25 de agosto de 2014
por Esmael Morais
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Gleisi promete subsídio ao transporte público para Curitiba, Londrina, Umuarama e Maringá

Em entrevista à  Rádio CBN Curitiba na manhã desta segunda-feira (25), a candidata à  governadora Gleisi Hoffmann reafirmou o compromisso de garantir o subsídio do Estado ao transporte coletivo para todas as regiões metropolitanas do Paraná legalmente constituídas. Pela proposta, além de Curitiba, passariam a ter rede integrada e receber o subsídio as regiões metropolitanas de Londrina, Maringá e Umuarama.

Queremos fazer uma política legal, ou seja, que não dependa apenas de convênios do subsídio do transporte coletivo de Curitiba e da conveniência política do governador. à‰ preciso que se tenham critérios claros e técnicos, e que seja estabelecido em lei. Esse hoje é um grande desafio para nossas cidades, nossos centros urbanos. à‰ papel do governo do estado ajudar nesta política e nessa integração para estas regiões legalmente constituídas!, disse Gleisi.

O subsídio

Hoje, o governo do estado subsidia em R$ 7,7 milhões/mês a Rede Integrada de Transportes (RIT), que reúne Curitiba e outros 13 municípios. A Prefeitura da capital entra com outros R$ 4,5 milhões/mês para manter a tarifa nos atuais R$ 2,70. Para garantir uma tarifa mais justa nas demais regiões metropolitanas estimasse que o subsídio do estado deve ser R$ 2,2 milhões/mês para Londrina, R$ 1,6 milhão/mês para Maringá e R$ 1,2 milhão/mês para Umuarama.

Estamos assegurando subsídio para região de Curitiba e estendendo para as demais regiões metropolitanas legalmente constituídas. à‰ assim que se faz política pública. Com responsabilidade e planejamento!, completa Gleisi. O cálculo aproximado tem como base o número de municípios e de passageiros de cada região e o valor atual das tarifas.

à‰ importante que estas cidades tenham rede integrada de transporte, como acontece em Curitiba. Só assim, conseguiremos beneficiar uma maior número de pessoas!, explica a candidata. Se somadas as regiões metropolitanas de Curitiba, Londrina, Maringá e Umuarama, o custo anual do subsídio será de aproximadamente R$ 150 milhões.

Com o Paraná bem administrado, teremos recursos. Basta definir melhor as prioridades. O atual governador, por exemplo, aumentou em mais de 668% de 2011 para 2012 os gastos com publicidade. Nos três últimos anos, ele gastou em média R$ 145 milhões/ano em propaganda. Mas diz que não tem dinheiro para ajudar os paranaenses a pagarem uma tarifa mais justa no transporte!, finaliza Gleisi.

Valores estimados de subsídios mensais:

13 de dezembro de 2013
por Esmael Morais
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Requião emplaca CPI dos à”nibus e promete devassa nas tarifas

da Agência Senado

Como manda a tradição no Congresso Nacional, a presidência da CPI do à”nibus caberá ao proponente, senador Roberto Requião (PMDB-PR); embora a investigação da máfia no transporte coletivo tenha alcance nacional, parlamentar paranaense deverá convocar o prefeito Gustavo Fruet (PDT) e o governador Beto Richa (PSDB) para explicarem o preço abusivo da tarifa do ônibus na Grande Curitiba; "Nada é pior que a complacência e autocomplacência com a corrupção. Firmeza na CPI dos à”nibus", tuitou nesta sexta Requião, dando ideia de como agirá na comissão.

Como manda a tradição no Congresso Nacional, a presidência da CPI do à”nibus caberá ao proponente, senador Roberto Requião (PMDB-PR); embora a investigação da máfia no transporte coletivo tenha alcance nacional, parlamentar paranaense deverá convocar o prefeito Gustavo Fruet (PDT) e o governador Beto Richa (PSDB) para explicarem o preço abusivo da tarifa do ônibus na Grande Curitiba; “Nada é pior que a complacência e autocomplacência com a corrupção. Firmeza na CPI dos à”nibus”, tuitou nesta sexta Requião, dando ideia de como agirá na comissão.

A Secretaria-geral da Mesa do Senado confirmou no início da madrugada desta sexta-feira a criação da CPI do Transporte Público, após certificar o apoio de 28 senadores, um a mais do que o mínimo necessário. Até as 23h59 desta quinta-feira (12), prazo final para a confirmação dos apoios, foram retiradas 14 das 40 assinaturas que constavam inicialmente do requerimento apresentado pelo senador Roberto Requião (PMDB-PR), o que inviabilizaria a criação. No entanto, outras duas assinaturas foram apresentadas a cinco minutos do prazo fatal. ... 

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3 de dezembro de 2013
por Esmael Morais
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Pós-CPI: Richa ameaça, outra vez, cortar subsídio de R$ 100 mi ao transporte coletivo de Curitiba

O governador Beto Richa (PSDB) estuda acabar com o subsídio de R$ 100 milhões ao ano para a Rede Integrada de Transporte (RIT), que permite que usuários de Curitiba e mais 13 municípios da região metropolitana paguem a mesma tarifa.

O tucano deverá tomar a decisão tendo como base o relatório final da CPI do Transporte, concluída semana passada pela Câmara Municipal de Curitiba, que afirma haver “gordura” de R$ 0,48 no preço da tarifa. O presidente da comissão, vereador Jorge Bernardi (PDT), advoga a tese de que a tarifa tem que baixar para R$ 2,22.

Além de Bernardi, que é líder do PDT no legislativo municipal, partido prefeito Gustavo Fruet, o governador Beto Richa também se apoia em parecer do Tribunal de Contas do Estado (TCE), que analisou contratos e planilhas de custo do sistema de ônibus em Curitiba. No relatório, produzido em setembro, órgão afirma que a passagem de ônibus deveria custar, no máximo, R$ 2,25 aos passageiros.

O subsídio concedido pelo governo do estado serve para compensar o valor da tarifa técnica da passagem, ou seja, aquela que é efetivamente paga à s empresas. Enquanto os usuários arcam com R$ 2,70, as empresas de ônibus recebem, atualmente, R$ 2,99 por cada passageiro transportado.

Depois dos protestos de junho nas ruas da capital, Fruet reduziu a tarifa nas linhas da Rede Integrada de Transporte de R$ 2,85 para R$ 2,70, equivalente a 5,23%, que vigora desde 1!º de julho.

No esforço para garantir a tarifa em R$ 2,70, até o presidente da Câmara, Paulo Salamuni (PV), se somou ao esforço ao destinar R$ 10 milhões de sobra do orçamento para os cofres municipais.

Como confusão pouca é bobagem, de posse do relatório da CPI do Transporte, vereadores de todos os partidos se movimentam no sentido de cobrar de Roberto Gregório da Silva Junior, presidente da Urbs (Urbanização de Curitiba S/A), a empresa que gerencia o transporte em Curitiba, que reduza a tarifa do ônibus para R$ 2,20 conforme determinou a comissão de investigação presidida pelo líder do partido do prefeito Fruet.

Na prática, a CPI do Transporte deu a Richa o álibi que precisava: a tarifa tem uma gordura e o município não precisa de subsídio do governo do estado; ou a CPI é laranja?

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