6 de abril de 2016
por Esmael Morais
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Partido Progressista confirma presença no ‘enterro’ do impeachment de Dilma

O presidente nacional do Partido Progressista, Ciro Nogueira (PP-PI), nesta quarta-feira (6), anunciou que a agremiação estará presente no ‘enterro’ oficial do golpe — ou impeachment — contra a presidente Dilma Rousseff.

No começo desta semana, o senador Roberto Requião (PMDB-PR) já havia solenemente decretado a “morte” do movimento golpista no Congresso Nacional.

O PP tem 48 deputados e seis senadores no exercício do mandato e nesta amanhã comunicou que “fica” no governo.

Extraoficialmente, agora o Palácio do Planalto contaria com 321 deputados para barrar o impeachment no plenário da Câmara. O governo necessitaria de apenas 172 para arquivar o pedido do deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ).

Já os oposicionistas precisariam de 342 votos, ou 2/3, de um total de 513 parlamentares na Casa, hoje, considerada matematicamente impossível até mesmo para os golpistas liderados pela velha mídia.

Abaixo, leia a matéria da Agência Brasil sobre o “fico” do PP:

Com 48 deputados e seis senadores, PP apoiará governo Dilma, diz Ciro Nogueira

Karine Melo – Repórter da Agência Brasil

O presidente do Partido Progressista, senador Ciro Nogueira (PP-PI), anunciou hoje (6) que o partido permanecerá na base de apoio ao governo da presidenta Dilma Rousseff, pelo menos, até a conclusão do processo na Câmara dos Deputados. O PP tem hoje 54 parlamentares: 48 deputados e seis senadores em exercício. Há ainda três deputados licenciados.

O partido tinha nesta quarta-feira uma reunião do Diretório Nacional para decidir sobre a permanência no governo, mas, segundo Ciro Nogueira, os próprios parlamentares que pediram o encontro, desistiram da ideia. “Existia um documento assinado por 24 senadores e deputados pedindo o rompimento com o governo. Essa reunião estava marcada para as 14h, mas quando fizemos um levantamento preliminar dos 57 votantes mais de 40 queriam a permanecia do partido na base”, disse o senador com o documento que pede o cancelamento da reunião nas mãos.

O senador Ciro Nogueira disse Leia mais