Garganta Profunda de Londrina: “Procuradoria Geral do Beto Richa”

pgeAboletado pelos dias frios e chuvosos, Garganta Profunda de Londrina, o principal informante do planeta pós-guerra fria, a serviço dos leitores do Blog do Esmael, traz neste sábado (11) novo relato das entranhas entranhas do Palácio Iguaçu.

O X-9 com acesso privilegiado à antessala do governador Beto Richa (PSDB) conta com exclusividade — e com certa dose de sarcasmo — o dilema que o tucano enfrenta para escolher o Procurador Geral do Estado. Leia a seguir:

“Procuradoria Geral do Beto Richa”

No meio das irritações de Beto Richa, contrariado pelo momento desfavorável que nunca tinha experimentado na carreira, um assunto é tratado com muita objetividade no Palacio.

É a nomeação do próximo Procurador Geral do Estado, depois da queda de Ubirajara Gasparin.

Beto tem que escolher bem escolhido aquele que será o seu sexto PGE. Um recorde. Daqui a pouco vai faltar lugar na galeria dos que ocuparam o cargo.

Beto está sendo convencido a escolher um advogado de sua inteira confiança para o cargo.

Seria assim, um Procurador Geral para chamar de seu.

Ao invés de Procurador Geral do Estado, o escolhido vai poder colocar na porta do gabinete a plaquinha “Procurador Geral do Beto Richa”.

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Jaime Sunye, que denunciou suposto esquema na Educação envolvendo mais um amigo do governador, levou "xeque-mate" de Beto Richa que o demitiu da superintendência da SUDE; Maurício Fanini, parceiro de partida de tênis no Graciosa Country Club, também foi defenestrado da presidência da Fundepar; malfeito teria ainda a participação de fiscais da Paraná Educação; os três órgãos têm em comum o vínculo com a Secretaria de Estado da Educação (SEED); exonerações teriam ocorrido de forma sumária numa “operação abafa” do Palácio Iguaçu nas vésperas da assembleia geral da APP-Sindicato, na terça-feira (9), que vai decidir ou não pelo fim da greve dos educadores.
Jaime Sunye, que denunciou suposto esquema na Educação envolvendo mais um amigo do governador, levou “xeque-mate” de Beto Richa que o demitiu da superintendência da SUDE; Maurício Fanini, parceiro de partida de tênis no Graciosa Country Club, também foi defenestrado da presidência da Fundepar; malfeito teria ainda a participação de fiscais da Paraná Educação; os três órgãos têm em comum o vínculo com a Secretaria de Estado da Educação (SEED); exonerações teriam ocorrido de forma sumária numa “operação abafa” do Palácio Iguaçu nas vésperas da assembleia geral da APP-Sindicato, na terça-feira (9), que vai decidir ou não pelo fim da greve dos educadores.
O governador Beto Richa (PSDB) exonerou na quarta-feira (3) seu amigo Maurício Jandoi fanini Antonio da presidência do Instituto de Desenvolvimento Educacional (Fundepar), autarquia recriada sem muito alarde no início de 2015. Antes, porém, o moço ocupara a diretoria de Engenharia, Projetos e Planejamento da SUDE (Superintendência de Desenvolvimento Educacional).

O decreto nº 1602 que demite o colaborador e amigo do tucano será publicado no Diário Oficial do Estado nº 9466, desta segunda-feira, dia 8 de junho, véspera da assembleia geral dos professores e funcionários de escola em greve que lutam pela reposição de 8,17% na data-base.

A SUDE e a Fundepar são órgãos vinculados diretamente à Secretaria de Estado da Educação (SEED), que tem como tarefa zelar pelo bom funcionamento da infraestrutura nas 2,1 mil escolas da rede pública estadual. Pois bem, é aí que a porca começa torcer o rabo.

O demitido é suspeito de cometer desvios de recursos que seriam destinados à construção e reforma de escolas. Na lista de sacanagens estaria o pagamento a empreiteira de obras que nunca existiram. Segundo uma fonte do Palácio Iguaçu, o “valor” ainda está sendo periciado. O esquema também teria a participação de fiscais de uma terceira autarquia ligada à SEED, a Paraná Educação, que acabou incorporando as funções da extinta Secretaria de Obras (SEOP).

Maurício Fanini é amigo e parceiro de partida de tênis do governador no Graciosa Country Club. Ele foi diretor de Pavimentação na Prefeitura de Curitiba quando Beto Richa era secretário de Obras, na gestão de Cássio Tanighuchi (DEM), de quem o tucano fora vice-prefeito, o início dos anos 2000.

Bem relacionado com o governador, o ex-diretor da SUDE e ex-presidente da Fundepar também tinha uma boquinha de conselheiro de administração na Sanepar (Companhia de Saneamento do Paraná). Em 2013, Fanini relatou em reunião da empresa aluguel de salas comerciais, no valor de R$ 14 milhões, em favor de um dos doadores na campanha do amigo na eleição de 2010.

Nessa intrincada história quem também levou “xeque-mate” foi o superintendente da SUDE, o enxadrista Jaime Sunye, que denunciou o esquema do amigo do governador a seus superiores. A exoneração do denunciante aparecerá no decreto nº 1601, que também será publicado no Diário Oficial desta segunda-feira.

Mas que diabo tem Sunye como amigo do governador Beto Richa? Nada. Foi o autor das denúncias das supostas estripulias de Fanini.

“Eu descobri alguns equívocos e os levei aos meus superiores”, confirmou ao Blog do Esmael o ex-superintendente Jaime Sunye sem dar detalhes do processo administrativo interno na SEED. “Houve desvio de conduta”, sentenciou.

O enredo é recheado de “coincidências”, de acordo com a fonte palaciana. Primeiro, o ex-superintendente da SUDE levou o caso ao então secretário da Educação, Fernando Xavier, que foi demitido; depois, recorreu ao Procurador-Geral do Estado, Ubirajara Ayres Gasparin, que também foi defenestrado do cargo.

Sem respostas concretas à denúncia que fez, Jaime Sunye foi à secretária interina da Educação, Ana Seres Comin, que levou o caso ao governador Beto Richa. Para surpresa geral, o denunciante e o denunciado foram colocados dentro do mesmo saco e atirados ao mar.

Seria a solução encontrada por Beto Richa para encobrir mais um escândalo, às vésperas da assembleia dos educadores em greve?

Caso envolvendo ‘primo de Richa’ derruba procurador-geral do Paraná

abi_richa_pgeO governador Beto Richa (PSDB) demitiu ontem (1º) o procurador-geral do Estado, Ubirajara Ayres Gasparin, após o Ministério Público anunciar investigação sobre a conduta do procurador Sergio Botto de Lacerda no pedido de habeas corpus do lobista Luiz Abi Antoun, primo do governador tucano, acusado de fraudar uma licitação do governo do Paraná.

Os promotores de Justiça investigam se Botto de Lacerda, que era subordinado ao ex-procurador-geral, atuava no órgão ao mesmo tempo em que defendia o parente do governador Beto Richa.

O Ministério Público viu conflito de interesses entre a defesa de Luiz Abi e a defesa da administração pública pelo mesmo procurador.

Gasparin é o quinto integrante do primeiro escalão do governo defenestrado este ano. Ele se somou a Fernando Francischini (Segurança), Fernando Xavier (Educação), César Kogut (Polícia Militar) e Marcelo Cattani (Comunicação).

A seguir, leia a íntegra do decreto governamental: