2 de dezembro de 2015
por admin
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Eleição para diretores de escolas testa “democracia” de Beto Richa

Professores, funcionários, pais e alunos escolhem nesta quinta-feira (3) novo diretor de 2,1 mil escolas da rede pública do Paraná. O processo eleitoral envolve, direta e indiretamente, cerca de seis milhões de paranaenses. O mandato do gestor eleito será de quatro anos.

Portanto, amanhã será mais um capítulo de uma conturbada novela que vem desde o adiamento nas eleições que seriam no ano passado, até a proposição de novas regras pelo governador Beto Richa (PSDB), e a aprovação da nova lei pela Assembleia Legislativa.

Todo esse processo vem sendo marcado por um lado pela tentativa de Beto Richa em emplacar seus aliados no chão da escola; e por outro pela resistência de professores, estudantes e comunidades escolares para garantir o mínimo de democracia e autonomia de pensamento das instituições de ensino.

Nas eleições desta quinta-feira não será diferente. Em muitas escolas vão estar na disputa dois projetos distintos. Um mais democrático, de valorização da educação pública, de valorização dos servidores. Outro partidário do governador, representando o massacre de 29 de abril e a escola que não pensa.

Parece uma disputa simples, menor. Mas ela poderá fazer toda a diferença para planos de Beto Richa. Basta lembrar que foi a mobilização das comunidades escolares, a partir das escolas, que reverteu momentaneamente a intenção do governo de fechar cerca de 150 escolas por todo o estado.

Com diretores favoráveis e obedientes às ordens do governo, a resistência fica mais difícil.

Várias lideranças políticas estão se engajando nessa batalha. O senador Roberto Requião (PMDB), pede através de um vídeo que as comunidades não votem em diretor que apoiou o massacre dos professores no último dia 29 de abril.

Com o voto universal, aumenta o peso do voto dos estudantes e pais e diminui a importância do voto dos professores e funcionários. Assim, fica mais fácil usar estruturas políticas locais, de aliados do governador, para mobilizar e fazer campanha.

Por isso, mais do que nunca é importante a presença e o diálogo dos professores e servidores com as comunidades.

O que está em jogo é o futuro das escolas públicas do Paraná.

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