3 de dezembro de 2015
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Coluna do Reinaldo de Almeida César: A sanha arrecadatória estilo “biruta de aeroporto” de Beto Richa

Reinaldo Almeida César*

Depois de fazer de Curitiba a campeoníssima da inflação pela escorchante elevação de impostos, depois de raspar a ParanaPrevidência e de meter a mão grande no Fundo Especial de Segurança Pública do Estado do Paraná (FUNESP), o governo estadual agora anuncia um bingão de prêmios, a fim de manter o entusiasmo dos incautos consumidores que acreditaram no Programa Nota Paraná e que saíram, eufóricos, pedindo a inclusão do CPF ao tilintar das caixas registradoras.

O risco de frustração dos que aderiram é enorme. Os sedutores descontos antes acenados, agora são revelados com a frieza da realidade. Estão muito longe dos percentuais prometidos. O que se esperava ver se materializar em generosos reais de retorno, pode se tornar míseras moedas de  centavos.

Nesta sanha arrecadatória, o governo não teve freios inibitórios em colocar no balcão da feira, em oferta, dezenas de imóveis que pertencem ao patrimônio dos paranaenses.

Até mesmo a Granja do Canguiri — não fosse a boa intervenção do líder Romanelli (PMDB) — teria sido passada nos cobres.

Dizem alguns historiadores que foi o excesso de pudor e de caráter de Bento Munhoz da Rocha Netto que impediu a construção da ala residencial no Palácio Iguaçu, pelo constrangimento de ter sido governador já residente em imóvel próprio em Curitiba antes de assumir o cargo, ainda que parnanguara de nascimento.

O afoito gestor que pensou em se livrar do Canguiri, em troca de algum dinheiro, talvez não conheça nossa história.

Como neste desiderato de vender dezenas de imóveis o governo também manteve seu estilo “biruta de aeroporto”, modificando e reduzindo, em contramarcha, a relação inicial dos imóveis, permito-me fazer um apelo à reflexão.

Ao invés de se desfazer do terreno que abrigou a sede histórica da quase bicentenária Polícia Civil na Barão do Rio Branco, que tal o governo se debruçar na retomada dos estudos apresentados pelo Programa Paraná Seguro, para que as áreas centrais de Curitiba que pertencem à Polícia Civil — como o terreno que agora se pretende vender e a área do 1. DP — sejam permutadas por áreas construídas na Vila Izabe Leia mais

19 de novembro de 2015
por admin
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Coluna do Requião Filho: Afinal, o governador é ‘laranja’ de quem?

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Requião Filho*

Na minha última coluna critiquei a administração municipal de Curitiba pela pouca velocidade, pela inércia, pela falta de iniciativa e agora quero falar da pressa do governo estadual que tem me assustado.

Vocês já perceberam que quando alguém quer fazer algo errado, algo que não deveria ser feito a pessoa sempre tenta fazer de forma rápida e rasteira. Pois é…. no governo estadual é tudo assim, sempre a sorrelfa, sempre no escondidinho, na pressa rezando para que ninguém perceba.

Sempre tem pressa em aprovar coisas na assembleia e sempre quer evitar que os projetos sejam discutidos. Tem um problema só! Ao contrário do governador limítrofe, nós deputados da oposição prestamos atenção e lemos os projetos, lemos os anexos, lemos as entrelinhas e vamos à tribuna denunciar… Por vezes nossos colegas fazem ouvidos moucos ou fingem não entender e as asneiras do governo passam. Passam mas não sem antes nós chamarmos a atenção.

O senhor governador assinou um projeto de lei e pediu regime de urgência. Quer vender os imóveis do Estado… desculpem! Quer vender um único imóvel da Codapar para quitar uma divida muito especifica com um fim muito esquisito e que não cheira nada bem. Prestem atenção nisto que estou dizendo: Tem caroço neste angu! #ficaadicaGaeco

No entanto, o nada brilhante governador, sua inteligência é longe de ser tão brilhante quanto seus cabelos, manda para a assembleia um ‘projetinho’ feito ‘nas coxas’ dizendo que quer vender imóveis sem uso, que apenas trazem ônus conforme o anexo. Certo, eles são ruins de redação por lá e não podemos exigir muito deles… Mas manda junto uma tabela com ‘estudo’ sobre diversos imóveis e neste estudo tem até indicação de quem quer (ou vai) comprar o imóvel. Coisas do tipo: o vizinho tem interesse; querem fazer um aeródromo (detalhe no terreno já tem pista); está ocupado por um supermercado. Coisas que deixam clara as segundas intenções do pessoal. Já há diversas cartas marcadas neste baralho, é o que nos dá a entender o estudo. O pior é que para agradar alguém, ou por pura burrice, vão queimar o patrimônio do Estado.

Encerro com a pérola…. Secretário diz que é para investimentos futuros e o líder desmente e diz que é para pagar dívidas Codapar. Tá na hora do governo prestar atenção. Quem sabe contratar alguém com massa cinzenta para ler os projetos antes de mandar!?! Chega de expor a incompetência desse desgoverno para todo o Brasil.

Me pego a pensar: não devemos perder tempo procurando os laranjas do governador, deveríamos tentar descobrir de quem o governador é laranja… faz mais sentido.

“O governo tem que ter muito ma Leia mais

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