24 de Fevereiro de 2016
por esmael
Comentários desativados em Em tempos de entrega do pré-sal, trabalhadores realizam seminário sobre crise energética em Curitiba

Em tempos de entrega do pré-sal, trabalhadores realizam seminário sobre crise energética em Curitiba

Os trabalhadores do setor energético brasileiro não querem ficar vendo a banda passar, onde fala-se abertamente em entregar a operação do pré-sal da Petrobras às petrolíferas multinacionais. Por isso, eles realizam nesta quinta-feira (25), em Curitiba, o Seminário Regional de Energia e Saneamento no Estado do Paraná.

Na esteira dessa calorosa discussão no Congresso Nacional, que vota o PL 131/2015, nesta quarta-feira (24), de autoria do senador José Serra (PSDB-SP), que abre as reservas de petróleo para a exploração das Shell e Chevron da vida, a classe pretende se posicionar frente à crise nacional nos setores energético e hídrico.

O evento, gratuito e aberto ao público, terá início às 9 horas, e é organizado pela CNTI (Confederação Nacional dos Trabalhadores na Indústria) em conjunto com o Sindenel (Sindicato dos Eletricitários de Curitiba) e pelo  Sindelpar (Sindicato dos Eletricitários no Estado do Paraná), com o apoio da UGT (União Geral dos Trabalhadores).

Os temas centrais serão: O estado atual do setor de saneamento no Brasil; Os efeitos da crise hídrica e seus reflexos no meio ambiente, no consumo e na economia brasileira; Energia elétrica, consumo e preservação/ensaio elétrico – arco voltaico; O estado atual do setor elétrico brasileiro; Os efeitos da crise energética na economia e no cotidiano.

Nesse encontro será feito um diagnóstico atual da crise hídrica e seus reflexos na economia brasileira, com o objetivo de informar e subsidiar a sociedade organizada sobre esse importante tema.

“É de vital importância a participação de líderes sindicais, comunitários, profissionais liberais, independentemente de serem ou não ligados ao setor energético, pois as consequências da falta de uma política nacional de abastecimento hídrico e energético poderá levar ao colapso de várias cadeias produtivas”, destaca o presidente do Sindenel, Alexandre Donizete Martins.

Para o presidente do Sindelpar, Paulo Sérgio dos Santos, que também preside o Conselho Estadual do Trabalho do Paraná, os profissionais do setor energético já vêm alertando o governo federal sobre os desdobramentos de uma crise de energia no país.

“Infelizmente, pouco se tem feito para modernizar as malhas de distribuição, que estão envelhecidas e que não vem acompanhando a demanda nos períodos de pico, ocasionando os tão conhecidos apagões nos grandes centros urbanos”,  alerta Paulo Sérgio.

SERVIÇO:

SEMINÁRIO SOBRE A CRISE NACIONAL NO SETOR ENERGÉTICO E HÍDRICO.

Local: HOTEL LIZON

Avenida Sete de Setembro, 2246

Data: 25 de fevereiro (quinta-feira)

Horário: 9h às 17h30

19 de Março de 2014
por esmael
19 Comentários

PT x PSDB: Gleisi boa de briga agora encara Aloysio Nunes

do Brasil 247Boa de briga, a senadora Gleisi Hoffmann encarou na manhã desta quarta-feira 19, em plena Comissão de Constituição e Justiça do Senado, o tucano Aloysio Nunes Ferreira. Diante de gritos e do dedo em riste dele em direção a ela, a ex-ministra e pré-candidata ao governo do Paraná não perdeu a fleugma e ensinou que “a educação tem de fazer parte do nosso debate”.

Foi assim: com um discurso duro, o senador paulista afirmava que o governo da presidente Dilma Rousseff havia “destroçado” o setor elétrico. Na semana passada, o governo anunciou um pacote de ajuda de R$ 12 bilhões para as distribuidoras de energia elétrica. Com a estiagem, o preço da energia disparou e há mais de um mês está no teto permitido pelo governo, de R$ 822 por megawatt/hora (MWh), penalizando as companhias.

Ao ouvir a palavra “destroçado”, Gleisi fez o que se esperava de alguém do governo: entrou no debate. Ela retrucou Aloysio dizendo que a afirmação era “leviana”. O tucano, então, ficou mordido.

– “A senhora, por favor, não queira me policiar. A senhora não tem nenhum tipo de autoridade para me policiar. Eu falo o que eu quiser. O que a presidente fez no setor elétrico, e a senhora participou como ministra, foi uma pauta bomba que o destroçou”.

Mas Gleisi estava mesmo “policiando” o líder do PSDB no Senado? Ou apenas fizera um aparte como tantos feitos no dia a dia da Casa?

O certo é, transtornado, Aloysio acusou Gleisi de tentar ser “superior” aos outros senadores e, ainda, “ditar normas” sobre os pronunciamentos.

Mostrando que está afiada, a senadora petista não aceitou o nivel proposto e, para muito, deu uma aula de bons modos ao tucano:

– A educação faz parte do nosso debate. Tenho todo o direito de questionar declaração que considero leviana, que não tem base na realidade. Não tem números que comprovem que a presidente desestruturou o setor elétrico. Nós pegamos um setor desestruturado.

Nesse ponto, o senador tucano preferiu encerrar a disputa na base da galhofa:

– Retiro minhas declarações. Está tudo uma maravilha e ninguém vai pagar a mais por energia no ano que vem, disse Aloysio, lembrando a advertência do governo de que, em 2015, a conta pelo socorro à s distribuidoras vai chegar ao consumidor.