22 de agosto de 2015
por Esmael Morais
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Coluna do Jorge Bernardi: Teia de nepotismo – o aparelho do Estado dominado há séculos por famílias no Paraná

nepotismoJorge Bernardi*

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O estado do Paraná, infelizmente para o povo que aqui vive, é um dos mais conservadores e reacionários do país. Os paranaenses são governados há séculos pelas mesmas famílias, que, com suas relações de parentesco, dominam o aparelho estatal, nos poderes Legislativo, Executivo e Judiciário, passando por outro importante instrumento de poder e renda, os cartórios.

O exemplo está no governo do Estado que, após a redemocratização de 1982, nas nove eleições seguintes teve apenas cinco governadores, os quais pertenciam a apenas quatro famílias: José Richa, que governou de 1983 a 1986, e o seu filho Beto Richa, que deverá ficar até 2018; Álvaro Dias, de 1987 a 1990; Roberto Requião, no período de 12 anos, e Jaime Lerner, outros oito anos. Os vice-governadores que assumiram não contam.

E o que é pior todos, com exceção de Jaime Lerner, deixaram sucessores. E a impressão que se tem é que o herdeiro político nem sempre demonstra a mesma competência e liderança política e administrativa do seu ancestral.

É o caso do governador Beto Richa, que em todas as campanhas eleitorais lembrou ao eleitorado, à exaustão, o nome do pai. Ele conseguiu em um mandato arruinar as finanças do Estado e o bom nome de José Richa. Para não quebrar definitivamente o Paraná, Beto Richa promoveu o maior de todos os arrochos fiscais da história, aumentando tributos de mais de 90 mil produtos, além do IPVA em 40% e se apropriando do fundo de aposentadoria dos servidores.

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