15 de fevereiro de 2016
por admin
1 Comentário

Artigo: Governistas e oposição unidos pela pauta “cão chupando manga”

Artigo de Milton Alves*

Nesta semana começa de fato o ano político, e tudo indica que vamos atravessar um período de ofensiva conservadora, patronal e antissocial contra direitos e conquistas consagrados na Constituição de 1988 e do longo e duradouro pacto social e laboral expressos na CLT (Consolidação das Leis do Trabalho). Também alvo da ofensiva, pauta apresentada pelo executivo, de uma extemporânea e regressiva “reforma da Previdência”.

Trata-se como declarou uma liderança sindical, “de uma pauta ruim para a classe trabalhadora, de efeitos terríveis. É o cão chupando manga se essa pauta vingar”.

É uma ofensiva que se concretizada deixará o povo trabalhador completamente desamparado, abrindo espaço para uma precarização sem precedentes da força de trabalho. Uma ameaça de retrocesso que acontece num quadro político de fragilidade do governo, de crescente desemprego e pauperização das camadas mais vulneráveis da sociedade.

Enquanto isso, na superfície, o noticiário político é preenchido sobre propriedades de Lula e FHC (e esposa), impeachment e a ação da Lava Jato. No entanto, o que interessa para o capital e seus agentes, o desmonte do estado e dos direitos sociais, Leia mais

10 de agosto de 2015
por Esmael Morais
23 Comentários

Coluna do Luiz Claudio Romanelli: Parlamento e responsabilidades

Luiz Claudio Romanelli*

Download

Passada a turbulência que vivemos em nosso estado, com a votação do necessário ajuste fiscal – com o aumento das receitas e redução de despesas -, podemos afirmar que o Paraná saiu na frente e vai passar pelos efeitos da crise econômica, e política, que acontecem no Brasil de forma mais segura. Não de forma fácil, claro, afinal não somos uma ilha, mas certamente com mais segurança.

Se não tivéssemos tomado essas medidas, o Paraná estaria em uma situação difícil, próxima ou até pior que a atualmente vivida pelo Rio Grande do Sul. Naquele estado o governo está penando para pagar os salários dos servidores, tendo de recorrer ao parcelamento e adiamento dos vencimentos. Muitos se perguntam se o governo gaúcho chegará ao fim do ano com recursos para pagar o 13º salário. Para se ter ideia, o ex-secretário da Fazenda de lá, Aod Cunha, chegou a comparar a situação do estado à vivida pela Grécia, mas agravada pelo fato de o Rio Grande do Sul não poder contar com a ajuda de uma “União Européia”.

Situação parecida, vivem também outros estados e a grande maioria dos municípios brasileiros. Até a União, que concentra de forma absolutista a arrecadação do país, está sofrendo. Todos têm acompanhado a saga – sem sucesso – do ministro Joaquim Levy para que o ajuste fiscal seja aprovado no Congresso Nacional. Já fiz aqui, neste mesmo espaço diversas críticas a este ajuste, pois acredito que ele vai contra tudo aquilo que a presidente Dilma, que eu apoiei, prometeu em sua campanha de reeleição. Aliás, vale ler a excelente entrevista do economista da Unicamp Pedro Paulo Zahluth Bastos no “Valor” (6/8). A economia só sai do baixo-astral com medidas anticíclicas, ou seja, se ela insistir em aplicar o receituário econômico do seu adversário, será impossível superar a atual crise política.

Mesmo assim, o que temos visto é um Congresso hostil e até de certa forma irresponsável para aprovar estas medidas, colocando em votação a chamada “pauta bomba”, que aumenta os gastos e causa instabilidade política. É uma situação complicada, pois o Legislativo, seja federal, estadual ou municipal, deve atuar como peça fundamental na aprovação de medidas para que a administração pública use com sobriedade os recursos públicos, quando estes não crescem, além de fiscalizar a execução destes.

Não tirando a culpa do governo, tivessem as medidas corretas sido aprovadas no tempo certo, como ocorreu no Paraná, talvez essas situações fossem diferentes. Mas porque não foram tomadas? Talvez preferiu-se deixar a popularidade em alta e maquiar a realidade, mesmo correndo o risco de a situação tornar-se insustentável. E as consequências disto estão aparecendo: inflação em alta, desemprego aumentando, dólar em disparada e a desconfiança generalizada que a economia ainda vai piorar.

Aqui, a um custo político alto, mostramos a responsabilidade ao iniciarmos os ajustes ainda no fim de 2014, antevendo que a situação do país seria difícil. Foram medidas duras, mas que a base aliada na Assembleia Legislativa, aprovou sabendo do compromisso que tem com o futuro do Estado e com as políticas públicas. Todos sabem o que ocorreu depois, muito devido à partidarização e interesses em cima de um debate que deveria ser mais técnico do que político. Como resultado, todos nós estamos pagando um preço alto pelas medidas aprovadas, mas ainda este período será reconhecido como fundamental para o equilíbrio das contas públicas.

Mas o fato é que foram essas medidas, que já estão permitindo que nós vivamos uma situação diferente de outros estados e da Uniã Leia mais