19 de dezembro de 2015
por admin
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Coluna do Jorge Bernardi: A Boca Maldita, Fachin, Moro e o ‘Japonês’ da Polícia Federal

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Jorge Bernardi*

O que há em comum entre a Boca Maldita, o ministro do STF Edson Fachin, o juiz Sérgio Moro e o Japonês da Federal? Em tempos de operações Lava Jato, Publicano, Voldemort, Zelotes, Impeachment, processo de cassação do Presidente da Câmara, estes temas fervilham na Boca Maldita de Curitiba, e Fachin, Moro, o Japonês da Polícia Federal, são personagens constantes nas rodas de conversa que lá se formam diariamente.

“Nada vejo, nada ouço e nada falo”, este é o lema dos Cavalheiros da Boca Maldita, uma confraria masculina irreverente que existe em Curitiba há 59 anos, e que se reúne, apenas uma vez ao ano, num jantar, no dia 13 de dezembro, onde mulher não entra.

A “Boca Maldita” física é um espaço público que fica na avenida Luiz Xavier, no centro de Curitiba, entre cafés e bancas de jornal, onde se reúnem jornalistas, políticos, empresários, artistas, profissionais liberais, aposentados e cidadãos comuns, para conversar, jogar palito, tomar cafezinho, engraxar sapato e, comentar fatos políticos e sociais.

No jantar da Boca Maldita, deste ano, boa parte do PIB do Paraná estava reunida, e junto com o presidente, Paulo Skaf, da FIESP, o presidente da Coamo, José Aroldo Gallassini, o Conselheiro do TCU, Augusto Nardes, foram homenageados Fachin e Sérgio Moro.

Quando falou, Fachin foi efusivamente aplaudido. Mas a única unanimidade dos 500 comensais foi a outorga da Comenda de Cavalheiro da Boca Maldita ao juiz Sérgio Moro. Aplaudido de pé por vários minutos, numa demonstração de respeito e apoio ao seu trabalho que tem levado empresários e políticos corruptos a prisão.

E quanto ao Japonês da Policia Federal, que virou celebridade ao ser fotografado na escolta de presos famosos da Lava Jato. Outro dia causou alvoroço, num bar do Água Verde. Durante pouco mais de 1 hora o agente Newton Ishii, não conseguiu sentar. A todo instante os frequentadores do bar queriam tirar fotografias, conversar, perguntar sobre os próximos passos da Lava Jato. A todos, o Japonês “bonzinho” atendia educadamente, explicava seu trabalho e que tratava os presos com respeito que o ser humano merece.

A histórica autofagia paranaense, tão observada em outros momentos, parece que deu uma trégua ante os novos heróis, que defendem o povo e combatem os poderosos que exploram a naç

18 de dezembro de 2015
por admin
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Coluna do Marcelo Belinati: O impeachment, a legalidade e o direito na defesa da democracia

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Marcelo Belinati*

Em 1992, quando do impeachment do presidente Collor, a situação sob a ótica política era completamente diversa da atual. Diferente de Collor, o PT e a presidente Dilma têm largas bases nos movimentos sociais, nos sindicatos, no movimento cultural, enfim, em diversos segmentos da sociedade. E, apesar do momento de crise econômica, têm ainda um vasto lastro de conquistas sociais que beneficiaram as camadas mais populares da população. Isso é fato.

Todos os componentes que envolvem o processo de impeachment da Presidente Dilma como partido forte, base social, crise econômica, investigações de corrupção, distanciamento do vice-presidente, conflito entre o presidente da Câmara e o poder executivo, dentre outros, indicam um longo, doloroso e provavelmente traumático caminho até o seu desfecho final, seja ele qual for.

Se em um primeiro momento suscitou dúvidas e desconfiança na oposição, a decisão do Ministro do STF, Luiz Antônio Fachin, de suspender o rito do processo de impeachment até que a Corte Constitucional se manifeste sobre a legalidade da votação para a instalação da comissão que irá analisar o pedido de impeachment, hoje, salta aos olhos como prudente e necessária.

Cabe ao STF estender a mão forte do Direito a todo o processo e garantir que as “regras do jogo” sejam claras e fundamentadas nos princípios da legalidade. O Direito, entendido como o conjunto de regras e normas que regem o funcionamento da sociedade, é fundamental para que situações, como as que estamos vivendo, ocorram de forma legítima e democrática. Assim, o STF está na fase final de discussão do voto do Ministro Fachin, sobre o rito do processo de impeachment.

O primeiro curso superior brasileiro foi o de Ciências Jurídicas e Sociais da Academia de São Paulo, criado pelo Imperador D. Pedro I, para formar governantes e administradores públicos em uma nação que se libertara do domínio de Portugal. O curso foi fundamental para a consolidação do Império e, depois para a proclamação da República do Brasil. Assim, o Direito sempre exerceu um papel fundamental nos Governos de nosso país.

Como homem público, uso diariamente os conhecimentos adquiridos na Universidade Estadual de Londrina (UEL), onde me formei em Direito, sendo aprovado no exame da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). Aprendi que quando não se tem em perspectiva a Lei Maior, que traz em seu bojo todos os preceitos do estado democrático de direito, é gig

15 de Abril de 2015
por esmael
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União dos senadores do Paraná ajudou na indicação de Fachin ao STF

fachin_senadoA indicação do jurista paranaense Luiz Edson Fachin para o Supremo Tribunal Federal (STF), anunciada ontem pela presidenta Dilma Rousseff (PT), foi muito comemorada no Paraná. O nome de Fachin já foi cotado em outras oportunidades e a trajetória do jurista justifica a expectativa. Leia mais

14 de Abril de 2015
por esmael
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Dilma e Gleisi indicam paranaense Luiz Edson Facchin para o STF

images_cms-image-000429219O professor da Universidade Federal do Paraná Luiz Edson Fachin foi indicado pela presidente Dilma Rousseff (PT) como novo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF). Se tiver o nome aprovado no Senado, ele assumirá a vaga deixada pelo ex-presidente da corte Joaquim Barbosa, aposentado no ano passado. Leia mais