas depois de findada a ditadura dos generais. As irregularidades contra Dirceu, acima de problema humanitário, afetam pilares fundamentais do regime democrático e civilizado.

O mais triste e preocupante, porém, é a omissão do mundo político diante da barbaridade. Vozes representativas do Estado e da sociedade fazem opção pela abulia e a passividade, possivelmente, e de antemão, atemorizadas pela reação de alguns veículos de comunicação e o dano de imagem que poderiam provocar contra quem ousasse dissentir.

O protesto cresce entre cidadãos e ativistas, alcança o universo jurídico, recebe acolhida de alguns articulistas e chega a provocar certo nível de resposta nos partidos e organizações progressistas. Mas a ilegalidade, respaldada por boa parte da mídia tradicional, não é enfrentada à  altura por autoridades governamentais e entidades cujo papel obrigatório na defesa dos direitos democráticos deveria impor outro comportamento.

O mutismo refugia-se em álibis como a independência entre poderes e o caráter terminal da sentença promulgada pelo STF. Como se o bem supremo a ser defendido não fosse a Constituição, mas o respeito ritualístico a uma instância na qual se formou maioria transitória a favor do arbítrio.

Outra camuflagem aparece sob a forma de abordagem unilateral ao que vem a ser liberdade de imprensa. Como se empresas jornalísticas estivessem acima das normas e do escrutínio da cidadania. Ou é aceitável que responsáveis pela coisa pública abdiquem da crítica frontal quando meios de comunicação violam conduta para destruir reputações e prerrogativas inscritas em lei?

Estes são, enfim, temas da Leia mais

21 de março de 2014
por Esmael Morais
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José Dirceu está magoado com Lula

Mais magro, não há evidências de que José Dirceu tenha vida boa na prisão como relatou a revista Veja na edição do último sábado; ex-ministro fez "vazar" seu sentimento de tristeza com o ex-presidente Lula que, segundo ele [Dirceu], não emprestou solidariedade aos companheiros presos injustamente na Papuda; nesta semana, coube ao veterano jornalista Aberto Dines, em artigo no Observatório da Imprensa, sair em defesa do petista exposto na capa de Veja e demais órgãos da velha mídia: abuso de poder, invasão da privacidade e, principalmente, um torpe atentado ao pudor e à  ética jornalística!, cravou.Observatório

Mais magro, não há evidências de que José Dirceu tenha vida boa na prisão como relatou a revista Veja na edição do último sábado; ex-ministro fez “vazar” seu sentimento de tristeza com o ex-presidente Lula que, segundo ele [Dirceu], não emprestou solidariedade aos companheiros presos injustamente na Papuda; nesta semana, coube ao veterano jornalista Aberto Dines, em artigo no Observatório da Imprensa, sair em defesa do petista exposto na capa de Veja e demais órgãos da velha mídia: abuso de poder, invasão da privacidade e, principalmente, um torpe atentado ao pudor e à  ética jornalística!, cravou.

Uma fonte deste blog, com trânsito muito fácil no PT, afirmou que o ex-ministro José Dirceu está muito magoado com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. ... 

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18 de março de 2014
por Esmael Morais
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Alberto Dines acusa: Veja cometeu crime de imprensa

do Brasil 247 A capa da última edição da revista Veja foi alvo de mais uma crítica, desta vez por parte do renomado jornalista Alberto Dines. Em artigo publicado no Observatório da Imprensa, ele diz que a publicação da Abril cometeu “abuso de poder, invasão da privacidade e, principalmente, um torpe atentado ao pudor e à  ética jornalística” no texto que aponta regalias a José Dirceu na prisão. Matéria tem “altas doses de rancor”, acrescenta. Leia abaixo:

Novo surto de vale-tudo
Por Alberto Dines em 18/03/2014 na edição 790

Na tarde de 12 de abril de 2011, em aula da primeira edição do Curso de Pós-Graduação em Jornalismo, da ESPM-SP, Eurípedes Alcântara, diretor de Redação da Veja, na condição de professor-convidado, declarou, para espanto dos 35 alunos presentes: “Tratamos o governo Lula como um governo de exceção”. Na capa da última edição do semanário (n!º 2365, de 19/3/2014), o jornalista ofereceu trepidante exemplo da sua doutrina.

Para comprovar a ilegalidade das regalias que gozaria o ex-ministro José Dirceu no Complexo da Papuda, Veja cometeu ilegalidade ainda maior. Detentos não podem ser fotografados ou constrangidos, o ato configura abuso de poder, invasão da privacidade e, principalmente, um torpe atentado ao pudor e à  ética jornalística. Um bom advogado poderia até incriminar os responsáveis por formação de quadrilha ao confirmar-se que o autor da peça (o editor Rodrigo Rangel) não entrou na penitenciária e que alguém pagou uma boa grana aos funcionários pelas fotos e as, digamos, “informações”.

“Exclusivo !“ José Dirceu, a Vida na Cadeia” não é reportagem, é pura cascata: altas doses de rancor combinadas a igual quantidade de velhacaria em oito páginas artificialmente esticadas e marombadas. As duas únicas fotos de Dirceu (na capa e na abertura), feitas certamente com microcâmera, não comprovam regalia alguma.

Ao contrário: magro, rosto vincado, fortes olheiras, cabelo aparado, de branco como exige o regulamento carcerário, não parece um privilegiado. Se as picanhas, peixadas e hambúrgueres do McDonald’s supostamente servidos ao detento foram reais, Di Leia mais

17 de março de 2014
por Esmael Morais
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Francischini leva à  frente armação de Veja que amplia perseguição a Dirceu

do Brasil 247 Uma reportagem de Veja em “off” e sem provas, que partiu de um crime, o registro fotográfico de um presidiário !“ no caso, José Dirceu !“, servirá de pretexto para que o deputado Fernando Francischini (SDD-PR) peça a transferência dos réus da Ação Penal 470 para um presídio de segurança máxima.

Era esse o objetivo da capa de Veja deste fim de semana, que tem feito campanha implacável contra o ex-ministro da Casa Civil. Para entender o caso, leia mais em “Sem provas e em off, Veja aponta regalia de Dirceu” e “Fruto de um crime, foto de Veja será investigada”.

Como se sabe, Dirceu está preso há mais de 120 dias em regime fechado, embora tenha sido condenado ao semiaberto. à‰ uma flagrante ilegalidade, que vem sendo liderada justamente pelo chefe do Poder Judiciário, o ministro Joaquim Barbosa, presidente do Supremo Tribunal Federal, com o apoio do juiz da Vara de Execuções Penais do Distrito Federal, Bruno Ribeiro.

Dirceu ainda não teve seu pedido de trabalho externo avaliado em razão de uma outra nota de jornal, já desmentida por sindicância interna, sobre suposto uso de celular na Papuda. Agora, uma reportagem que pode ser qualificada como criminosa !“ uma vez que presidiários também têm direito à  preservação da intimidade !“ será o pretexto para mais uma arbitrariedade. Detalhe: o pedido de trabalho de José Dirceu conta com parecer favorável do Ministério Público.

No passado recente, o deputado Francischini foi flagrado em outra parceria sinistra com Veja e os arapongas do bicheiro Carlos Cachoeira. Dizendo-se grampeado, era Francischini quem participava de um esquema de arapongagem contra o governo do Distrito Federal. Ele, que chegou até a pedir a prisão do governador Agnelo Queiroz, planejava transferir seu título de eleitor para o DF, onde concorreria a governador (leia mais em “Vítimas” de arapongas eram os espiões do DF.

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15 de março de 2014
por Esmael Morais
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José Dirceu, ícone da geração de 68, chega aos 68 anos como preso político

do Brasil 247 Em outubro de 1968, então com 22 anos, José Dirceu de Oliveira e Silva foi um dos mil estudantes presos no congresso realizado pela União Nacional dos Estudantes, num sítio em Ibiúna (SP). à€ época, como presidente da União Estadual dos Estudantes, Dirceu despontava como uma das principais lideranças do movimento estudantil e suas imagens da época o transformaram num dos principais ícones da chamada geração 68.

Dirceu já era reconhecido como liderança política e foi o primeiro nome citado na reportagem da Folha de S. Paulo sobre a prisão dos jovens que combatiam a ditadura militar:

Cerca de mil estudantes que participavam do XXX Congresso da UNE, iniciado clandestinamente num sítio, em Ibiúna, no Sul do Estado, foram presos ontem de manhã por soldados da Força Publica e policiais do DOPS. Estes chegaram sem serem pressentidos e não encontraram resistência. Toda a liderança do movimento universitário foi presa: José Dirceu, presidente da UEE, Luís Travassos, presidente da UNE, Vladimir Palmeira, presidente da União Metropolitana de Estudantes, e Antonio Guilherme Ribeiro Ribas, presidente da União Paulista de Estudantes Secundários, entre outros.

Eles foram levados diretamente ao DOPS. Os demais estão recolhidos ao presidio Tiradentes. Desde segunda-feira os habitantes de Ibiúna notaram a presença de jovens desconhecidos, que iam à  cidade comprar pão, carne, escovas e pasta de dentes, despertando suspeitas ao adquirir mais de NCr$ 200 de pão de uma só vez. Essas informações foram transmitidas ao DOPS e à  Força Publica, que desde quinta-feira já conheciam segundo afirmaram !”o local exato do Congresso.

A denuncia de um caboclo, que fora barrado ao tentar chegar até o sítio Muduru, onde estavam os estudantes, fortaleceu a convicção da Policia de que o congresso seria realizado ali. Depois de avançar alguns quilômetros de carro e outro tr Leia mais

15 de março de 2014
por Esmael Morais
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Sem provas e em “off”, Veja aponta regalia de Dirceu; mídia continua agindo como partido anti-PT

do Brasil 247 A revista Veja, que já invadiu um quarto de hotel em Brasília, numa operação feita em parceria com o bicheiro Carlos Cachoeira, entrega, neste fim de semana, mais uma armação jornalística a seus leitores, com o objetivo de manipular o Poder Judiciário. O alvo, mais uma vez, é o ex-ministro José Dirceu, por quem Veja nutre um estranho fascínio, tantas as capas que lhe foram dedicadas. Desta vez, a reportagem trata de supostos privilégios que Dirceu estaria recebendo na Papuda.

Em resumo, os privilégios seriam picanha, lanches do McDonald’s, visitas fora de horário e acesso a um podólogo, para tratar uma unha encravada. As provas… bem, as provas, elas não existem. Todo o texto de Veja está ancorado em declarações em “off” de supostos servidores da Papuda. Ou seja: supostas fontes que se mantêm no anonimato. “Nas últimas semanas, VEJA ouviu funcionários da Papuda que, sob a condição de anonimato, revelaram detalhes do regime especial a que estão submetidos os mensaleiros. ‘Aqui já teve até picanha e peixada feitas exclusivamente pra eles’, conta um servidor”, diz um trecho da reportagem.

Notícias desse naipe, sem nenhuma comprovação factual, atingem seus objetivos. Foi a suspeita de uso de um celular no presídio, lançada na imprensa mas negada por uma sindicância interna, que impediu a análise do pedido de trabalho externo de José Dirceu. Foi também uma nota sobre uma feijoada o argumento usado pelo juiz Bruno Ribeiro, filho de um dirigente do PSDB no Distrito Federal, para mandar Delúbio Soares de volta para a Papuda.

Com a capa desta semana, Veja tem alguns objetivos. Um deles é garantir a volta de José Genoino à  prisão. “Numa conversa entreouvida por um servidor, um médico que atendia Genoino revelou ter escutado do próprio petista a admissão de que deixara de tomar alguns remédios para provocar uma arritmia cardíaca e, assim, poder pleitear a prisão domiciliar”, diz Veja. A prova? Mais uma vez, uma “conversa entreouvida”.

No caso de Dirceu, o que move a publicação é mais grave. Veja pretende manipular a Justiça para que um réu condenado ao semiaberto e recentemente inocentado da acusação de formação de quadrilha seja enviado a um presídio de segurança máxima !“ o que contraria a própria decisão do Supremo Tribunal Federal. “A Justiça está analisando um pedido do Ministério Público para que, diante da impossibilidade de controlar os privilégios concedidos aos mensaleiros pelo governo petista de Brasília, todos eles sejam transferidos para um presídio federal.”

Nos próximos dias, o Brasil saberá se uma reportagem da insuspeita Veja, em off, será acolhida como prova pelo Poder Judiciário. Esculhambação? Sim, esculhambação total.

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15 de novembro de 2013
por Esmael Morais
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Veja celebra prisão de petistas e sugere cadeia para todos; haverá mesma pressão contra tucanos?

do Brasil 247 Em 22 de novembro de 2000, uma reportagem de Alexandre Oltramari, em Veja (leia mais aqui), tratava do caixa dois da campanha à  reeleição do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, em 1998. Citava pelo menos R$ 10 milhões não declarados, dos quais, a maior parte, de R$ 3 milhões, teria sido arrecadada por Andrea Matarazzo junto à  !“ adivinhem !“ Alstom, a multinacional francesa que protagoniza o escândalo do metrô paulista, que deu origem a investigações suíças que já bloquearam cerca de R$ 60 milhões em propinas. “Que teve, teve”, dizia Veja, sobre o “gravíssimo” caixa dois da campanha de FHC.

Nesta semana, 13 anos depois, na capa de Veja, o sol já nasce quadrado para José Genoino, José Dirceu e Delúbio Soares e o chamado “mensalão” é apresentado ao público como “o maior escândalo de corrupção da história”.

Certamente, de todos, foi o mais debatido, estudado e comentado. Mas, em relação à  dimensão, sempre haverá controvérsias. Basta lembrar que, na máfia dos fiscais de São Paulo, R$ 500 milhões em impostos foram desviados e apenas quatro fiscais conseguiram acumular um patrimônio imobiliário de R$ 80 milhões. No caso dos trens da Alstom e da Siemens, vale repetir que R$ 60 milhões em propinas para personagens secundários já foram bloqueados. No caso do “mensalão”, Genoino é apontado como um dos maiores corruptos do País, mas a acusação não fica de pé diante de sua vida quase monástica (leia aqui o texto de Eduardo Guimarães a respeito).

Seja como for, o julgamento da Ação Penal 470 se aproxima do fim e cada veículo de comunicação dará sua versão da história. Para Veja, é, foi e sempre será o maior escândalo de corrupção de todos os tempos !“ no Brasil e no mundo.

O editorial, no entanto, acende uma ponta de esperança. “Que seja só o começo”, diz a Carta ao Leitor. “O desfecho do escândalo do mensalão, com a ida para a prisão dos réus, não pode ser encarado como a vitória de um partido sobre o outro ou da oposição sobre o governo”, afirma o texto. “Assim, com certeza, a Justiça não precisará mais de oito longos anos para punir corruptos pegos em flagrante”.

A revista não cita o “mensalão mineiro” ou “mensalão tucano” nem o PSDB. Mas não custa lembrar que o caso de Minas Gerais, ocorrido na campanha de Eduardo Azeredo, em 1998, já completa 15 anos e ainda não foi julgado. Para um dos réus, Walfrido dos Mares Guia, até já prescreveu. No passado, Joaquim Barbosa lembrou que o caso não despertava o interesse dos meios de comunicação. Será que isso mudou vai mudar?

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14 de novembro de 2013
por Esmael Morais
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Lula: “Como eu posso comentar decisão do STF?”

do Brasil 247
O ex-presidente Lula disse nesta quinta-feira 14 não ser a pessoa certa a comentar sobre a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou ontem a prisão imediata de réus da Ação Penal 470. “Quem sou eu para fazer qualquer insinuação ou julgamento da Suprema Corte?”, questionou Lula, que esteve em Brasília, onde participou nesta manhã da cerimônia que recebeu os restos mortais do ex-presidente João Goulart.

“Eu acho que quem tem de discordar ou não são os advogados, que juridicamente têm de saber se pode fazer ou não”, acrescentou Lula. A expectativa era de que os mandados fossem detalhados na sessão desta quinta-fera, inclusive com a divulgação da lista dos réus que seriam presos, mas os ministros não discutiram o assunto em plenário durante toda a sessão, encerrada pouco depois das 17h.

Lula almoçou hoje com a presidente Dilma Rousseff e com os ministros Aloizio Mercadante (Educação) e José Eduardo Cardozo (Justiça) no Palácio do Alvorada, onde ficou por cerca de três horas. Ele disse que o assunto não foi tratado com Dilma durante o encontro, mas questionado sobre o que foi conversado, respondeu: “não posso falar”.

Prisões na próxima semana

Com o adiamento do assunto nesta quinta, a probabilidade é que os mandatos sejam expedidos no início da próxima semana pelo presidente do Supremo, Joaquim Barbosa. O entendimento da corte foi de que o feriado da Proclamação da República, nesta sexta-feira 15, poderia atrapalhar a execução das prisões, de responsabilidade da Polícia Federal.

Barbosa determinou hoje que sua assessoria calcule as penas dos réus que não têm mais direito a recursos. Para os condenados que ainda podem apresentar embargos infringentes, como José Dirceu, será retirada a pena para o crime de formação de quadrilha, único que pode ter a decisão final sobre a pena alterada. O cálculo será de utilidade para definir quais mandados de prisão serão expedidos pela Corte e a definição de quem irá cumprir suas penas nos regimes fechado, semiaberto e aberto.

STF encerra sessão sem definir prisão de condenados no mensalão

Da Agência Brasil

Brasília !“ O Supremo Tribunal Federal (STF) encerrou hoje (14) a sessão plenária sem definir a decretação das penas dos réus condenados na Ação Penal 470, o processo do mensalão. Na sessão de ontem (14), a maioria dos ministros determinou o fim do processo para alguns réus e a execução imediata das penas, mas não definiu quem vai para a prisão. A expectativa era que a questão fosse decidida na sessão de hoje, mas o assunto não foi levado ao plenário.

Quando as prisões forem determinad Leia mais

10 de novembro de 2013
por Esmael Morais
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José Dirceu: “O Brasil sabe que eu sou inocente”

do Brasil 247

A frase foi dita pelo ex-ministro da Casa Civil, José Dirceu, ao chegar para votar nas eleições internas do Partido dos Trabalhadores; condenado a mais de dez anos de prisão, por peculato e formação de quadrilha, ele disse esperar que o Supremo Tribunal Federal ainda reveja a decisão; "Assino embaixo as palavras do Genoino na defesa dele. Como ele disse: que se faça justiça inclusive com relação ao mérito. Nós fomos condenados no mérito, não é só uma questão de redução de pena. E sendo inocentes", disse ele; na foto, de 2012, ex-ministro exibe camisa no II Congresso Nacional da Juventude do PT.

A frase foi dita pelo ex-ministro da Casa Civil, José Dirceu, ao chegar para votar nas eleições internas do Partido dos Trabalhadores; condenado a mais de dez anos de prisão, por peculato e formação de quadrilha, ele disse esperar que o Supremo Tribunal Federal ainda reveja a decisão; “Assino embaixo as palavras do Genoino na defesa dele. Como ele disse: que se faça justiça inclusive com relação ao mérito. Nós fomos condenados no mérito, não é só uma questão de redução de pena. E sendo inocentes”, disse ele; na foto, de 2012, ex-ministro exibe camisa no II Congresso Nacional da Juventude do PT.

Ao chegar para votar no Processo de Eleição Direta do PT neste domingo, o ex-ministro José Dirceu falou com os jornalistas e reafirmou sua inocência no processo conhecido como mensalão, onde foi condenado a dez anos e dez meses de prisão por peculato e formação de quadrilha. “O Brasil sabe que eu sou inocente e eu espero que o Supremo faça justiça”, afirmou Dirceu ao repórter Ricardo Chapola, do Estado de S. Paulo... 

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30 de outubro de 2013
por Esmael Morais
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Mal biografado, Zé Dirceu se diz contra a censura

do Brasil 247 Pela primeira vez, o ex-ministro José Dirceu falou sobre o livro “Dirceu”, escrito pelo jornalista Otávio Cabral, editor de Veja. Segundo ele, trata-se uma obra repleta “erros”, “impropriedades” e “inverdades”. Ou seja, uma obra de ficção, apresentada como biogafia não autorizada.

No entanto, apesar das supostas falhas do livro, Dirceu se coloca contra a restrição, defendida por alguns artistas, a biografias não autorizadas. “Em nenhum momento cogitei proibir sua publicação porque acredito e aposto na liberdade de expressão em regime democrático”, diz ele.

O que não significa que Dirceu se coloque contra o debate relacionado ao tema privacidade versus liberdade de expressão. Segundo ele, há uma intolerância dos meios de comunicação, que se mostram refratários a qualquer tipo de regulação.

Leia abaixo seu artigo publicado na Folha:

Entre tapas e beijos

A crítica feroz ao Procure Saber se traduz, na prática, como o medo atávico de nossa mídia a qualquer proposta que signifique regulação

Fiquei estarrecido –e sei que não deveria– com a agressividade da resposta de grande parte da mídia e mesmo de alguns biógrafos à s propostas apresentadas por artistas do Procure Saber no debate sobre as biografias sem autorização.

Embora me espante com o ataque, sou contra a bandeira levantada pelo grupo porque acredito que o direito à  liberdade de expressão e o veto a qualquer forma de censura de natureza política, ideológica ou artística, como diz claramente o artigo 220 da Constituição, é um bem maior que se sobrepõe à  interpretação de proteção à  privacidade do cidadão comum estabelecida pela reforma do Código Civil, em 2001.

Sabemos que artistas e políticos, ao assumirem tais papeis de destaque em sociedades democráticas, abdicam de seu direito à  privacidade absoluta.

A crítica à  causa do Procure Saber deve, portanto, ficar restrita à  saudável esfera do debate das ideias. O que se viu nos últimos dias foi uma reação de intolerância e, como se dizia antigamente, de muita patrulha ideológica, na imprensa e nas redes sociais.

Exemplo maior é a reportagem de capa da revista “Veja” sobre o tema na semana passada.

Fui vítima –isso mesmo, vítima– de uma das piores biografias recentemente publicadas. Mas nada me anima a ser favorável à  atual proibição inscrita no nosso Código Civil que exige autorização do retratado e da família.

A “biografia” escrita sobre mim é um bom exemplo para o debate em questão. Não foi autorizada, porém Leia mais

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