7 de novembro de 2015
por admin
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Coluna do Jorge Bernardi: Sem projetos, o Paraná patina com Richa

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Jorge Bernardi*

No início do segundo mandato à frente da Prefeitura de Curitiba, em 2009, Beto Richa (PSDB) introduziu, na administração municipal, um programa de gestão por metas, através do Contrato de Gestão, com os secretários municipais. O programa, lançado com grande alarde pelo hoje governador do Paraná, contou com a consultoria, a preço de ouro, da empresa Publix, a mesma que havia atendido Aécio Neves, em Minas Gerais.

Os primeiros resultados foram surpreendentes. Na primeira avaliação quatro meses depois, 82 % das 543 haviam sido cumpridas para o período. Mas as mais importantes, nas áreas de saúde e educação, deixaram a desejar.

O choque de gestão propalado pelo então prefeito, foi definhando e abandonado na gestão de seu sucessor Luciano Ducci. Passados mais de 8 anos, vê-se que tudo não passou de uma grande jogada de marketing, que fez Beto Richa, dois anos depois, tornar-se governador do Paraná.

Como governador do estado, Beto Richa demonstrou que não está preparado para exercer cargo de tamanha responsabilidade e complexidade. No primeiro mandato, arruinou as finanças do estado, mesmo com o aumento de mais de 50 % da arrecadação.

Gastou, como pródigo, onde não devia, principalmente em publicidade e outras ações supérfluas, fazendo com que, para cobrir o rombo orçamentário, impusesse aos paranaenses a maior tributação de todos os tempos, com aumento de 40 % no IPVA e em mais de 95 mil itens do ICMS.

Neste segundo mandato Beto Richa patina mudando de opinião como muda o clima de Curitiba. Ora unificando os fundos previdenciário e financeiro, o que gerou a revolta de servidores no Centro Cívico, com mais de 200 feridos; ora querendo fechar escolas, depois de bater em professores.

Em outra medida de Richa, sob a alegação da criação de um Fundo de Combate à Pobreza, tirou mais de R$ 360 milhões do Fundo para a Infância e Adolescência. O que ele queria no projeto era privatizar as principais empresas do Estado: Copel e Sanepar, vendendo a maioria das ações destas empresas sem autorização legislativa. Agora Richa quer fechar escolas tradicionais sob a alegação de economia. Suspendeu o fechamento das escolas para 2016, mas a maldade poderá retornar em 2017 ou 2018, prejudicando milhares de estudantes.

Os paranaenses

9 de dezembro de 2014
por esmael
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Mesmo com quiproquó, tratoraço! na Assembleia garante pacotaço da malvadeza! de Richa

trator_richa.jpgO k-suco ferveu na tarde desta terça-feira (9) na Assembleia Legislativa do Paraná. A mando de Beto Richa (PSDB), por 34 votos a 15, os deputados governistas votaram pela transformação do plenário em comissão geral — tratoraço — para acelerar a aprovação do “pacotaço da malvadeza” tucana.

A sessão foi bastante tumultuada e teve que ser suspensa pelo presidente da Casa, deputado Valdir Rossoni (PSDB), por 15 minutos até que a temperatura baixasse.

O peemedebista Luiz Cláudio Romanelli, ao defender o tarifaço de Richa, debutou como “líder do governo” informal, com direito a vaias e xingamentos das galerias. “Vendido” era a principal palavra de ordem dos manifestantes, que eram servidores públicos da ativa e aposentados.

O líder do PT, deputado Tadeu Veneri, disse esperar que os colegas tenham o “mesmo zelo” com o erário quando chegar à  Assembleia a mensagem que reajusta o subsídio dos parlamentares.

O rolo compressor de Richa na Assembleia aprovou aumento de 12% para 18% ou 25% da alíquota do ICMS sobre uma extensa lista de produtos, que pode atingir até 95 mil itens de consumo popular, como medicamentos, produtos de higiene e eletrodomésticos. O texto do governo manteve a elevação de 40% na alíquota do IPVA e de um ponto porcentual na do ICMS da gasolina.

A Assembleia igualmente garantiu a aprovação do projeto que retira 11% da renda de aposentados e pensionistas que recebem acima do teto do INSS fixado em R$ 4.390,24. Entidades sindicais desconfiam que o governador Beto Richa esteja planejando fazer caixa com esses recursos para pagamento da folha de comissionados.

Para fechar o repolho, os deputados também aprovaram projeto de lei que altera a Lei Orgânica da Defensoria Pública e a autonomia financeira do órgão.

Veja tudo o que foi aprovado no tratoraço de Richa: