6 de novembro de 2015
por admin
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Agonia continua: usinas da Copel irão à privatização no fim de novembro

usinasO Ministério de Minas e Energia (MME) resolveu adiar o leilão que estava marcado para esta sexta-feira (6) em que seriam vendidas duas usinas da Companhia Paranaense de Energia (Copel) — Parigot de Souza e Mourão I. O certame de privatização foi remarcado para o próximo dia 25 de novembro.

As concessões venceram há dois anos e o governador Beto Richa (PSDB) cochilou ao não manifestar interesse em mantê-las como patrimônio dos paranaenses.

A decisão pelo adiamento foi para dar mais tempo para que os possíveis interessados se organizem. Bem que o governo poderia aproveitar a deixa e manifestar interesse em continuar com as usinas. Leia mais

13 de outubro de 2015
por Esmael Morais
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Beto Richa “cochila” e usinas da Copel vão à leilão dia 6 de novembro

A Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) colocará em leilão no próximo dia 6 de novembro, às 10 horas, na Bolsa de São Paulo (Bovespa), duas usinas da Companhia Paranaense de Energia (Copel) — Parigot de Souza e Mourão I — cujas concessões venceram há dois anos e o governador Beto Richa (PSDB) não havia manifestado interesse em mantê-las entre o patrimônio dos paranaenses.

O edital nº 12/2015, da Aneel, prevê leilão de usinas em seis lotes (abaixo, confira a minuta do documento).

Para o leitor entender esses leilões da Copel Geração é preciso retroagir três anos, em 7 de setembro de 2012, quando a presidenta Dilma Rousseff (PT) anunciou a redução da tarifa de energia elétrica para todos os brasileiros (clique aqui para relembrar).

Em janeiro de 2013, depois de muita pressão da sociedade pela redução das tarifas, Richa anunciou assinatura de um pacto de renovação das concessões das ‘transmissões’ com o governo federal, mas deixou de fora a ‘geração’ de energia das usinas (clique aqui) — que vai à leilão no final deste mês.

A usina de Parigot de Souza, no município de Antonina, com capacidade de 260 MW, poderia atender toda a região Litoral. Ela entrou em operação em 1970 e está totalmente amortizada (paga) pelos usuários.

Já a usina Mourão I, instalada no município de Campo Mourão, também amortizada, começou operar em 1964. Sua capacidade é de 8,2 MW.

Ambas as usinas que poderão pertencer a outros grupos econômicos, inclusive privados, são considerados orgulho e obras de afirmação da engenharia paranaense. Sua perda, além do revés para a memória técnica dos profissionais, coroa a falta de planejamento do governo Beto Richa na estratégica área energética.

Não é segredo para ninguém que o governo do PSDB planeja a privatização da Copel e de outras empresa públicas, como a Sanepar (Companhia de Saneamento do Paraná). Várias manobras governamentais já foram tentadas para desfazer delas, mas a sociedade tem se mostrado vigilante. A última investida contra as estatais ocorreu no mês passado, quando o Palácio Iguaçu quase revogou lei que o obriga debater venda de ações na Assembleia Legislativa.

No começo deste ano, o secretário importado da Fazenda, Mauro Ricardo Costa, cuja missão aqui no estado é aniquilar o patrimônio de todos os paranaenses, dentre eles a Copel, Leia mais