18 de setembro de 2015
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Setor produtivo, deputados governistas e até “Atletiba” rejeitam novo pacotaço de Beto Richa

pacotacoO pacotaço de maldades do governador Beto Richa (PSDB), parte 3, vem desagradando praticamente todos os setores da sociedade. Além de prefeituras, judiciário e legislativo, que sofrerão cortes de cerca de R$ 400 milhões, agora foi a vez de entidades do setor produtivo, profissionais liberais e deputados governistas se manifestarem contra o novo golpe tucano. Até a torcida no Atletiba deste domingo (20), no estádio Couto Pereira, deixará seu recado contra mais essa sacanagem.

As entidades elaboraram um manifesto que foi entregue nesta quinta-feira (17) aos deputados estaduais pedindo que o projeto de lei do governo que cria o novo pacotaço seja rejeitado na íntegra.

O manifesto foi recebido pelo primeiro secretário da Assembleia Legislativa do Paraná (Alep), o deputado governista Plauto Miró (DEM). Aliás, Plauto fez um duro pronunciamento na Alep na última terça-feira (15) chamando o projeto de “pacote de maldades” e adiantando que votará contra. Plauto chegou a afirmar que o governador Beto Richa não deve nem saber o teor do projeto, atribuindo as maldades ao secretário da Fazenda Mauro Ricardo Costa.

Confira o pronunciamento de Plauto Miró:

Além da revolta em parte da bancada governista, o PMDB que possui deputados nos dois lados (governo e oposição) pode fechar questão contra o pacote como está.

O presidente da Ordem dos Advogados do Brasil Seccional Paraná (OAB-PR), Juliano Breda, fez duras críticas ao pacote. Segundo  reportagem da Folha de Londrina, Breda não poupou nem a proposta de criação do Fundo de Combate à Pobreza, que seria na realidade, uma “maquiagem contábil” nas contas do governo.

17 de setembro de 2015
por admin
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Coluna do Requião Filho: O cheque em branco e a tentativa do pacotaço 3

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Requião Filho*

Faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço. Este deve ser o lema do governo estadual quando o assunto é gestão pública. Sim, só pode ser! Critica o governo federal pela criação de novos impostos, diz que o certo seria cortar gastos, mas não faz diferente aqui no Paraná.

Beto Richa morde e assopra. Envia e retira um pacote de “maldades” com itens desconexos e outras providências. Queria ele colocar o bode na sala mais uma vez! Não fosse a pressão dos deputados, tais medidas acertariam em cheio o bolso dos paranaenses e, nas entrelinhas do projeto, autorizaria a venda de ações da Copel e da Sanepar, pelo executivo, sem qualquer chance de intervenção parlamentar.

Rápido como um raio, o Projeto de Lei 662/2015, vulgo “Pacotaço Parte 3”, chegou e já teve a maior parte de seu conteúdo retirado. A começar pelo item que previa a criação de uma nova régua financeira para a cobrança do imposto sobre heranças e pensões. A ideia era boa, mas a estratégia e as intenções piores possíveis!

A progressão do  Imposto de Transmissão Causa Mortis e Doação (ITCMD) que poderia parecer uma justiça fiscal, beneficiando quem tem menos condições e cobrando dos mais abastados, era uma armadilha, mais uma tentativa desmedida de aumentar a arrecadação para cobrir o rombo nas contas. E nas propagandas, lá vai ele novamente repetir aos desinformados: “o Paraná que segue em frente”, quando na verdade é “o Paraná que segue atolado com dívidas e em escândalos de corrupção”.

Não se engane! O Governo está correndo atrás de medidas desesperadas para fazer caixa, dando a entender que o rombo no Estado é ainda maior do que se imagina. Para querer escancarar a porteira para o Executivo fazer o que bem entender com as empresas públicas, notem que isto, aos poucos, esvaziaria todo o patrimônio estatal e deixaria o Paraná à míngua.

O buraco é mais embaixo, meus amigos! Para quê dar um cheque em branco a quem já mostrou que não sabe administrar? O Paraná não é bobo!

*Requião Filho é advogado, deputado estadual pelo PMDB, vice-líder da oposição na Assembleia Legislativa do Paraná, especialista em políticas públicas.