26 de Fevereiro de 2016
por admin
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Coluna do Bruno Meirinho: A hipótese do socialismo americano

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Bruno Meirinho*

Bernie Sanders, um político que reivindica ideias socialistas, tem recebido um apoio surpreendente na disputa das prévias do partido democrata para a eleição presidencial dos Estados Unidos. Em três estados, venceu em um e ameaçou a hegemonia de Hilary Clinton nos outros.

O crescimento da candidatura de Bernie Sanders é surpreendente por dois motivos: primeiro, embora o partido democrata tenha ideias mais à esquerda que o partido republicano, não costuma falar em socialismo; e segundo, não se espera que o socialismo possa vingar, justamente, nos Estados Unidos, o centro do capitalismo mundial.

Mas é engano pensar que a hipótese do socialismo americano é uma novidade. O fenômeno Bernie Sanders lembra a histórica participação eleitoral de Upton Sinclair, um político integrante do “Partido Socialista da América” (que existia no começo do século 20) que em 1934 disputou como candidato do partido democrata as eleições para governador da Califórnia e ficou em segundo lugar, com incríveis 38% dos votos. O maior resultado já alcançado por um socialista naquele

26 de dezembro de 2015
por esmael
Comentários desativados em Ativista sindical conclama luta contra projeto antitrabalhista em 2016

Ativista sindical conclama luta contra projeto antitrabalhista em 2016

Por Milton Alves*

As três principais centrais da sindicais do país – CUT, Força Sindical e UGT – divulgaram notas públicas nesta semana em reação às declarações do ministro da Fazenda, Nelson Barbosa, sobre os projetos de reformas previdenciária e trabalhista.

A leitura corrente no meio sindical sobre as intenções do governo aponta para uma nova tentativa de agradar o chamado mercado com a ameaça de retirada de direitos históricos consagrados na CLT – Consolidação das Leis do Trabalho – o que significaria um desmonte da legislação de proteção social do trabalhador instituída pelo presidente Getúlio Vargas em 1942.

O ministro da Fazenda também acenou com um polêmico projeto de reforma da previdência. Nelson Barbosa usou velhos argumentos para justificar a proposta como o do suposto “rombo da  previdência” e a necessidade do estabelecimento de uma idade mínima para as novas aposentadorias – 60 anos para as mulheres e 65 anos para os homens.

As propostas despertaram a reação das centrais sindicais num momento de graves dificuldades políticas do governo da presidente Dilma, que segue pressionado pela tentativa de impeachment levada a cabo pela oposição conservadora e neoliberal.

CUT: “Sem cheque em branco…”

Em um duro pronunciamento, o presidente da CUT – Central Única dos Trabalhadores, Vagner Freitas, alertou a presidente Dilma da decisão de resistir a qualquer projeto que ameace os direitos dos trabalhadores: “Agora, novamente no fim do ano, assisto atônito as mesmas cenas do ano passado. Muda o ministro da economia, mas não muda a política econômica. Era justamente isso que temíamos. Isso não vai acontecer. A primeira fala do novo ministro da Fazenda, Nélson Barbosa, é semelhante à primeira de Joaquim Levy. Ele falou em reforma da Previdência Social, retirada de direitos da classe trabalhadora, flexibilização da CLT e ajustes”.

Força: “Não à retirada de direitos…”

“Causou-nos estranheza o anúncio do governo de que fará reformas trabalhista e previdenciária estabelecendo um limite de idade para a aposentadoria, apenas para mostrar ao mercado que realmente vai buscar o equilíbrio fiscal.  Vale lembrar que, mais uma vez, o governo quer fazer uma reforma nas costas do trabalhador. No final do ano passado, o governo editou duas medidas provisórias, MPs 664 e 665, com o intuito de fazer um ajuste fiscal, mas que penalizou muito, e tão somente, os trabalhadores”, esse foi o tom da nota assinada por Miguel Torres, presidente nacional da Força Sindical.

A UGT também foi na mesma toada. O presidente da central, Ricardo Patah, em nota, considerou as propostas de reformas  como “ataques aos direito

5 de setembro de 2014
por esmael
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Volkswagem monitorou Lula durante a ditadura militar

via Brasil 247

A Volkswagen espionou ativistas sindicais brasileiros na década dos anos 1980 e passou informações sobre reivindicações salariais e outras discussões privadas à  ditadura militar do país, de acordo com documentos recentemente descobertos que foram vistos pela Reuters.

A montadora monitorou secretamente seus próprios trabalhadores, bem como dirigentes sindicais proeminentes da época. Um dos alvos da Volkswagen foi Luiz Inácio Lula da Silva, que viria a ser presidente do Brasil de 2003 a 2010 e continua sendo um dos políticos mais influentes na cena nacional.

Os documentos foram recentemente descobertos em arquivos do governo por pesquisadores que estão contribuindo com os trabalhos da Comissão Nacional da Verdade (CNV), que investiga abusos ocorridos durante o regime militar de 1964 a 1985 a pedido da presidente Dilma Rousseff.

A Reuters informou no mês passado que a comissão encontrou indícios de que diversas empresas, incluindo a Volkswagen e outras montadoras estrangeiras, ajudaram os militares a identificar ativistas sindicais na década de 1980 para suprimir a agitação trabalhista.

Agora, de acordo com líderes da CNV, 20 páginas de documentos marcados como “confidencial” que a Volkswagen deu aos militares em 1983 e 1984 fornecem a prova ainda mais clara de que algumas empresas foram mais longe, ao recolher de sua própria inteligência informações sobre atividades sindicais para então compartilhar esse material com autoridades.

Nos documentos, a Volkswagen forneceu dados extensos de mais de uma dezena de reuniões sindicais na Grande São Paulo. A empresa retransmitia planos de trabalhadores sobre greves, bem como suas demandas por melhores salários e condições de trabalho.

A empresa divulgou alguns nomes de trabalhadores da Volkswagen que participaram de eventos de sindicato e, em pelo menos dois casos, forneceu a marca e a placa de veículos presentes em atos sindicais.

A Volkswagen também relatou a exibição de um filme com temática socialista na sede de um sindicato; o conteúdo de folhetos distribuídos do lado de fora de sua fábrica e os nomes daqueles que distribuíram os panfletos; e um incidente em que “vários funcionários viciados foram surpreendidos fumando maconha”.

Tais informações foram tipicamente usadas pela polícia para monitorar, constranger e deter sindicalistas na esperança de desencorajar agitações trabalhistas futuras, disse Sebastião Neto, membro da CNV. Ele citou o material que a comissão reuniu a partir do depoimento de trabalhadores que sofreram esse tipo de tratamento.

“Os documentos mostram com clareza excepcional como as empresas esperavam que o governo as ajudasse