7 de junho de 2015
por Esmael Morais
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Não tem aumento aos professores por que o dinheiro foi para a corrupção?

richa_rpcO jornal Gazeta do Povo, do Grupo RPC, mais uma vez deu mostra que tem verdadeira ojeriza aos professores e servidores públicos em greve. Editorial do impresso, que exprime a opinião da empresa, neste domingo (7), vê de maneira vesga o que acontece no Paraná e age como se fosse porta-voz do governo Beto Richa (PSDB). Nem o Palácio Iguaçu teria tanta competência para tal defesa contra os interesses do magistério.

No título, o jornalão ordena aos professores que encerrem a greve e sentencia no “olho” do editorial: “A APP Sindicato já conseguiu mais do que as finanças do estado permitem e não há mais clima para prolongar a paralisação” (clique aqui para ler a íntegra).

E continua o libelo: “Os paranaenses terão uma longa conta a pagar e a governabilidade do estado já foi seriamente comprometida”, implora o editorial, sem se importar com a roubalheira que tomou conta do Palácio Iguaçu envolvendo parentes e amigos mais próximos do governador.

Os educadores podem até acabar com a greve na terça-feira, dia 9, na assembleia da categoria em Curitiba. Mas o fato de o governador desrespeitar a lei nada tem a ver com falta de dinheiro. Pelo contrário. O Paraná foi um dos estados que mais arrecadou devido aos tarifaços (IPVA, ICMS, etc.), além do confisco da poupança previdenciária dos servidores. O gasto com pessoal está abaixo do limite prudencial. Portanto, o novo calote de Beto Richa ocorre mais pela maldade e opção preferencial pelos malfeitos.

A Gazeta do Povo até que fez alguma cobertura factual da greve pressionada pela mídia alternativa, entre elas a TV 15 do senador Roberto Requião, que transmitiu o histórico movimento ao vivo para o Brasil e o mundo — da Patagônia à Europa — gratuitamente.

Mas tomar as dores de Beto Richa, que porra é essa RPC/Gazeta do Povo?

Seria mais justo se o jornal Gazeta do Povo e os veículos do grupo anotassem que “não tem aumento para os professores porque o dinheiro já está reservado para a corrupção”. Todo dia tem um novo escândalo e hoje, domingo, o Blog do Esmael registrou mais um justamente na Secretaria de Educação. Leia mais

12 de maio de 2015
por Esmael Morais
49 Comentários

Acabou a “boa vontade” da RPC/Gazeta com a greve dos professores depois da propaganda de Beto Richa?

gazeta_propaganda_richa

Na sessão da Assembleia Legislativa do Paraná, desta terça-feira (12), veio à tona os primeiros números de gastos do governo Beto Richa (PSDB) com a propaganda sobre o confisco da poupança previdenciária.

De acordo com números revelados pelo líder do governo, deputado Luiz Cláudio Romanelli (PMDB), o Palácio Iguaçu torrou nesses últimos dias, pós-massacre dos professores, a quantia de R$ 2,7 milhões. A maior parte deste dinheiro – R$ 1,2 milhão – foi para a RPC TV/Gazeta do Povo.

Coincidência ou não, depois da entrada do dinheiro público nas burras da RPC/Gazeta do Povo acabou a “boa vontade” do grupo com os professores grevistas. Em editorial no último domingo (10), o jornal defendeu o governo tucano ao cravar: “Os professores cruzaram os braços sem ter uma pauta real”.

O jornalão está equivocado. O governo Beto Richa não apresentou hoje nenhuma proposta concreta para pôr fim à greve de 16 dias. A categoria esperava uma definição da data-base com a reposição da inflação do ano, além do reajuste do piso para equiparação com o que determina a lei federal.

Na TV afliada à Globo, o governo do estado veicula comercial defendendo o confisco da poupança previdenciária que pertence aos servidores públicos. Na Gazeta, a APP-Sindicato é acusada de má-fé e oportunismo pelo simples fato de defender seus associados! (sic).

Paralelamente, a oposição se esforça para levantar os valores da ‘operação de guerra’ no último dia 29 de abril. Parlamentares não alinhados ao Palácio Iguaçu estimam que o custo das bombas, diárias para policiais, ração para os cães pitbulls, balas de borracha, helicópteros, viaturas, sessões em regime de urgência na “Casa do Povo” e agora da propaganda ultrapassa os R$ 30 milhões. Leia mais