Richa fecha escolas: Robin Hood ao contrário em busca de propinas?

escolasA recente notícia da intenção de governador Beto Richa (PSDB) de fechar mais de uma centena de escolas a partir do ano que vem foi mais um motivo de revolta para os educadores, estudantes e comunidades escolares de todo o Paraná.

As justificativas fornecidas pelo governo de “otimização” e “economia” são perversas e mentirosas. A real intenção de Beto Richa é enfraquecer a educação pública e humilhar os professores. Afinal, é nos educadores que o tucano encontra a mais forte oposição aos seus desmandos.

Só mesmo um pateta acharia que o desmonte se encerraria no fechamento dessas escolas públicas no estado, pois o projeto é mais diabólico e visa acabar com a carreira no magistério.

Mas não é só isso. Vejamos…

Pesquisa inédita mostra que maioria dos brasileiros não confia nas ‘delações premiadas’ da Lava Jato

moro_delacao_pesquisaA Paraná Pesquisa foi o primeiro instituto do país a fazer o Raio-X mais completo da operação Lava Jato, da Polícia Federal, que é coordenada pelo juiz paranaense Sérgio Moro.

Segundo levantamento realizado entre os dias 24 e 27 de agosto, 51% dos brasileiros não confiam nas ‘delações premiadas’ — as colaborações de supostos criminosos para resolver supostos crimes. Apenas 35% confiam no teor desses acordos entre as partes.

A polêmica acerca desse tema não é novidade, pois advogados de defesa de réus na Lava Jato acusam Moro de promover “tortura psicológica” para obter acordos de delação.

O criminalista curitibano Claudio Dalledone Júnior, prestes a celebrar um primeiro acordo de delação premiada para seu cliente na Justiça do Paraná, Eduardo Lopes, da empreiteira Valor, vê com reservas o instituto.

“É o tipo de coisa que, por enquanto, só prospera em crimes de colarinho branco. Se utilizado entre bandidos de milícias e narcotráfico, por exemplo, vai aparecer advogado morto por aí”, alerta Dalledone Júnior.

Embora duvide do conteúdo, 55% dos os brasileiros se dizem a favor da ‘delação premiada’ na operação Lava Jato.

A Paraná Pesquisas entrevistou 2.060 eleitores maiores de 16 anos em 154 municípios brasileiros, distribuídos em 23 estados, entre os dias 24 e 27 de agosto. A margem de erro é de 2%.

A seguir, leia a íntegra da pesquisa sobre a Lava Jato:

Empresário acusado de desviar dinheiro da educação quer fazer delação premiada

Depoimento de Youssef empurra governo de Beto Richa para o abismo

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Conforme o Blog do Esmael e outros cronistas da política local e nacional já haviam adiantado, o depoimento do doleiro Alberto Youssef para a Procuradoria Geral da República, nesta quinta-feira (23), atingiu em cheio o governo Beto Richa (PSDB) ao destrinchar o modus operandi da corrupção estabelecida no Palácio Iguaçu, na Receita Estadual e nas secretarias de Administração e Educação.

Desvios na educação levam mais um amigo de Beto Richa para a cadeia no PR

Por 25 votos a 14, Assembleia rejeita convite para denunciante de desvios na Educação do Paraná

“Bancada do Camburão” derruba sessão para não convocar denunciante de roubo na educação do PR

Polícia Federal deverá investigar corrupção na educação do Paraná

Garganta Profunda de Londrina: ‘Corrupção na Educação do Paraná vai para o televisivo Fantástico’

Em meio à greve de professores, suspeita de corrupção derruba cúpula da Secretaria da Educação no Paraná

Jaime Sunye, que denunciou suposto esquema na Educação envolvendo mais um amigo do governador, levou "xeque-mate" de Beto Richa que o demitiu da superintendência da SUDE; Maurício Fanini, parceiro de partida de tênis no Graciosa Country Club, também foi defenestrado da presidência da Fundepar; malfeito teria ainda a participação de fiscais da Paraná Educação; os três órgãos têm em comum o vínculo com a Secretaria de Estado da Educação (SEED); exonerações teriam ocorrido de forma sumária numa “operação abafa” do Palácio Iguaçu nas vésperas da assembleia geral da APP-Sindicato, na terça-feira (9), que vai decidir ou não pelo fim da greve dos educadores.
Jaime Sunye, que denunciou suposto esquema na Educação envolvendo mais um amigo do governador, levou “xeque-mate” de Beto Richa que o demitiu da superintendência da SUDE; Maurício Fanini, parceiro de partida de tênis no Graciosa Country Club, também foi defenestrado da presidência da Fundepar; malfeito teria ainda a participação de fiscais da Paraná Educação; os três órgãos têm em comum o vínculo com a Secretaria de Estado da Educação (SEED); exonerações teriam ocorrido de forma sumária numa “operação abafa” do Palácio Iguaçu nas vésperas da assembleia geral da APP-Sindicato, na terça-feira (9), que vai decidir ou não pelo fim da greve dos educadores.
O governador Beto Richa (PSDB) exonerou na quarta-feira (3) seu amigo Maurício Jandoi fanini Antonio da presidência do Instituto de Desenvolvimento Educacional (Fundepar), autarquia recriada sem muito alarde no início de 2015. Antes, porém, o moço ocupara a diretoria de Engenharia, Projetos e Planejamento da SUDE (Superintendência de Desenvolvimento Educacional).

O decreto nº 1602 que demite o colaborador e amigo do tucano será publicado no Diário Oficial do Estado nº 9466, desta segunda-feira, dia 8 de junho, véspera da assembleia geral dos professores e funcionários de escola em greve que lutam pela reposição de 8,17% na data-base.

A SUDE e a Fundepar são órgãos vinculados diretamente à Secretaria de Estado da Educação (SEED), que tem como tarefa zelar pelo bom funcionamento da infraestrutura nas 2,1 mil escolas da rede pública estadual. Pois bem, é aí que a porca começa torcer o rabo.

O demitido é suspeito de cometer desvios de recursos que seriam destinados à construção e reforma de escolas. Na lista de sacanagens estaria o pagamento a empreiteira de obras que nunca existiram. Segundo uma fonte do Palácio Iguaçu, o “valor” ainda está sendo periciado. O esquema também teria a participação de fiscais de uma terceira autarquia ligada à SEED, a Paraná Educação, que acabou incorporando as funções da extinta Secretaria de Obras (SEOP).

Maurício Fanini é amigo e parceiro de partida de tênis do governador no Graciosa Country Club. Ele foi diretor de Pavimentação na Prefeitura de Curitiba quando Beto Richa era secretário de Obras, na gestão de Cássio Tanighuchi (DEM), de quem o tucano fora vice-prefeito, o início dos anos 2000.

Bem relacionado com o governador, o ex-diretor da SUDE e ex-presidente da Fundepar também tinha uma boquinha de conselheiro de administração na Sanepar (Companhia de Saneamento do Paraná). Em 2013, Fanini relatou em reunião da empresa aluguel de salas comerciais, no valor de R$ 14 milhões, em favor de um dos doadores na campanha do amigo na eleição de 2010.

Nessa intrincada história quem também levou “xeque-mate” foi o superintendente da SUDE, o enxadrista Jaime Sunye, que denunciou o esquema do amigo do governador a seus superiores. A exoneração do denunciante aparecerá no decreto nº 1601, que também será publicado no Diário Oficial desta segunda-feira.

Mas que diabo tem Sunye como amigo do governador Beto Richa? Nada. Foi o autor das denúncias das supostas estripulias de Fanini.

“Eu descobri alguns equívocos e os levei aos meus superiores”, confirmou ao Blog do Esmael o ex-superintendente Jaime Sunye sem dar detalhes do processo administrativo interno na SEED. “Houve desvio de conduta”, sentenciou.

O enredo é recheado de “coincidências”, de acordo com a fonte palaciana. Primeiro, o ex-superintendente da SUDE levou o caso ao então secretário da Educação, Fernando Xavier, que foi demitido; depois, recorreu ao Procurador-Geral do Estado, Ubirajara Ayres Gasparin, que também foi defenestrado do cargo.

Sem respostas concretas à denúncia que fez, Jaime Sunye foi à secretária interina da Educação, Ana Seres Comin, que levou o caso ao governador Beto Richa. Para surpresa geral, o denunciante e o denunciado foram colocados dentro do mesmo saco e atirados ao mar.

Seria a solução encontrada por Beto Richa para encobrir mais um escândalo, às vésperas da assembleia dos educadores em greve?