13 de junho de 2015
por Esmael Morais
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Deputados votaram sem ler projeto do “reajustão” de 3,45% aos professores

A Assembleia Legislativa pode ter votado a constitucionalidade da mensagem do governador Beto Richa (PSDB), na quarta-feira (10), sem atentar-se ao texto. A legalidade do projeto foi atestada por 30 votos a favor e 16 contra.

O deputado Tadeu Veneri (PT), líder da oposição, foi o primeiro a perceber “falhas insanáveis” no projeto do Palácio Iguaçu. Ao invés de conceder parte da reposição, retira mais direitos dos servidores públicos.

“O projeto do governo sobre reposição está errado”, alertou ontem o petista, que votou contra a constitucionalidade do mesmo.

Segundo o deputado Nereu Moura (PMDB), o projeto possui um erro grave, o artigo quarto, que prevê o reajuste de 3,45% em outubro, exclui as gratificações e até o vale transporte. “Não dá para corrigir. O governo tem mandar outro”, diz.

Já o líder do governo, Luiz Cláudio Romanelli (PMDB), acredita que os oposicionistas estão de “mimimi” e que o projeto que concede 3,45% de reajuste vai a plenário, nem que a vaca tussa, e será aprovado até terça-feira (16).

Nesse vácuo, um grupo suprapartidário de parlamentares já tem pronto um substitutivo (emenda) para garantir reajuste de 8,17%, ainda este ano, para todos os servidores. Será apresentado nesta segunda-feira, dia 15.

Romanelli surta. Reafirma que há acordo para que nenhum deputado apresente emenda ao projeto original. Também enquadra o PSC cuja bancada de 12 deputados é liderada por Leonaldo Paranhos.

Para o líder governista, Paranhos não lidera a totalidade da bancada do PSC. Pelas contas de Romanelli, 8 deputados votam cegamente com Richa.

Quem não leu o projeto antes de colocá-lo na pauta? Muitos atribuem essa responsabilidade ao presidente da Assembleia, Ademar Traiano, que tem o poder pautar as votações. Outros põe na conta de Romanelli.

Os oposicionistas juram que leram o documento, mas não denunciaram os erros antes justamente para embargá-lo.

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10 de junho de 2015
por Esmael Morais
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“Pacto de Sangue” contra professores prossegue na Assembleia Legislativa

prof_alep_richaNinguém, nenhum deputado colocou o guizo no gato hoje (10) à tarde na Assembleia Legislativa do Paraná. Ou seja, faltou coragem a um mísero parlamentar que fosse para apresentar substitutivo (emenda) ao projeto do governador Beto Richa (PSDB), que concede reajuste ‘diferenciado’ aos servidores do executivo e do judiciário.

Os deputados Ademar Traiano (PSDB), presidente da Assembleia, e o líder do governo na Casa, Luiz Claudio Romanelli (PMDB), com mão de ferro, enquadraram os colegas — da situação e oposição — e foram bastante elogiados por todos.

Nenhum deputado anunciou emenda ao projeto de Beto Richa, que despreza a isonomia salarial entre os servidores públicos do estado.

A emenda ainda poderá vir na semana que vem, segundo a tramitação da mensagem governamental.

A sessão desta tarde aprovou a constitucionalidade do projeto, por 30 votos a 16, concedendo 3,45% de reajuste aos professores e servidores do executivo. Conforme a lei da data-base, a reposição deveria ser de 8,17% ainda este ano.

O diabo é que, ato contínuo à tungada nos professores, o mesmo legislativo irá votar reposição de 8,17% aos servidores do judiciário em parcela única.

De nada adiantou o repórter da TV 15, César Setti, procurar na Casa um deputado de “saco roxo” que se dispusesse apresentar o substitutivo (reveja aqui a íntegra da sessão).

Na próxima segunda-feira, dia 15, o k-suco volta a ferver na Assembleia quando haverá a primeira votação do projeto de Beto Richa. O acordo está amarrado num diabólico “pacto de sangue” com os deputados. Leia mais