17 de outubro de 2015
por admin
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Coluna do Jorge Bernardi: Deputado Eduardo Cunha, da glória ao lixo

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Jorge Bernardi*

“E os bens e as honrarias, fáceis de adquirir, são fáceis de perder”, nunca a afirmação de Pitágoras, nos “Versos de Ouro”, traduzidos pelo poeta simbolista Dario Vellozo, foram tão reais como para o deputado carioca, Eduardo Consentino Cunha (PMDB), presidente da Câmara dos Deputados.

Há apenas alguns meses, milhares de brasileiros saíram as ruas com faixas: “somos todos Cunha”, “somos milhões de Cunhas”, “Cunha o restaurador da moralidade vem aí, para recuperar os valores da política”, numa referência ao presidente da Câmara dos Deputados, então o paladino da ética.

“E agora José? A festa acabou, a luz apagou, o povo sumiu a noite esfriou, e agora, José e agora, você?”. E agora Cunha? O Brasil descobriu que o presidente da Câmara dos Deputados, como todos os outros réus da Lava Jato, recebia dinheiro da corrupção da Petrobras. E quem desvendou e bloqueou as contas secretas de Cunha, foi a Justiça da Suíça.

Eduardo Cunha e a mulher usaram este dinheiro sujo roubado do povo brasileiro, para pagar academia de tênis na Flórida, escola na Inglaterra e outras despesas pessoais. Até agora as contas secretas do deputado, que mentiu na CPI da Petrobras, ao negar a existência delas, já movimentaram mais de R$ 30 milhões de reais.

E o que dizer aos milhares brasileiros que, ingenuamente, viam no deputado Cunha o herói que combateria todos os desmandos da política brasileira. A frustração é geral, já que o deputado é um dos principais integrantes da organização criminosa que rouba a nação.

Eduardo Cunha já foi denunciado pelo Ministério Público Federal ao Supremo Tribunal Federal, baseado em documentos e colaborações premiadas, por ter recebido R$ 5 milhões de reais de propina em corrupção na Petrobras. Parte da propina foi depositada em igrejas evangélicas, de onde vem a maior parte de seus eleitores.

Ao responder perguntas de repórteres sobre contas secretas na Suíça, Cunha demonstra a mesma indiferença dos psicopatas, sem nenhum tipo de arrependimento. Uma frieza assustadora. E este homem é o terceiro na linha sucessória do maior cargo da república brasileira. E pior, possui na Câmara, um séquito de fiéis seguidores, de vários partidos.

Eduardo Cunha diz que não vai renunciar ao cargo pois tem muitos apoiadores no Congresso, entre eles alguns paladinos da oposição. O impeachment da presidenta é a arma que ele dispõe para não ir só ao lixo.

*Jorge Bernardi, vereador de Curitiba pelo PDT, é advogado e jornalista. Mestre e doutorando em gestão urbana, ele escreve aos sábados no Blog d Leia mais

18 de julho de 2015
por Esmael Morais
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Coluna do Jorge Bernardi: Revolução, delação premiada e o efeito borboleta mudando o Brasil

efeitoJorge Bernardi*

“O Brasil está vivendo uma revolução. Uma retomada da evolução. O mundo todo está vivendo uma insatisfação generalizada e internacional. Estamos vivendo num período de decadência moral que nunca a humanidade enfrentou. Está em curso a Revolução Brasileira, como houve a revolução francesa”. As palavras são do médico, psiquiatra, positivista, professor Paulo de Tarso Monte Serrat, então com 90 anos, em entrevista ao Programa Gestão Pública em Debate, em julho de 2013, ao falar sobre as manifestações populares que naquele período ocorriam em todo o Brasil.

As manifestações duraram o período da Copa das Confederações. Depois degradaram em violência e, finalmente, se extinguiram. As autoridades prometeram, e a presidenta Dilma, falou inclusive numa constituinte exclusiva para tratar da reforma política, um Plano Nacional de Mobilidade Urbana para diminuir o custo da tarifa do transporte.

Prometeram melhorar a saúde com médicos vindo do exterior; e combater a corrupção. Vieram as eleições em 2014, e os mesmos de sempre foram eleitos.

Poucas promessas foram cumpridas. Foi aprovada a lei da corrupção empresarial (lei nº 12.846/13). Esta lei permite o acordo de leniência, com as empresas que praticaram atos de corrupção e que colaborem efetivamente com a investigação, identificando outros envolvidos, admita a participação nas irregularidades, enfim coopere com as investigações. Esta é uma espécie de delação premiada para pessoas jurídicas como aquela que envolve pessoas naturais (Lei 8.072/90, art. 13). Leia mais

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