6 de abril de 2014
por esmael
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FHC usa CPI da Petrobras para defender privatização

do Brasil 247 Todo o barulho em torno da Petrobras foi o pretexto encontrado pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso para defender sua política de privatizações. Segundo ele, os casos que vêm sendo explorados pela oposição !“ como a compra da refinaria de Pasadena, no Texas !“ demonstram que ele estava correto.

No fim de seu governo, FHC tentou mudar o nome da Petrobras para Petrobrax. Dizia-se, à  época, que, assim, a empresa teria uma identidade mais global, podendo atrair mais investidores internacionais. O plano, no entanto, foi rechaçado pela sociedade e FHC abandonou a ideia.

No fim de seu governo, quando era presidida por Henri Philippe Reichstul, a Petrobras realizou uma transação extremamente polêmica, que foi contestada judicialmente e hoje está no Superior Tribunal de Justiça, onde a então relatora, Eliana Calmon, determinou a realização de uma perícia. A Petrobras trocou ativos com a espanhola Repsol, recebendo uma refinaria na Argentina à s vésperas da crise cambial no país vizinho e entregando 30% da Refinaria Alberto Pasqualini, no Rio Grande do Sul, 10% de um campo de petróleo na Bacia de Campos e mais de 700 postos de combustíveis !“ avaliações apontam que o Brasil entregou US$ 3 bilhões e recebeu US$ 750 milhões (leia mais aqui).

FHC afirma que a oposição dever tomar “à  unha o pião dos escândalos” da Petrobras, mas este caso da Repsol, que já se encontra num tribunal superior, também poderá ser investigado.

Leia, abaixo, o artigo de FHC:

Sem mistificações

Quando me empenhei em fazer algumas reformas e modernizar a estrutura produtiva do Brasil, tanto das empresas privadas quanto das estatais, não o fiz movido por caprichos ou por subordinação ideológica. Tratava-se pura e simplesmente de adequar a produção brasileira e o desempenho do governo aos novos tempos (sem discutir se bons ou maus, melhores ou piores do que experiências de tempos passados). Eram, como ainda são, tempos de globalização, impulsionados por novas tecnologias de comunicação e informação, como a internet, e por avanços nos sistemas de transporte, como os contêineres, que permitiram maximizar os fatores produtivos à  escala mundial. Daí por diante a produção se espalhou pelo mundo, independentemente do local de origem do capital. Os mecanismos financeiros, por sua vez, englobaram todos os mercados, interligados por computadores.

Nas novas condições mundiais, ou o Brasil se integrava competitiva e, quanto possível, autonomamente aos fluxos produtivos do mercado, ou pereceria no isolamento e em desvantagem competitiva, pelo atraso tecnológico e pela ineficiência da máquina pública. As privatizações foram apenas parte do processo modernizador. Tão importante quanto foi a transformação do setor produtivo estatal. O objetivo era transformar as empresas estatais em companhias públicas, submetidas a regras de governança, fora do controle dos interesses político-partidários, capazes de competir e de se beneficiar das dinâmicas do mercado.

A zoeira das opos