25 de dezembro de 2015
por esmael
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Centrais sindicais cogitam abandonar defesa de Dilma, caso governo ataque conquistas dos trabalhadores

Centrais sindicais cogitam abandonar Dilma, caso governo ataque conquistas dos trabalhadores

A União Geral dos Trabalhadores (UGT) e Central Única dos Trabalhadores (CUT), ambas entidades que foram ao combate das ruas contra o golpe, podem abandonar de vez a defesa da presidente Dilma Rousseff (PT) caso o governo leve adiante a Reforma da Previdência e Reforma Trabalhista.

O presidente da UGT, Ricardo Patah, em nota oficial, considera essas reformas “ataques aos direitos e conquistas que a duras penas foram acumulados ao longo da história de lutas da classe trabalhadora brasileira”.

O presidente da CUT, Vagner Freitas, também em nota oficial, afirma que o novo ministro da Fazenda, Nelson Barbosa, repete o discurso do antecessor Joaquim Levy.

“O povo quer a Dilma que elegeu. Esse foi o canto que ecoou nas ruas em todas as manifestações que fizemos, especialmente, a do último dia 16, quando milhares de pessoas foram às ruas de mais de 70 cidades do Brasil e o Distrito Federal dizer que quer a Dilma que elegeu”, exortou o dirigente cutista.

Para Miguel Torres, presidente da Força Sindical, o governo quer nas costas dos trabalhadores “apenas para mostrar ao mercado que realmente vai buscar o equilíbrio fiscal”.

As centrais têm razão na reação, pois essas reformas colocarão em jogo a existência da organização sindical e, com certeza, se levadas a cabo, extinguirão a maioria dos sindicatos brasileiros com o intuito de beneficiar o capital em detrimento do trabalho.

A seguir, leia a íntegra as notas oficiais da UGT e da CUT:

Nota oficial da UGT:

Aumentar exclusão não desenvolve a Nação

Mais uma vez, se anunciam às vésperas do Natal medidas que só fazem prever um Ano Novo repleto de tristezas e incertezas para os trabalhadores e suas famílias.  Novamente, erra no alvo e na forma o Governo Dilma. Atropela o diálogo com as Centrais Sindicais e arbitrariamente aponta a tesoura dos cortes ao muito pouco que o Estado Brasileiro retorna aos trabalhadores efetivamente contribuintes da Previdência Social. Enquanto isso, nada é apresentado para conter a verdadeira sangria do Tesouro Nacional, representada pelos privilégios e favores bilionários que sustentam as castas de uma elite empresarial e política que vive de sugar o Estado Brasileiro.

Escolher este momento de grave crise, com o País à beira da depressão econômica, para propor Reforma da Previdência e Reforma Trabalhista é um verdadeiro crime de lesa-trabalhador. Falar em negociado sobre o legislado, terceirização e outras flexibilizações, enquanto o desemprego cresce descontroladamente é dar cobertura do Governo à negociação entre a corda do patrão e o pescoço da classe trabalhadora.

UNIÃO GERAL DOS TRABALHADORES rejeita e repudia a adoção de medidas nas áreas previdenciária e trabalhista tramadas em gabinetes, à revelia das mesas de negociação e concertação das quais participam as Centrais Sindicais e as organizações de aposentados. Reafirmamos nosso empenho pela adoção dos consensos estabelecidos no Compromisso Pelo Desenvolvimento, firmado entre as Centrais Sindicais e setores empresariais realmente preocupados em tirar o Brasil do atoleiro em que foi lançado.

Por tudo isso, a UGT conclama os brasileiro Leia mais