Blog do Esmael

A política como ela é em tempo real.

24 de dezembro de 2015
por admin
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Coluna do Reinaldo de Almeida César: A restauração do delegado Michelotto e os ataques de Mauro Ricardo

Reinaldo Almeida César*

Registo aqui meu apoio e aplauso para a lúcida decisão do delegado geral e do Conselho da Polícia Civil, restaurando a dignidade pessoal e profissional do delegado Marcus Vinícius da Costa Michelotto, designando-o para a direção do Instituto de Identificação.

A decisão unânime do colegiado no Tribunal de Justiça é reta e clara. Todo procedimento instaurado em desfavor de Michelotto deve ser trancado por ausência de justa causa, nos termos do voto proferido pelo relator Marcel Rotoli de Macedo, cujos conhecimentos jurídicos e tradição familiar no Direito o iluminaram na correta decisão.

Logo, não há qualquer razão para impor a Michelotto (e sua família) uma espécie de tortura, pena ou castigo infamante, próprios do Código Filipino, que regia entre nós nos tempos do Brasil colônia.

Conheço o Delegado Michelotto há quase trinta anos.

Quando estava iniciando minha carreira no magistério, como assistente do Professor René Dotti, lecionei na turma onde ele era aluno, na Faculdade de Direito.

Nessa época, lembro-me que ele dividia os encargos do estudo universitário com a função de bancário, no Bamerindus, onde conheceu sua esposa e companheira de sempre, Cristine.

Depois acompanhei, à distância, sua trajetória de êxitos na Polícia Civil e na Secretaria de Defesa Social de Curitiba.

Faço justiça ao governador Beto Richa, ao rememorar que tive ampla autonomia e absoluta carta branca para compor minha equipe na SESP, no final de 2010.

Escolhi pessoalmente, sem qualquer sugestão, interferência ou pedido – e assumo a responsabilidade das escolhas – os comandantes da PM (coronéis Scheremetta e, depois, Bondaruk), os comandantes do Corpo de Bombeiros (coronéis Domaneschi, Donadello, Ferreira e Pombo), o diretor da Criminalística (Antonio Siqueira), do IML (Porcídio Vilanni), do Instituto de Identificação (Newton Rocha) e do GRAER (coronel Orlando Artur).

Não tive um insta

23 de setembro de 2015
por admin
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Coluna do Reinaldo de Almeida César: Richa e seu supersecretário importado querem colocar os paranaenses no pelourinho

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Reinaldo de Almeida César*

Confesso que se alguém tivesse apenas me contado, não acreditaria. Se eu tivesse lido, então, esfregaria os olhos para reler e confirmar.

Nada disso. Ouvi. Foi pelas ondas da Rádio CBN que o supersecretário da Fazenda, Mauro Ricardo Costa, falando sobre o projeto de majoração do Imposto de Transmissão Causa Mortis e Doação (ITCMD), pronunciou a peitos abertos, com o indisfarçável sotaque carioca, que “aquela elite que tem alta renda não quer se sacrificar para compensar uma redução das pessoas de menor renda”.

Como assim? O projeto enviado para a Assembleia Legislativa (Alep) previa aumentar de 4 para 6% a alíquota do imposto para bens entre 300 e 700 mil e de 4 para 8% o imposto a incidir na transmissão por herança ou doação para bens acima de 700 mil. Isso é elite para o supersecretário?

Já se divulgou que o supersecretário amealha o seu salário mensal de quase 30 mil reais e ainda abocanha polpudos jetons em cinco conselhos. Em alguns meses de Paraná, portanto, o supersecretário, estaria na “elite”?

O supersecretário cometeu uma das mais nefastas impropriedades para um gestor público: estimular a divisão de classes. Deu voz a um discurso maniqueística do rico contra o pobre. E eu que achava que os discursos contra a “zelite” estivessem do outro lado da rua.

***

Em boa hora, outras vozes se levantaram, agora na Alep, entre elas, a do experiente deputado Plauto Miró (DEM).

Não demorou muito e os luas pretas que orbitam o Palácio, alguns com segundas e terceiras intenções, outros mirando o prédio vizinho recheado de contas e poder, começaram o sórdido ataque, procurando vincular, de forma covarde, Plauto Miró a interesses de abastados e oligarcas, castas que seriam contrárias ao projeto de aumento do ITCMD.

Conheço o deputado Plauto Miró há muitos anos. Embora com pequena diferença de idade, convivemos na nossa adolescência e juventude em Ponta Grossa.

Todos nós, à época, sabíamos que Plautinho era neto de senador, filho de ex-prefeito, reconhecidamente de família com posses, que se somava à tradição dos Slaviero. No entanto, Plauto e seus irmãos Ana Rita, Patrícia e Juarez, sempre foram muito simples, de fácil convivência, estudavam nos mesmos colégios onde estudávamos, não tinham nenhuma afetação.

Não duvido que Plauto Miró r