17 de fevereiro de 2016
por admin
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Coluna do Rafael Greca: Fruet fecha até comércio ao deixar gente na rua da miséria

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Rafael Greca*

A atual gestão da Prefeitura de Curitiba, sob direção de Gustavo Fruet (PDT), tem fechado portas e cortado sonhos. Abandona, larga, descarta seres humanos na rua da miséria. A omissão do nosso primeiro mandatário e seu secretariado é corrosiva. Clama providências. Curitiba inspira cuidados.

O que fizeram da nossa Casa?

Como conseguiram, em tão pouco tempo, destruir a qualidade de vida de uma Cidade que já mereceu da ONU o Prêmio Mundial do Habitat 1996. Foi um reconhecimento mundial pela qualidade humanitária de nossas políticas públicas de desenvolvimento sustentável, ecologia, transportes, cidadania, saúde, segurança, cultura, educação e promoção social dos excluídos.

Fruet fechou a integração do Transporte Coletivo. Fechou portas dentro dos terminais, dividindo o público como se gado fosse, cada rebanho na sua baia, sem possibilidade de ir e vir com liberdade. Benefícios que todos os cidadãos metropolitanos já usufruíam desde 1993-1996 quando fui o Prefeito implantou a grande Rede Integrada Metropolitana de Transportes, com uma única tarifa social. Avanço social sem precedentes.

Fruet fechou a UPA da Fazendinha. Era para ter aberto ontem, mas, as obras não ficaram prontas. O material atrasou, a tinta não secou, o dinheiro não deu, a RPC noticiou ontem no jornal das 19:00 horas. O que não contaram é que – depois que Fruet entregou a Saúde Pública de Curitiba ao seu PT – uma UPA custa R$ 2 milhões por mês. Fechada, já durante três meses, e prometida só para daqui um mês, a UPA da Fazendinha pode “render” R$ 8 milhões à sanha arrecadadora desta ‘Prefs’ sem nenhum feito.

Fruet fechou o Farol do Saber da Praça Espanha. Pintado de preto, dizem que por obra da Copa, R$ 5 milhões depois, o Farol Miguel de Cervantes está transformado em cenário de abandono e cracolândia. Privado dos seus 15 mil livros, 10 mil deles em espanhol, síntese da literatura na língua de Dom Quixote, presente que consegui para Curitiba junto ao Instituto Cervantes , através do detentor do Prêmio Nobel de Literatura Mário Vargas Llosa que, ao meu tempo de prefeito, nos visitou. E deixou seu encantamento por escrito num artigo publicado no jornal El País. Naquela praça, transformada em cenário de repetidos homicídios, até a estátua de Cervantes, em bronze, presente do Rei da Espanha, sumiu, substituída por uma ordinária réplica de massa de cimento.

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