23 de julho de 2014
por esmael
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Candidatos ‘nanicos’ ao governo apresentam propostas radicais

via Folha de Londrina

Dos oito candidatos que se registraram junto ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE) para concorrer ao governo do Paraná, cinco são considerados “nanicos”. Com menos tempo de televisão e recursos escassos de campanha, Bernardo Pilotto (PSOL), Geonísio Marinho (PRTB), Ogier Buchi (PRP), Rodrigo Tomazini (PSTU) e Tulio Bandeira (PTC) correm por fora na disputa. Talvez por isso, alguns deles apostem em medidas mais radicais, como a reestatização de empresas públicas, no caso do PSTU, ou a privatização dos presídios, proposta pelo PRTB, para chamar a atenção do eleitor.

PSOL

Pilotto e Tomazini são, notadamente, os candidatos mais à  esquerda do espectro político. Ambos enfatizam o fato de não dependerem do financiamento de banqueiros, do agronegócio ou de empreiteiras. O sociólogo do PSOL diz que seu plano de governo é também um programa de ação, pois continuará sendo utilizado para a militância cotidiana mesmo em caso de derrota nas eleições.

Segundo ele, sua primeira tarefa será desfazer os mitos difundidos pelas propagandas oficiais, de que “vivemos em um Estado branco, europeizado, sem desigualdades sociais e oligarquias”. Na saúde, suas principais propostas são o “esvaziamento” da Funeas (Fundação Estatal de Atenção à  Saúde), criada no início do ano pelo governador Beto Richa (PSDB), com o argumento de garantir maior autonomia orçamentária e financeira ao setor, e a criação de uma empresa pública de produção de medicamentos. Adotado na gestão atual, o modelo de Parcerias Público-Privadas (PPPs), base da Funeas, é defendido no plano de metas de Beto. Em relação à  nova empresa, Pilotto diz que teria como objetivo investir em pesquisa e novos tratamentos, fazendo com que o poder público dependa cada vez menos da “