26 de setembro de 2014
por esmael
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A equiparação salarial dos professores com as demais carreiras do Estado

Ricardo Fernandes Bezerra*, especial para o Blog do Esmael

VERDADES SOBRE O SALàRIO DOS PROFESSORES

A valorização dos professores nunca foi tão respeitada quanto na gestão Requião. Podemos relacionar como os fatores mais determinantes da valorização, além do respeito, o salário, a carreira e a formação continuada.

Vamos abordar neste artigo a questão do salário dos professores. Temos alguns personagens importantes, cada um a seu tempo, que no exercício do poder no Paraná, tiveram influência neste tema tão importante para a qualidade da educação. Estamos falando do Lerner, do Richa e do Requião.

Lerner assume o governo do estado em 1995 e sob o seu governo, os professores amargaram, praticamente durante os oito anos da sua gestão, um grande arrocho salarial, sob a alegação de indisponibilidade de recursos, que não faltaram para diversos outros investimentos de necessidade e importância duvidosa.

à‰ bom não esquecer, que no segundo mandato de Lerner, o descaso com os professores chegou a ponto da gratificação de férias ser paga em parcelas mensais, isso mesmo, em parcelas como se fosse um crediário de uma loja popular e não um direito inquestionável, não só do servidor público, mas de todos os trabalhadores, previsto na legislação.

O Beto Richa fala insistentemente em seu programa eleitoral que foi o responsável pela equiparação salarial dos professores aos demais servidores do estado, o que é uma meia verdade, ou se preferir, para ser mais preciso, um quarto de verdade. Já vamos esclarecer.

Vejamos: Requião assumiu o governo do Paraná pela segunda vez em janeiro de 2003, com um difícil cenário orçamentário e financeiro, um longo e grave achatamento salarial que envolvia todos os servidores do estado, com maior impacto para os professores, pois eles tinham como agravante, o salário extremamente defasado em relação aos demais servidores públicos.

à‰ importante rememorar um pouco da história para se dar valor ao que se alcançou, e certamente os professores da educação básica do estado do Paraná lembram e podem confirmar.!  No final do governo Lerner, em 2002, o salário inicial dos professores precisava de um reajuste de 98,06% (é isso mesmo!) para se equiparar ao salário dos demais profissionais do estado que tinham como requisito de ingresso licenciatura/graduação de nível superior, como era o caso dos professores.

O salário inicial dos professores, na época, era de R$ 770,08, enquanto os demais profissionais ingressavam no estado com um salário de R$ 1.525,25.!  Vamos enfatizar, para não deixar cair em esquecimento: à  época, era necessário quase dobrar o salário inicial dos professores para equiparar ao salário dos demais profissionais do estado. Lembrem que o salário dos demais profissionais também estava arrochado

Apenas na primeira gestão do Requião, a diferença entre o salário de ingresso dos professores e dos técnicos do estado se reduziu quase à  metade.!  Em 2006, a diferença estava em 56,94%, uma aproximação em 4 anos de 41,12%.!  Requião manteve a firme política de recuperação salarial dos professores, sem descuidar da recuperação do salário dos demais servidores públicos, concedendo ao mesmo tempo contínuos aumentos salariais para todos os servidores de todas as carreiras do funcional