Blog do Esmael

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1 de julho de 2015
por esmael
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Bancada federal pede intervenção do Banco Central no caso HSBC

hsbc_bacenA bancada federal paranaense se reuniu na manhã desta quarta-feira (1), em Brasília, com o presidente do Banco Central (BACEN), Alexandre Tombini, com o objetivo de discutir a saída do HSBC do Brasil.

A senadora Gleisi Hoffmann (PT), a vice-prefeita de Curitiba Mirian Gonçalves (PT) e o deputado João Arruda (PMDB) acompanharam uma comitiva de sindicalistas do setor bancário no encontro.

O grupo pediu ao BACEN acompanhamento de perto sobre a transferência dos ativos do banco HSBC para outra instituição privada, antes de deixar o país. Bradesco e Santander seriam as mais interessadas na transação comercial.

“A preocupação é com a manutenção de empregos no país”, disse Gleisi ao Blog do Esmael. Segundo ela, o HSBC deve fazer compensações e o futuro dono, se o CADE (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) aprovar a venda do banco, tem que manter as estruturas administrativas no Paraná.

O CADE ainda analisará se não haverá concentração do setor bancário e o BACEN acompanhará os impactos social e econômico da saída do HSBC do Brasil, pois representará risco de demissão de 21.479 funcionários. 11 mil só no Paraná, com grande concentração em Curitiba, cerca de 7 mil.

29 de junho de 2015
por esmael
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Coluna da Gleisi Hoffmann: HSBC tem muito a explicar antes de deixar o país

gleisi_HSBCGleisi Hoffmann*

O Brasil é a sexta economia do mundo. Um banco que se estabeleceu aqui há 18 anos, incentivado com recursos de um Programa de Reestruturação Financeira disponibilizado pelo país, fez mais de U$ 15 bilhões de lucros, não pode deixar o Brasil com a desculpa de reestruturação administrativa, coincidentemente quando se torna público um escândalo internacional de que patrocinava fuga de capitais com finalidade de sonegação tributária, inclusive deste país que o acolheu.

O banco chegou ao Brasil em 1997. O Bamerindus, um banco paranaense que, com dificuldades, foi socorrido pelo PROER, programa do Banco Central na gestão do presidente Fernando Henrique Cardoso, foi saneado e entregue ao HSBC.

A transferência dos ativos que agora o banco quer fazer precisa ser acompanhada de perto pelo governo federal. É por isso que durante a semana, junto com várias lideranças paranaenses ligadas ao comércio e serviços de nosso Estado, representantes sindicais dos bancários, bancada federal do Paraná e de nossa vice-prefeita de Curitiba, Mirian Gonçalves, nos reuniremos com o presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, o presidente do CADE, Vinicius de Carvalho, o presidente do Senado, senador Renan Calheiros e o presidente da CPI do HSBC, senador Paulo Rocha. Queremos deixar todos esclarecidos do impacto dessa decisão na vida dos paranaenses e solicitar o empenho das autoridades brasileiras para impedir que essa situação se concretize sem nenhuma compensação por parte do banco.