30 de novembro de 2015
por admin
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Coluna da Gleisi Hoffmann: A solidariedade é laranja; 16 dias pelo fim da violência contra as mulheres

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Gleisi Hoffmann*

No dia 25 deste mês começamos a campanha que conta com apoio de outros 70 países, com centenas de ações de mobilização em todo mundo. Pintar o mundo de cor laranja pelo fim da violência contra as mulheres foi iniciativa da ONU para os 16 dias de ativismo.

A cor laranja evoca a solidariedade às mulheres e meninas vítimas de violência e a energia necessária para que superem as situações violentas e recebam o apoio necessário em sua trajetória libertadora.

O assunto entrou nas redes sociais e já começaram as críticas: “Vocês não se cansam de falar besteira hein? Isso é uma generalização maldosa”, dizem sobre violência doméstica. “A violência atinge a todos” falam outros sobre o foco da campanha.

O fato é que a violência contra a mulher é o gene da violência na sociedade. A hierarquia das relações homem/mulher, que persistiu por tanto tempo em nossa sociedade, e ainda persiste sob o manto de cultura, de religiosidade, construiu o “modus operandi” das relações humanas. Onde prevalece a ideia que um ser pertence ao outro, deve-lhe obediência, a violência é instrumento para fazer valer vontades.

Não canso de ouvir histórias de mulheres que ao irem a uma delegacia registrar a violência que sofreram por parte de um homem são questionadas: “o que você fez para apanhar?”

Assim também como não cabe a justificativa da violência sexual pelo “tesão”, pelo “oferecimento” da mulher. Em um artigo muito bom da socióloga, e também cineasta, Tetê Vasconcelos, publicado na Folha de São Paulo do dia 27, ela diz: “homem algum estupra uma mulher por tesão. Estupra, bate e assedia para provar e comprovar seu poder sobre essa metade da humanidade”.

Milhares de mães, avós, meninas, jovens são mortas todos os anos em nosso país. Os números da violência contra a mulher ainda são assustadores no Brasil e em todo o mundo. Precisamos fortalecer a luta contra esse grave problema que abusa, tira direitos, dignidade, amedronta e cala mulheres todos os dias.

Publicado recentemente, o Mapa da Violência 2015 focou na dinâmica d Leia mais