5 de junho de 2015
por esmael
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Beto Richa reconstitui ‘equipe da maldade’ da campanha contra professores e servidores no PR

Na semana passada, o Blog do Esmael anotou que o governador Beto Richa (PSDB) iniciara uma “blitzkrieg” contra professores e servidores públicos no Paraná. Trata-se de um termo criado pelos nazistas para designar “guerra-relâmpago”.

Dito isto, ao longo dos últimos dias cristalizou-se que o tucano reconstituiu parte da ‘equipe da maldade’ que o reelegeu no ano passado. O ex-secretário da Comunicação, Marcelo Cattani, por exemplo, mesmo demitido do cargo, agora presta serviço como consultor estratégico — longe da folha de pagamento oficial.

Não é à toa que surgiram propagandas à beça em jornais, rádios e TVs e, “coincidente”, a linha desses órgãos de imprensa mudou a medida que suas burras foram enchendo com recursos públicos. As agências de publicidade estão com o sorriso frouxo no rosto, bem como os barões da velha mídia.

As ligações telefônicas para a casa dos todos paranaenses, eu disse todos, contra os educadores, custeadas pelo erário, foram delegadas à empresa curitibana Call Complete — segundo rastreamento desses telefonemas.

Alguns outros colaboradores, que estavam distantes desde janeiro, se reaproximaram agora do Palácio Iguaçu como “freelancers” contra os grevistas. Como se estivessem numa guerra, fornecem “munição” contra os funcionários públicos desarmados.

No pacote de soluções, o governador Beto Richa contratou a peso de ouro o jornalista Mário Rosa, autor do best seller “A Era do Escândalo” para recuperar sua imagem destruída depois do massacre de 29 de abril.

O leitor também soube ontem que o tucano reforçou seu time com criminalistas. Além do respeitado René Ariel Dotti, integra a defesa de Beto Richa, no crime, o renomado jurista Ives Granda Martins. Ou seja, o governador trocou os assessores políticos pelos advogados criminalistas. Tem a ver com a bronca da Receita Estadual e o massacre.

Nessa frente jurídica há um ruído importante. Corretamente, o Tribunal de Justiça do Paraná (TJPR) pagará a reposição inflacionária de 8,17% a seus servidores em parcela única. Ok, cumpre a lei. No entanto, os mesmos desembargadores concedem liminar contra a greve que reivindica justamente os mesmos 8,17%.

Como pode a sociedade em geral — e o judiciário em particular — pugnar por um ensino de primeiro mundo se se comporta, de maneira medíocre, como sociedade de terceiro mundo?

O diabo é que o governador Beto Richa mobiliza toda uma máquina de guerra contra os servidores públicos que, com certeza, custa bem mais caro do que deve a eles. Ficaria mais barato ao erário se ele cumprisse a lei da data-base, pagando os 8,17% ainda este ano, que recorrer a mercenários de plantão.

Então, o que fez o governador optar pela guerra ao invés da paz? Ora, a vaidade, a birra, o ego, a arrogância, a truculência, a maldade… Coisa de piá pançudo, de gente ruim.

Se houve o massacre no dia 29 de abril, no Centro Cívico, está em curso um novo massacre na opinião pública. Só não vê quem não quer.

Por fim, o Blog do Esmael vai transmitir ao vivo na terça-feira (9), a partir das 9 horas, em parceria com a TV 15, a assembleia geral da APP-Sindicato. O leitor também poderá acompanhar tudo em tempo real pelo Facebook. Basta curtir a fanpage para receber as atualizações das notícias.

31 de Maio de 2015
por esmael
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Governo Richa faz “blitzkrieg” contra professores no Paraná

Desde a semana passada, o Palácio Iguaçu colocou em prática uma verdadeira “blitzkrieg”—termo criado pelos nazistas para designar “guerra-relâmpago” – contra professores e servidores públicos em greve no Paraná.

O Blog do Esmael anotou que o governo Beto Richa iniciara guerra suja contra educadores nas redes sociais cuja intervenção no Facebook e grupos de WhatsApp objetivam cindir a categoria, semear a desconfiança, e disseminar informações falsas. Esse trabalho ciberterrorismo é coordenado pela “Tenda Digital”, uma organização clandestina que funciona nos bunkers do Palácio Iguaçu.

Paralelamente, o governo do estado divulgou no Portal Transparência “supersalários” de professores. Os profissionais do magistério contestaram os valores e fizeram “memes” na internet sobre o tema.

Ato contínuo, o governo Richa foi ao Tribunal de Justiça do Paraná (TJPR) solicitar o bloqueio de R$ 1,24 milhão da conta da APP-Sindicato pelos dias parados na greve. A contraofensiva veio com a mesma intensidade: o deputado Requião Filho (PMDB), vice-líder da oposição, também anunciou ação pelo bloqueio de R$ 1,36 bilhão do tesouro estadual para o pagamento da data-base de 8,17%.

Você acha que a “blitzkrieg” acaba por aqui? Claro que não. Os diretores das 2,1 mil escolas vivem momentos de incrível assédio moral. Eles estão sendo enquadrados para que punam educadores em greve. Os que se recusarem ao papel de carrascos sofrem ameaça de processo administrativo e afastamento de cargo, embora todos eles tenham sido eleitos democraticamente pelo voto direto.

Além disso, o Palácio Iguaçu começou a distribuir novamente farta verba de propaganda para rádios e jornais no interior do estado, bem com emissoras de TV. O enredo é o mesmo: criminalizar a greve da educação.

A greve está fácil de resolver, segundo o deputado Professor Lemos (PT). Segundo ele, caiu no 1º quadrimestre o alerta de limite prudencial da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). Ou seja, o governo está gastando menos com pessoal e isso possibilita a reposição dos 8,17%. “Basta vontade política”, opina o parlamentar.

O diabo é que Beto Richa parece preferir o cenário de terra arrasada tal qual a tática do Exército Vermelho na 2ª Guerra Mundial contra o exército alemão. Pretende minar a resistência dos educadores prolongando a greve em uma espécie de “perde-perde”.

Mas diferente dos russos que venceram os nazistas, o tucano não tem apoio popular. A rejeição do governador paranaense bateu na casa dos 100%.

Resumo da ópera: “A história se repete, a primeira vez como tragédia e a segunda como farsa” (Karl Marx, em O 18 Brumário de Luis Bonaparte