27 de Maio de 2015
por esmael
36 Comentários

Intransigência de Beto Richa pode reprovar 1 milhão de alunos no Paraná

A falta de diálogo do governador Beto Richa (PSDB) com educadores em greve poderá custar a reprovação de 1 milhão de alunos no Paraná.

Professores e funcionários das 2,1 mil escolas do estado acreditam que a intransigência do governador poderá cancelar o ano letivo de 2015.

Os grevistas acusam o governador do PSDB de planejar a reprovação de 1 milhão de alunos visando fazer caixa, pois, segundo eles, o cancelamento do ano letivo e o fechamento das escolas não “gerariam despesas”.

O Blog do Esmael vai transmitir ao vivo, a partir das 14h30 desta quarta-feira (27), em parceria com a TV 15, a sessão da Assembleia Legislativa que vai debater esse polêmico tema.

No interior, os núcleos regionais da APP-Sindicato informam ao Blog do Esmael que a adesão à greve chega a 100%. O magistério está paralisado há 31 dias.

O impasse está localizado na recusa de Richa em pagar o que deve aos mestres. Os educadores exigem parcela única de 8,17% na reposição da data-base.

O governo fala em parcelar em 4 vezes: julho e setembro de 2015; janeiro e março de 2016.

A segunda proposta consiste em 3,45% este ano, sem data definida ainda, e o restante na antecipação da data-base de maio de 2016 para o mês de janeiro.

Perto de 100% de rejeição dos paranaenses, Beto Richa parece nem aí com a greve na educação. Quer derrotar o movimento no “cansaço”. Aposta na perda de fôlego dos grevistas e na sua divisão — inclusive utilizando-se de guerra suja contra os professores que já massacrou no dia 29 de abril.

Por enquanto, vai prevalecendo no Palácio Iguaçu a linha do enfrentamento. Quem perde é a sociedade em geral e 1 milhão de alunos que correm o risco de reprovarem por culpa de um governador que se elegeu dizendo ser do “diálogo”, mas que na prática trata a educação na borduna.

O diabo é que os servidores do judiciário terão em parcela única de reposição de 8,17%. Que fique claro que o Tribunal de Justiça do Paraná (TJPR) nada faz do que cumprir a lei, diferente da postura do governador Beto Richa que inicialmente propôs 5% para professores e servidores em greve.

É verdade que o judiciário tem rubrica orçamentária “própria”, mas trata-se de dinheiro público e por isso mesmo depende de anuência da Assembleia Legislativa. Portanto, o distinto público não pode encarar a Justiça como uma ilha isolada da realidade paranaense. Por isso tem que haver isonomia entre os servidores.