10 de dezembro de 2014
por Esmael Morais
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Por 359 votos a 1, Câmara aprova cassação de André Vargas

da Agência Câmara
camara_vargas.jpgO Plenário da Câmara aprovou, por 359 votos a 1 e 6 abstenções, o pedido de cassação do mandato do deputado André Vargas (sem partido-PR) por quebra de decoro parlamentar, conforme recomendação do Conselho de à‰tica e Decoro Parlamentar. A perda do mandato terá efeitos após a publicação da resolução derivada do processo. ... 

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8 de outubro de 2014
por Esmael Morais
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Falta de quórum na CCJ impede votação de recurso de Vargas

via Brasil 247

Por falta de quórum mínimo de 34 parlamentares, a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara não conseguiu votar hoje (8) o recurso apresentado pela defesa do deputado André Vargas (sem partido-PR) para tentar reverter a decisão do Conselho de à‰tica que, em agosto, aprovou, por unanimidade, o pedido de cassação de Vargas. Sem avanço, o parecer sobre o recurso deve ser votado na próxima quarta-feira (15). Até lá, a pauta da CCJ fica trancada, impedindo que qualquer outra matéria seja votada até que os deputados decidam sobre a situação do parlamentar acusado.

Os deputados da comissão terão que decidir se acatam ou não o parecer do relator do processo, deputado Sergio Zveiter (PSD-RJ), que rejeitou o pedido dos advogados que tentaram apresentar argumentos para anular a decisão no conselho.Estou cumprindo meu papel. Recebi o processo em uma sexta-feira, parei minha campanha e entreguei o parecer na segunda. Lamento a falta de quórum que impede a votação de uma matéria tão importante!, disse. Segundo ele, não há possibilidade de mudanças no parecer, mesmo com o pedido de reconsideração apresentado nas últimas semanas pela defesa. O documento não me leva a mudar de posição. O Conselho cumpriu todos os requisitos legais e regimentais!, garantiu.

Vargas é investigado por denúncias de envolvimento com o doleiro Alberto Youssef e por intermediar, com o Ministério da Saúde, contratos em favor do laboratório Labogen, de Youssef. Os advogados de Vargas reafirmaram que vão recorrer à  Justiça caso a CCJ decida manter a decisão do Conselho de à‰tica. Se houver rejeição [do recurso], a tendência é judicializar para que não se submeta ao plenário uma decisão que será tomada na Justiça!, explicou Michel Saliba, que coordena a equipe de defesa.

Caso o parecer seja aprovado, o pedido de cassação de Vargas será incluído na pauta do plenário, onde precisa do aval de pelo menos 257 deputados, que terão que se posicionar em votação aberta.

As argumentações apresentadas pelos advogados estão baseadas em três pontos. Eles alegam que houve cerceamento de defesa, afirmam que a investigação foi concluída antecipadamente e que não houve acesso à s cópias do processo.

Os advogados ainda criticam a estratégia adotada!  no dia da votação do processo, quando, para acelerar o resultado e garantir o quórum mínimo de 11 parlamentares, foram convocados deputados que não integram o colegi Leia mais

27 de abril de 2014
por Esmael Morais
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Labogen, de Youssef, lavou US$ 113 milhões, diz PF

do Brasil 247 O laboratório Labogen, do doleiro Alberto Youssef, mandou para o exterior US$ 113,38 milhões em um período de quase cinco anos !“ entre janeiro de 2009 e dezembro de 2013. As operações do “laboratório lavanderia” foram descobertas após quebras de sigilo bancário e fiscal da empresa no âmbito da operação Lava Jato.

O esquema funcionava por meio do uso de contratos de câmbio para importação fictícias de medicamentos, segundo reportagem publicada pelo jornalista Fausto Macedo, do O Estado de S. Paulo. Segundo a PF, o laboratório firmou 1.945 contratos de câmbio em nome de duas empresas coligadas.

A soma da movimentação do dinheiro sujo, oriundo de contratos superfaturados com órgãos públicos !“ pode ter chegado aos US$ 184,44 milhões em um período de quatro anos. De acordo com a Procuradoria-Geral da República, foram utilizadas ainda as contas de outras três empresas para movimentar os recursos.

O objetivo agora é identificar quem foram os beneficiários do dinheiro transferido para contas em Hong Kong e Taiwan. O laboratório de Youssef é o foco da operação Lava Jato, pois liga o doleiro ao ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa, preso pela PF e parceiro no esquema, e o deputado André Vargas (sem partido-PR), suspeito de trabalhar pelos interesses de Youssef no Congresso.

Padilha

O ex-assessor de Alexandre Padilha, ex-ministro da Saúde, foi realmente contratado pelo Labogen, segundo denúncia da Folha de S. Paulo publicada neste domingo 27. Marcus Cezar Ferreira de Moura recebe R$ 25 mil mensais pela função que exerce, uma espécie de lobista, mas é registrado em carteira com um salário de R$ 4 mil, o mesmo que recebia no ministério da Saúde, segundo o jornal.

A notícia traz ainda mais complicações para Padilha, pré-candidato ao governo de São Paulo, que nega veementemente ter indicado Marcus Moura para a empresa laranja do doleiro. Em coletiva na sexta-feira, o petista ameaçou processar André Vargas e todos os que envolverem seu nome na trama.

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