5 de novembro de 2015
por Esmael Morais
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Gleisi lidera luta pela ampliação da participação das mulheres na política

gleisi_politicaA senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR) participará de uma audiência pública em Curitiba, nesta sexta-feira (6), às 9 horas, no Plenarinho da Assembleia Legislativa do Paraná, sobre a campanha “Mais Mulheres na Política, a Reforma que o Brasil Precisa”. O evento tem o apoio do Blog do Esmael.

O encontro de amanhã tem como objetivo apoiar a aprovação da PEC 134/2015, que estabelece reserva mínima de vagas para as mulheres nas próximas três legislaturas, começando com 10% do total de cadeiras, ampliando para 12% e, por fim, para 16%, na terceira eleição após a aprovação da matéria.

Se aprovada a Emenda Constitucional, a medida seria válida para o Senado, Câmara dos Deputados, assembleias legislativas e câmaras de vereadores de todo o país.

“Estamos em um momento muito favorável de apoio à PEC da Mulher, já aprovada em dois turnos pelo plenário do Senado e que já foi encaminhada à Câmara dos Deputados”, relatou a senadora Gleisi Hoffmann. Leia mais

31 de agosto de 2015
por Esmael Morais
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Coluna da Gleisi Hoffmann: A reserva de vagas femininas no Parlamento

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Gleisi Hoffmann*

O Senado Federal vem enfrentando este debate no bojo da reforma política e nesta semana votamos, em primeiro turno, a proposta de emenda à Constituição (PEC) que reserva nas cadeiras da Câmara dos Deputados, Assembleias Legislativas, Câmara Legislativa do Distrito Federal e Câmaras Municipais, percentual mínimo de vagas para ser ocupado por representação feminina. Essa ação afirmativa será temporária, variando em 10% das cadeiras na primeira legislatura após a homologação da PEC, 12% das cadeiras na segunda legislatura e 16% na terceira.

O crescimento da participação das mulheres nos parlamentos brasileiros tem se dado por um processo lento e gradual, com avanços, mas com muita injustiça já que as mulheres representam 51,3% da população brasileira.

Somos a maioria da população, mas a nossa baixa representatividade numérica nas instâncias decisórias da política enfrenta discriminação e resistência até mesmo no inconsciente coletivo.

Segundo estudo elaborado pela Consultoria Legislativa do Senado Federal, o Brasil ocupa a 158ª posição em um ranking de 188 países, numa escala decrescente de participação feminina na Câmara dos Deputados – atrás inclusive da maioria dos países da América do Sul.

Nada surpreendente se levarmos em conta que a história da participação da mulher nos parlamentos vem de 1932, a partir da conquista do direito ao voto – muito recente, portanto, em termos históricos. A conquista do direito ao voto foi sucedida por outros movimentos de mulheres, refletindo no aumento da participação feminina no mercado de trabalho, na formação em cursos superiores e até em profissões então tidas como masculinas, a exemplo das carreiras de engenharia, militares, entre outras.

É nesse cenário que a ação afirmativa das cotas surge como uma solução para minimizar as distorções históricas, buscando igualdade de oportunidade de representação.

Não é demais lembrar que o Brasil não estará inovando nesse aspecto. Inúmeros países já vêm adotando ações afirmativas para participação feminina nos parlamentos, quer na reserva de vagas em listas de competição eleitoral, quer na reserva de percentual de assentos no parlamento, ou mesmo na adoção de cotas voluntárias por partidos políticos.

Estamos próximos de escrevermos mais uma página na história da participação da mulher na pol Leia mais

20 de julho de 2015
por Esmael Morais
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Coluna da Gleisi Hoffmann: O caminho é sempre em frente

Gleisi Hoffmann*

Essa é a principal mensagem do filme Suffragette, com a maravilhosa atriz Meryl Streep, que conta a história da luta das mulheres pelo voto na Inglaterra, no início do século 20. Não queremos destruir as leis, queremos fazer as leis, diziam elas ao defender o direito de votar e serem votadas.

Passaram-se tantos anos, conquistamos esse direito no Brasil, mas a presença da mulher no parlamento, na política, ainda é pequena. É difícil vencer barreiras, sair da zona de conforto, pensar e agir de forma diferente em um meio tradicional.

Foi uma luta, na comissão especial do Senado para a reforma política, passar a proposta de Emenda Constitucional determinando um número de cadeiras para as mulheres no parlamento. Conseguimos, a duras penas, garantir 10% para 2016, 12% para as eleições de 2018 e 16% para as de 2020.

Por que é tão difícil mudar as regras na política? Não conseguimos também aprovar a proibição do financiamento empresarial para as campanhas, origem dos males maiores que acometem nossa representação democrática.

A política e os políticos estão desacreditados. São denúncias, mentiras, programas falhos ou inexistentes. Muitas coisas são verdade, outras criadas e aumentadas por setores da mídia e do poder econômico que têm interesse de mudar o rumo das políticas públicas.

Enfrentaremos no Brasil uma tensão institucional de grande vulto nesta semana. O presidente da Câmara dos Deputados, um dos poderes da República, se declara de oposição. Como separar o homem, o deputado, de sua missão institucional?

Caberá a uma mulher, primeira presidenta eleita de nosso país, conduzir este momento delicado das relações institucionais brasileiras. Uma mulher que vem sendo sistematicamente agredida, desrespeitada, insultada, mas, diferente de muitos homens, enfrenta os desafios de cara limpa, com retidão e coragem.

Isso não quer dizer que não comete erros, que não tem problemas ou que falha em suas ações. Mas não se esconde da luta, não submete a política aos seus interesses de poder e não se dobra as chantagens. Tem sido muito mais cobrada que qualquer outro dirigente público.

Talvez o mundo político não esteja acostumado a esse enfrentamento, não esteja acostumado a uma mulher. A narrativa de Suffragette parece que não ficou nem um pouco no passado do século 20. Por isso a defesa da democracia e das conquistas que tivemos até agora nos exortam a seguir sempre em frente, com coragem, equilíbrio, respeito e determinação. Características muito mais femininas!

*Gleisi Hoffmann é senadora da República pelo Paraná. Foi ministra-chefe da Casa Civil e diretora financeira da Itaipu Binacional. Escreve no Blog do Esmael às segundas-feiras.

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25 de julho de 2014
por Esmael Morais
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Falta de mulheres na política agrava desigualdade de gênero no Brasil, aponta relatório da ONU

via Agência Brasil

A baixa representação das mulheres na política agrava a desigualdade de gênero no Brasil. A avaliação consta do Relatório de Desenvolvimento Humano de 2014, divulgado hoje (24) pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud).

Além de apresentar o àndice de Desenvolvimento Humano (IDH) 2013, com 187 países pesquisados, o Pnud divulgou o àndice de Desigualdade de Gênero (IDG) para 149 países. O indicador é elaborado com base em cinco dados: taxa de mortalidade materna, taxa de fertilidade na adolescência, proporção de mulheres no parlamento nacional, percentual de mulheres e homens com educação secundária e a taxa de participação de mulheres e homens no mercado de trabalho.

De acordo com o Pnud, o Brasil ficou em 85!º lugar no IDG, com nota 0,441. O indicador varia de 0 a 1, com o valor mínimo atribuído a sociedades com menos disparidades entre homens e mulheres. A Eslovênia, no Leste Europeu, foi considerado o país com menor desigualdade de gênero, com IDG de apenas 0,021, seguida por Suíça (0,030) e Alemanha (0,046). As últimas posições ficaram com Afeganistão (0,705), Chade (0,707) e Iêmen (0,733).

No caso do Brasil, a taxa de mortalidade materna é de 56 mulheres a cada 100 mil nascidos vivos; e a taxa de fertilidade na adolescência, de 70,8 mulheres a cada mil mulheres entre 15 e 19 anos. Na educação, existem progressos, com as mulheres se qualificando um pouco mais que os homens. A parcela da população adulta com educação secundária é 51,9% entre as mulheres e 49% entre os homens.

Outros parâmetros, no entanto, apontam desafios. Em relação ao mercado de trabalho, continua a existir uma diferença considerável entre os sexos, com 59,5% das mulheres de mais de 15 anos trabalhando, contra 80,9% dos homens. A maior lacuna, no entanto, está na representação política. No Brasil, atualmente apenas 9,6% dos assentos no Congresso Nacional são ocupados por mulheres.

Apesar de o Brasil ter uma presidenta mulher, esse movimento não se estendeu para as out Leia mais

22 de julho de 2014
por Esmael Morais
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Gleisi faz campanha com foco feminino e cercada de mulheres

“O Paraná precisa ter políticas públicas específicas para as mulheres”, afirmou Gleisi Hoffmann, candidata ao governo do Paraná, durante reunião realizada no último sábado (19), em Curitiba, com mais de 100 lideranças femininas de 35 cidades de todas as regiões do Paraná. Ela lembrou que as mulheres tiveram papel fundamental na sua eleição ao Senado em 2010. Eu não chegaria ao Senado e à  Casa Civil, e não vou chegar ao governo do Paraná, sem a força das mulheres.!

Com esse raciocínio, a candidata do Partido dos Trabalhadores dá o tom rosa-liláz à  sua campanha. O que é um grande diferencial no cenário predominantemente masculino, muitas vezes machista, da política local. O palanque da coligação de Gleisi que além do PT tem o PDT, com Haroldo Ferreira na vice, e o PCdoB com o candidato ao senado, Ricardo Gomyde, será de sustentação à  reeleição da primeira mulher Presidenta da República, o que fortalece ainda mais o tom! feminino. ! 

Gleisi promete criar a Secretaria Estadual da Mulher, que será responsável por desenvolver projetos específicos para a área. Meu governo vai ter políticas públicas especialmente voltadas à s mulheres. Vamos ter uma Secretaria da Mulher atuante e organizada e desenvolver projetos específicos, como o enfrentamento à  violência contra a mulher.!

Em seuss eventos de campanha, Gleisi Hoffmann tem prestigiado diversas lideranças mulheres, como vice-prefeitas, vereadoras, secretárias municipais e candidatas a deputadas federal e estadual dos partidos da Coligação Paraná Olhando Pra Frente.

Se a estratégia de campanha de Gleisi vai trazer votos, só o tempo vai dizer. Beto Richa e Requião tentaram equilibrar a disputa pelo voto feminino com a escolha de vices mulheres; Cida Borghetti e Rosane Ferreira, respectivamente. Mas nada que se compare à  ofensiva de Gleisi Hoffman na tentativa de mostrar que lugar de mulher é na política.

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