8 de abril de 2018
por Esmael Morais
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Romanelli: Deixo nesta segunda-feira a liderança do governo do Paraná

O deputado Luiz Claudio Romanelli (PSB) comunica que deixará nesta segunda-feira (9) a liderança do governo na Assembleia Legislativa do Paraná. Ele faz um balanço de sua atuação em 3 anos e meio no cargo. “O governo está devendo 8,53% aos servidores”, reconhece. ... 

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7 de setembro de 2015
por Esmael Morais
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Coluna do Luiz Cláudio Romanelli: Independência e democracia

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Luiz Cláudio Romanelli*

Pensem nas crianças mudas telepáticas, pensem nas meninas cegas inexatas,
pensem nas mulheres rotas alteradas, pensem nas feridas como rosas cálidas”
Vinicius de Moraes

Como não podia deixar de ser, o atual momento político do país induz a uma reflexão nesta segunda-feira, 7 de setembro, dos 193 anos da independência do Brasil. De todo processo histórico, e das análises que podem ser feitas, chega-se à filha mais nova da independência, a incipiente democracia brasileira.

A democracia, como sistema de governo, pode se dizer que começou a ser construída no país, no primeiro governo de Getúlio Vargas (1930-1934), marcado pela conhecida revolução de 1930 que acabou com a República velha, com a derrubada do ex-presidente Washington Luís, e teve um corte abrupto e violento, que deixou sequelas na vida brasileira, entre 1964 e 1985. O meu primeiro voto para governador, por exemplo, foi para José Richa em 1982 e eu já militava na juventude do PMDB.

Desde então, foram nove eleições de governadores e sete eleições presidenciais. Neste período, de 1982 para cá, foram ainda nove eleições de deputados e senadores e oito eleições de prefeitos e vereadores. Eu participei de todas essas campanhas e de forma direta, como candidato a vereador e deputado, disputei seis eleições e venci cinco delas.

Confesso que tenho certa saudade, de forma positiva, e vou explicar mais adiante, das primeiras campanhas, dos comícios, do engajamento da militância partidária e de setores da própria sociedade em todo processo político e até hoje levo a máxima que uma campanha se faz com muita sola de sapato e conversando diretamente com os eleitores, expondo suas ideias, apresentando propostas.

Fiz esse rápido passeio pelas eleições, uma contextualização, para chegar a atual quadra política do país em que as instituições funcionam perfeitamente, mas que precisam avançar e aperfeiçoar seus métodos para melhorar a democracia brasileira em todos os seus aspectos.

Vejo de forma clara o sentimento de todas as manifestações, nas ruas ou nos legislativos, e a vontade de setores mais engajados da sociedade de ter uma voz mais ativa no controle e uso dos recursos públicos e nos serviços prestados pelos agentes públicos. Há uma insatisfação e uma desconfiança generalizadas por tudo que é da coisa pública. O que cobram, o que pedem, o querem, é muito positivo para todos nós, políticos e sociedade.

E não por menos. A princípio pode ser até um contrassenso com a saudade que disse ter das primeiras campanhas, mas o país não pode mais conviver com a maneira que se fazem as campanhas eleitorais, ou como elas se impõem neste momento, e se desvelam agora nas investigações dos compromissos, antes inconfessáveis, com os doadores e seus interesses mais imediatos. Campanha, como já disse, tem quer ser feita gastando a sola do sapato e com boas ideias e propostas, com um custo mínimo. Acompanho, há anos, bons quadros da política nacional abandonando a vida pública, porque não se dispõe se submeter ao modelo e aos custos exorbitantes das campanhas atuais. As campanhas milionárias servem para interesses que não são compartilhados pela maioria dos cidadãos.

Tem-se ainda que avançar na prática política. Trocar o ramerrão do varejo e do compadrio, comum do século passado, por um diálogo transparente e propositivo com os mais diversos segmentos da sociedade. E é preciso entender que a tensão faz parte do processo da discussão e que não se faz necessário qualquer tipo de exasperação mais afrontosa.

Hoje a presidente Dilma Rousseff não fará o pronunciamento de 7 de setembro por receio de ser enxovalhada por panelaços. O ex-presidente Lula é ridicularizado através de um boneco com nome de Pixuleco. Ministros são hostilizados nas ruas e restaurantes. O mes Leia mais

10 de agosto de 2015
por Esmael Morais
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Coluna do Luiz Claudio Romanelli: Parlamento e responsabilidades

Luiz Claudio Romanelli*

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Passada a turbulência que vivemos em nosso estado, com a votação do necessário ajuste fiscal – com o aumento das receitas e redução de despesas -, podemos afirmar que o Paraná saiu na frente e vai passar pelos efeitos da crise econômica, e política, que acontecem no Brasil de forma mais segura. Não de forma fácil, claro, afinal não somos uma ilha, mas certamente com mais segurança.

Se não tivéssemos tomado essas medidas, o Paraná estaria em uma situação difícil, próxima ou até pior que a atualmente vivida pelo Rio Grande do Sul. Naquele estado o governo está penando para pagar os salários dos servidores, tendo de recorrer ao parcelamento e adiamento dos vencimentos. Muitos se perguntam se o governo gaúcho chegará ao fim do ano com recursos para pagar o 13º salário. Para se ter ideia, o ex-secretário da Fazenda de lá, Aod Cunha, chegou a comparar a situação do estado à vivida pela Grécia, mas agravada pelo fato de o Rio Grande do Sul não poder contar com a ajuda de uma “União Européia”.

Situação parecida, vivem também outros estados e a grande maioria dos municípios brasileiros. Até a União, que concentra de forma absolutista a arrecadação do país, está sofrendo. Todos têm acompanhado a saga – sem sucesso – do ministro Joaquim Levy para que o ajuste fiscal seja aprovado no Congresso Nacional. Já fiz aqui, neste mesmo espaço diversas críticas a este ajuste, pois acredito que ele vai contra tudo aquilo que a presidente Dilma, que eu apoiei, prometeu em sua campanha de reeleição. Aliás, vale ler a excelente entrevista do economista da Unicamp Pedro Paulo Zahluth Bastos no “Valor” (6/8). A economia só sai do baixo-astral com medidas anticíclicas, ou seja, se ela insistir em aplicar o receituário econômico do seu adversário, será impossível superar a atual crise política.

Mesmo assim, o que temos visto é um Congresso hostil e até de certa forma irresponsável para aprovar estas medidas, colocando em votação a chamada “pauta bomba”, que aumenta os gastos e causa instabilidade política. É uma situação complicada, pois o Legislativo, seja federal, estadual ou municipal, deve atuar como peça fundamental na aprovação de medidas para que a administração pública use com sobriedade os recursos públicos, quando estes não crescem, além de fiscalizar a execução destes.

Não tirando a culpa do governo, tivessem as medidas corretas sido aprovadas no tempo certo, como ocorreu no Paraná, talvez essas situações fossem diferentes. Mas porque não foram tomadas? Talvez preferiu-se deixar a popularidade em alta e maquiar a realidade, mesmo correndo o risco de a situação tornar-se insustentável. E as consequências disto estão aparecendo: inflação em alta, desemprego aumentando, dólar em disparada e a desconfiança generalizada que a economia ainda vai piorar.

Aqui, a um custo político alto, mostramos a responsabilidade ao iniciarmos os ajustes ainda no fim de 2014, antevendo que a situação do país seria difícil. Foram medidas duras, mas que a base aliada na Assembleia Legislativa, aprovou sabendo do compromisso que tem com o futuro do Estado e com as políticas públicas. Todos sabem o que ocorreu depois, muito devido à partidarização e interesses em cima de um debate que deveria ser mais técnico do que político. Como resultado, todos nós estamos pagando um preço alto pelas medidas aprovadas, mas ainda este período será reconhecido como fundamental para o equilíbrio das contas públicas.

Mas o fato é que foram essas medidas, que já estão permitindo que nós vivamos uma situação diferente de outros estados e da Uniã Leia mais

27 de julho de 2015
por Esmael Morais
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Coluna do Luiz Claudio Romanelli: O cooperativismo está salvando a lavoura

Luiz Claudio Romanelli*

“O que eu faço é simples: ponho pão nas mesas e compartilho-o”
Madre Teresa de Calcutá

Mesmo a contragosto de setores da oposição ou daqueles que apostam no quanto pior melhor, o Paraná tem o melhor exemplo de um setor que parece desconhecer a crise ao ampliar os investimentos que proporcionam mais empregos e renda, e mantêm parte considerável da economia em franco desenvolvimento.

Estou falando do agronegócio e das cooperativas agrícolas paranaenses que continuam salvando a balança comercial brasileira com os sucessivos saldos positivos, livrando o PIB nacional de índices negativos ou que não atinja o volume morto como aponta a metáfora do ex-presidente Lula. Não é a toa que o PIB paranaense é sempre superior ao brasileiro.

Alguns fatores explicam o grande impulso das cooperativas na última década e que têm o ambicioso projeto de dobrar de R$ 50,9 bilhões para R$ 100 bilhões o faturamento nos próximos cinco anos e crescer numa média de 12% ao ano. Eu aponto quatro fatores: a própria organização eficaz e dinâmica de todo sistema, a rede de cooperados espalhados pelo estado e que inclui pequenos produtores, o ambiente favorável à produção de alimentos em grande escala, a própria cultura agrícola que se criou por décadas no Paraná e o suporte e apoio do Estado neste setor que representa 77% das exportações paranaenses.

Da parte do Estado, o exemplo claro está nas linhas de créditos abertas pelo BRDE e que financiaram mais de R$ 852 milhões somente neste primeiro semestre às cooperativas e aos produtores. São nada menos que R$ 575 milhões às cooperativas e mais de R$ 277 milhões aos produtores rurais. Os financiamentos, em sua maioria, foram para projetos de investimento, principalmente, em armazenagem, suinocultura, avicultura, produção de leite e agregação de valor à produção no campo.

O Paraná tomou ainda diversas medidas para o fortalecimento do setor, entre elas, a criação da Agência de Defesa Agropecuária, a construção de 10 mil casas rurais e a recuperação e modernização de três mil quilômetros de estradas rurais com o programa Patrulha do Campo. O Estado também já formalizou parceria com a iniciativa privada que resultam em R$ 1 bilhão em obras rodoviárias, recuperação de estradas, construção de pontes e de outras obras que atendem o escoamento da produção. No programa de incentivos fiscais do governo, nove cooperativas foram incluídas e estão investindo outros R$ 924,4 milhões no interior do Estado.

De um segmento considerado primário há poucos anos, baseado quase exclusivamente na produção de grãos e de carne, a atividade está ligada à agropecuária que responde hoje por 9% do PIB paranaense e a participação sobe para 35% quando se leva em conta toda a cadeia de produção, que inclui a industrialização e outros serviços como logística e transporte. No Ipardes é o setor que registrou um crescimento de 5,9% no primeiro semestre de 2015.

Traduzindo em outros números. O Paraná tem 240 cooperativas, a maioria está no campo, que têm 900 mil cooperados e geram 1,6 milhão de empregos. Já o impulso projetado para os próximos cinco anos se justificam na média de cre Leia mais

27 de abril de 2015
por Esmael Morais
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Coluna do Luiz Cláudio Romanelli: “Partido que não faz eleição, não pode participar da eleição”

romanelliLuiz Cláudio Romanelli *

Não há democracia sem partidos políticos. A essência da democracia reside na garantia dos direitos humanos e das liberdades fundamentais, na existência dos partidos políticos, em eleições periódicas e no voto universal. Só quem não viveu sob a ditadura defende o fim dos partidos.

O antipartidarismo expresso nas manifestações de rua revela o distanciamento entre partidos e a sociedade, e é motivado, em grande parte, por uma legislação falha e pela desqualificação dos partidos e dos políticos – generalizando-se pela sociedade a ideia que todos são corruptos.

No momento em que se reabre a discussão sobre a reforma política, defendo que é preciso primeiro pensar em uma nova lei orgânica dos partidos políticos. É necessário evitar a proliferação dos “partidos de mentirinha”, como bem definiu o ex-presidente do STF, Joaquim Barbosa. Enquanto não houver democracia interna nos partidos, com realização de convenções periódicas, regulamentação do financiamento e criação de cláusulas de barreira, continuaremos tendo siglas de aluguel, sem identidade programática. Leia mais

22 de abril de 2015
por Esmael Morais
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CCJ da Alep aprova confisco da previdência dos servidores

alepcA Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), da Assembleia Legislativa do Paraná (Alep), aprovou no início da tarde desta quarta-feira (22), o projeto de lei, em regime de urgência, que prevê o confisco de R$ 140 milhões ao mês da poupança previdenciária de 200 mil servidores públicos estaduais. ... 

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