23 de novembro de 2016
por Esmael Morais
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Greca deverá ser vítima de calote de Richa já no 1° dia de gestão

richa_calote_ritDiretores da COMEC, órgão do governo do Paraná que gerencia (?) o transporte coletivo na região metropolitana de Curitiba, têm desmentido o chefe, o governador Beto Richa (PSDB), dizendo ser “impossível” reintegrar o transporte coletivo em 1º de janeiro de 2017 como prometeu o tucano. Leia mais

19 de fevereiro de 2016
por Esmael Morais
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Coluna do Bruno Meirinho: Transporte coletivo em Curitiba; o que deve ser feito?

Bruno Meirinho*

A situação do transporte coletivo em Curitiba é dramática. Refém de um sistema em que mandam os empresários, a cidade assistiu à desintegração do transporte metropolitano, que se recupera lentamente, e o aumento abusivo das tarifas.

A licitação do transporte coletivo em Curitiba, realizada em 2010 na gestão Richa/Ducci, instituiu a atual realidade dos contratos, nos quais os empresários mandam muito e a cidade tem que aceitar. A licitação, por si só, já foi viciada: elaborada para favorecer as famílias que já operavam o transporte na cidade, seu resultado consolidou o poder das famílias Gulin/Bertoldi e agregados.

Uma CPI realizada na Câmara de Vereadores já opinou no sentido de que a licitação foi irregular, Tribunal de Contas do Estado, também. Mais de um estudo independente conclui, sem vacilar, que esses contratos da prefeitura com as empresas não podem continuar assim, assim como manifestantes nas ruas.

Com todas as condições para enfrentar o cartel do transporte coletivo, o prefeito Gustavo Fruet (PDT) mantém-se inerte. Apura fatos aqui e ali, mas não enfrenta os aumentos abusivos das tarifas.

Na melhor das hipóteses, imaginamos que o prefeito tema um caos no transporte coletivo caso venha a enfrentar o cartel das empresas. Por meio de uma manobra, os operadores do transporte poderiam impedir que a cidade funcionasse durante alguns dias, se a gestão lhes desagradasse.

Os próprios empresários já falam abertamente que o atual sistema de transporte não lhes interessa mais, pois dá “prejuízo” às empresas. Mas isso parece impossível, afinal, o sistema arrecada 2 milhões de passagens por dia!

O transporte de passageiros é um negócio extremamente seguro para o empresário, afinal, quase todos precisam se deslocar de um lugar para outro diariamente. O operador pode contar com receitas certas para o futuro, mas não em Curitiba: a má qualidade do serviço e os preços altos espantam os usuários, que reduzem todos os anos.

Com menos usuários e o mesmo sistema funcionando, os custos não são reduzidos, então a passagem aumenta. Essa armadilha não tem fim.

É preciso enfrentar com coragem as empresas do transporte coletivo. Para ele, questionar os aumentos e, se não houver acordo, levar para a justiça a discussão Leia mais

12 de fevereiro de 2016
por Esmael Morais
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Em nota, PT defende rompimento de contrato com empresas de ônibus de Curitiba e Região Metropolitana

ptonibusA direção do Partido dos Trabalhadores (PT) de Curitiba emitiu nesta quinta-feira (11) uma nota oficial sobre o novo aumento na passagem de ônibus de Curitiba e sobre a situação do transporte público da Capital e Região Metropolitana. O partido defende o rompimento do atual contrato com as empresas concessionárias do serviço.

O pronunciamento dos petistas corroboram com a tese do deputado Requião Filho (PMDB), que no mês passado defendeu o rompimento do contrato entre Prefeitura de Curitiba e as empresas que exploram o transporte público na capital, que estariam descumprindo a licitação, provocando greves e locautes.

O partido da vice-prefeita Mirian Gonçalves defende a “reestruturação da URBS e uma nova forma de gestão do transporte público com frota pública; nova licitação que integre o sistema público de transporte com a Região Metropolitana; Conselho Municipal e Metropolitano de Transporte aberto a sociedade civil com poder de fiscalização da tarifa e serviços prestados”.

Além de criticar a condução da prefeitura e da Urbs, a nota responsabiliza o governador Beto Richa (PSDB) e seu secretário de Estado do Desenvolvimento Urbano (SEDU), Ratinho Júnior (PSC), pela desintegração do transporte na Região Metropolitana de Curitiba. Leia mais

9 de fevereiro de 2016
por Esmael Morais
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Curitibanos politizam Carnaval contra Richa e Fruet, mas mídia esconde

carnaval2016
O Carnaval é a festa nacional de maior expressão e liberdade popular. A folia que precede a quaresma se consolidou como o momento para extravasar sentimentos, entre eles a indignação.

Apesar de uma parcela mais conservadora dos curitibanos defender que Curitiba não é lugar de Carnaval, a festa de Momo vem crescendo e atrai cada vez mais gente nas suas mais diversas manifestações. Temos os Blocos de Pré-carnaval, o desfile dos Blocos e Escolas de Samba, o Psycho Carnival, a Zombie Walk… Enfim, Carnaval para todos os gostos.

E no meio de tanta folia, o que apareceu com força nos últimos dias foi a politização bem humorada da festa. Como não poderia deixar de ser, sobrou para o governador Beto Richa (PSDB) e para o prefeito Gustavo Fruet (PDT). O estranho é que a grande mídia escondeu essa faceta do Carnaval, mostrando somente as mulheres seminuas e os enredos menos politizados (abaixo, assista ao vídeo). Leia mais

13 de novembro de 2015
por Esmael Morais
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SindiUrbano: ‘Máfia chantageia por tarifaço no ônibus em Curitiba; de que lado está Gustavo Fruet?’

A máfia do transporte coletivo continua chantageando o prefeito Gustavo Fruet (PDT) para reajustar a tarifa técnica de R$ 3,21 para até R$ 4. Segundo as empresas, o sistema está a beira do colapso e se o valor repassado pelo poder público não aumentar, os ônibus não terão mais como circular.

Por outro lado, o Tribunal de Contas do Estado (TCE) determinou que itens que “engordam” a tarifa técnica sejam retirados do cálculo, pois não fariam parte da composição direta dos custos. Se a decisão fosse acatada, não só a tarifa técnica, como também o preço da passagem poderia ser reduzido.

Só para citar o exemplo mais óbvio, o combustível entra com preço médio de mercado na planilha. Mas, pelo volume utilizado, as empresas compram direto das distribuidoras a preço de atacado, muito menor que o de mercado.

O diabo é que a Urbs, a empresa que deveria zelar pelos interesses dos curitibanos na área do transporte público, recorreu da decisão. Ou seja, a Prefeitura de Curitiba além de aceitar a chantagem, age como se fosse “advogada” da máfia do transporte.

Segundo o presidente do SindiUrbano, Valdir Mestriner, o Tribunal de Contas determina uma série de ações no seu relatório que já são obrigação da Urbs, mas que não são cumpridas. Isso faz com que a tarifa atual seja estabelecida por suposições e não por dados concretos.

O que as empresas querem é receber cada vez mais pelo serviço que prestam. Se a Urbs não cumpre seu papel de gerenciar e fiscalizar o sistema, as empresas apresentam os números que lhes forem favoráveis.

“O prefeito Gustavo Fruet (PDT) tem todos os elementos para anular os contratos com as empresas de ônibus. Exitem inúmeras irregularidades apontadas em relatórios da própria Urbs, do TCE, da OAB, da CPI da Câmara, do Sindiurbano, etc. Mas ele falou que anularia os contratos se houvesse decisão judicial, e agora que há decisão judicial, ele recorre”, completou Valdir.

Enquanto isso, o pequeno município de Tijucas do Sul, a 50 km de Curitiba, decidiu municipalizar o transporte público a partir do próximo dia 4 de dezembro quando vence a concessão de 25 anos.

A Prefeitura vai oferecer ‘tarifa zero’ para os 15 mil potenciais usuários tijucanos-do-sul. Atualmente, o serviço concessionado tem tarifa que custa entre R$ 3,50 e R$ 5.

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10 de outubro de 2013
por Esmael Morais
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Presidente da CPI da Urbs vai pedir prisão de aliados do governador Beto Richa

O presidente da CPI do Transporte Coletivo, Jorge Bernardi (PDT), estuda pedir a custódia preventiva do ex-presidente da Urbanização de Curitiba (Urbs), Marcos Isfer, e do ex-diretor de Transporte, Fernando Ghignone. A decisão foi tomada com base na interpelação judicial movida pelos ex-dirigentes da empresa contra o vereador. O anúncio foi feito nesta quinta-feira (10), durante reunião da CPI na Câmara Municipal.

Atualmente, Ghignone é presidente da Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) — a estatal de água e esgoto — e preside o PSDB na capital.

Assim como Ghignone, o ex-presidente da Urbs, Marcos Isfer, também é um dos principais nomes de confiança do ex-prefeito Luciano Ducci (PSB) e do governador Beto Richa (PSDB).

Tenho uma reunião preparatória no Ministério Público para debater a notitia criminis. O processo está pronto e pede a custódia cautelar dos senhores Marcos Isfer e Fernando Ghignone. Ambos estão ameaçando os trabalhos da CPI. A custódia significa que eles podem ser presos até que as investigações sejam concluídas!, informou Bernardi.

O parlamentar tem reunião nesta sexta-feira (11), à s 10 horas, na sede do Ministério Público do Paraná (MPPR), para definir uma agenda com o procurador-geral de Justiça, Gilberto Giacoia, para falar sobre a ação. Na última segunda-feira (7), o presidente da CPI recebeu a notificação oficial, na qual Isfer e Ghinone pedem detalhes sobre declarações dadas por ele à  imprensa local.

Na reunião desta quinta !“ que ouviu o depoimento da ex-presidente da Comissão Permanente de Licitações da Urbs, Cássia Aragão !“, Jorge Bernardi voltou a defender que seu direito de se manifestar está expresso na Constituição Federal (artigo 29) e destacou, ainda, que a interpelação feita a ele é um crime contra a CPI!, previsto na Lei das Comissões Parlamentares de Inquérito, que proíbe esse tipo de intervenção no trabalho dos parlamentares (artigo 4!º da Lei Federal 1.579/1972).

A orientação foi da Procuradoria Jurídica da Casa, quando a interpelação atinge um membro da CPI, ela atinge a C Leia mais