14 de novembro de 2013
por Esmael Morais
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O Cafezinho: o que a Globo fez com a verba da Visanet?

do Brasil 247 “Um caso curioso”, como define o jornalista Miguel do Rosário, do blog O Cafezinho, é sobre o destino do dinheiro da Visanet, do qual “boa parte” foi parar na Globo, escreve. Num post sobre o assunto, ele questiona: mas o que será que a emissora fez com esse dinheiro?

“Por que não perguntam aos ministros do Supremo e ao Ministério Público sobre esse ponto da defesa? Por que não se perguntou aos diretores da Globo?”, questiona. Uma das respostas, segundo ele, “é que os ministros simplesmente só abordam os temas pré-acordados com a mídia”.

Leia abaixo:

Perguntem à  Globo o que fez com o dinheiro da Visanet

Uma das coisas que mais me chocou, nas investigações sobre o julgamento do mensalão, foi descobrir que boa parte do dinheiro da Visanet foi parar na Globo. A defesa dos publicitários apresentou planilhas e notas provando que a campanha da Visanet foi realizada. A DNA veiculou comerciais em canais de TV, patrocinou eventos, fez propaganda em outdoors, etc.

Se a Globo recebeu esse dinheiro, e não há como negá-lo, isso demonstra cabalmente a sua hipocrisia. A Globo tem, em seus registros, os pagamentos que recebeu da DNA para veicular comerciais do cartão BB-Visanet.

Por que nenhum jornalista de outro veículo de mídia jamais abordou esse fato básico? Por que não perguntam aos ministros do Supremo e ao Ministério Públic Leia mais

13 de novembro de 2013
por Esmael Morais
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STF determina primeira prisão dos réus do mensalão: Henrique Pizzolato

do Brasil 247 Os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) determinaram nesta quarta-feira 13 a primeira prisão da Ação Penal 470. A decisão foi contra o ex-diretor de Marketing do Banco do Brasil Henrique Pizzolato, que teve suas alegações por redução de pena rejeitadas pela maioria da corte. O presidente da corte, Joaquim Barbosa, entendeu o embargo de declaração do réu como de efeito “meramente protelatório”, ou seja, com o único objetivo de prolongar o julgamento.

A sessão foi iniciada com a conversão em prestação de serviços à  comunidade a pena do ex-sócio da corretora Bônus Banval, Breno Fischberg. Os ministros aceitaram o pedido de esclarecimento de que na primeira fase de julgamento dos recursos, em setembro, foi definida que a pena de três anos e seis meses de prisão foi convertida por pena alternativa. Até o momento, apenas Breno Fischberg teve seu embargo acolhido parcialmente.

Com a decisão, Fischberg terá também que pagar multa de 300 salários mínimos a entidades carentes. Fischberg havia sido condenado a cinco anos e dez meses de prisão pelo crime de lavagem de dinheiro, mais tempo que o outro sócio da corretora, Enivaldo Quadrado, que foi condenado a três anos e seis meses de prisão. Em setembro, a corte decidiu igualar as penas, já que a participação dos sócios no crime foi a mesma. Porém, não ficou claro, na decisão, que a pena havia sido convertida, por ser abaixo de cinco anos.

Ao votar sobre o embargo do réu Jacinto Lamas, o ministro Teori Zavascki levantou uma linha de divergência ao apontar que há uma contradição na definição de algumas penas. Ele diz que houve discrepância na decisão da pena por ações iguais, como do deputado Valdemar Costa, condenado por 41 operações e recebendo aumento da pena em 1/3, enquanto Lamas, por 40 operações, teve pena elevada em 2/3. A tese irritou o presidente da corte, Joaquim Barbosa.

“Ministro Teori, nós não vamos nunca terminar este julgamento. A cada embargo, nós vamos revisitar o mérito, o que foi decidido no ano passado”, disse Joaquim Barbosa. A resposta de Teori foi de que os chamados embargos de declaração não tiveram o “devido enfrenta Leia mais