31 de maio de 2014
por Esmael Morais
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Black Blocs planejam invadir Arena da Baixada no jogo Irã x Nigéria

O grupo de extrema-direita Black Blocs está organizando um novo protesto em Curitiba, no dia 16 de junho, durante a realização do jogo Irã x Nigéria, na Arena da Baixada, pela Copa do Mundo.

Os Black Blocs estão marcando a concentração para as 16 horas na Boca Maldita, centro nervoso da política na capital paranaense e local de concentração de históricas mobilizações democráticas como ‘Diretas Já’ e ‘impeachment de Collor’. Pelo Facebook (clique aqui), 1,6 mil pessoas confirmaram presença.

Pelas características violentas do movimento em todo o país, não está descartada uma marcha dos manifestantes anti-Copa até a Arena da Baixada.

Nunca é demais lembrar que os Black Blocs conseguiram em fevereiro deste ano um cadáver: o cinegrafista da TV Bandeirantes Santiago Andrade, atingido por um rojão na cabeça enquanto fazia a cobertura de um protesto contra o aumento da passagem de ônibus no Rio (clique aqui).

O estádio do Clube Atlético Paraná (CAP) já foi alvo de tentativa de invasão em junho de 2013, durante as manifestações contra o aumento da tarifa do ônibus. Entretanto, naquela jornada, a torcida atleticana chamada ‘Os Fanáticos’ defendeu o patrimônio do time e pôs os Black Blocs para correr (clique aqui).

A seguir, leia a íntegra do manifesto lançado pelo grupo extrema-direita Black Blocs, divulgado no Facebook:

Neste ano, o Brasil receberá a Copa do Mundo da FIFA, mas a população – que em momento algum foi consultada – é quem vai pagar por isso. E se engana quem pensa que pagaremos apenas com o nosso dinheiro: milhares de famílias foram despejadas de suas casas, direitos constitucionais foram silenciados pela Lei Geral da Copa e outras imposições da FIFA e até mesmo nove vidas foram tiradas nas obras de estádios que sediarão jogos do campeonato (três em São Paulo, quatro em Manaus, uma em Brasília e uma em Cuiabá).

Este é um momento decisivo para o povo: Ou somos coniventes ou somos combatentes quanto à  Copa do Mundo no Brasil. Ou nos opomos à s remoções forçadas, à  violação de direitos humanos e civis, à  criação de projetos de leis que impõe uma mordaça na população, ao desvio de capital, ao superfaturamento de obras, à  utilização da máquina de segurança pública para fins truculentos e repressivos, ao repasse de dinheiro público à  iniciativa privada, à  consagração da segregação e da política de higienização pública das grandes cidades, à  prostituição infantil e a tantos outros abusos; ou colaboramos com o financiamento de tudo isso, garantindo o lucro bilionário da FIFA e de seus patrocinadores.

Se posicionar contra a Copa é se posicionar contra a influência do poder econômico nas decisões políticas, que deveriam levar em consideração, antes de mais nada, os interesses do povo. à‰ instruir a população a uma democracia de verdade, direta e participativa, na qual todos também governam e não são governados por supostos representantes.

O Brasil não precisa de Leia mais

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