28 de março de 2016
por Esmael Morais
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Saída do PMDB do governo terá pouca efetividade, dizem parlamentares

O Blog do Esmael ouviu congressistas do PMDB nesta segunda-feira (28), véspera da reunião do diretório nacional sobre a saída da agremiação da base de sustentação do governo Dilma Rousseff.

Na prática, dizem os parlamentares, independente da decisão de amanhã, com ou sem unanimidade, pouca coisa mudará em relação ao fisiologismo do PMDB — que “permanecerá intacto”.

“O partido tem mais de mil cargos no governo federal e dificilmente desocupará a moita. Se uns saírem, outros peemedebistas entrarão no lugar”, disse um deputado sob a condição de anonimato. “Eu mesmo quero indicar uns diretores regionais, pois não existe espaço vazio na política”, filosofa.

O PMDB é uma agremiação que gosta de dar “prazos” em seus rompimentos. Possivelmente, a legenda deixe formalmente a base mas efetivamente continuará governista. “Temer meterá um pé no barco do golpe, mas terá dificuldade de tornar a medida eficaz”, avalia outro congressista.

“A saída ou rompimento do PMDB tem mais efeito psicológico, para dizer que o governo acabou, do que uma eficácia imediata. Uma coisa é o resultado da reunião do diretório amanhã, outra totalmente diferente é o processo de impeachment em curso”, diz um terceiro parlamentar peemedebista.

Um dos poucos a falar de peito aberto sobre a reunião pró-golpe de amanhã foi o senador Roberto Requião (PMDB), via Twitter: “Grave não é o PMDB sair ou não da base do governo, grave é o documento aloprado chamado ‘PONTE PARA O FUTURO’”.

“Dilma está praticamente cassada pelo Congresso. Agora resta a ela mexer na economia e buscar apoio nas ruas para defender a democracia”, declarou ontem o senador peemedebista ao Blog do Esmael.

Resumo da ópera: o mundo não acaba com a saída do PMDB e o governo promete resistência ao golpe em curso; a economia continua como dantes.

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