23 de março de 2016
por Esmael Morais
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Luiz Manfredini: “Dilma já fala grosso”

Artigo de Luiz Manfredini*

Contrariando a praxe de seu habitual comedimento, a presidente Dilma Rousseff pronunciou um duro discurso durante a posse do ex-presidente Lula na Casa Civil, no último dia 17, em Brasília. A posse que está sendo objeto de contestações junto ao Supremo Tribunal Federal, mas o que nos importa aqui são as palavras da presidente. Numa clara alusão ao juiz Sérgio Moro, Dilma disse: “Convulsionar a sociedade brasileira em cima de inverdades, métodos escusos e práticas criticáveis viola princípios e garantias constitucionais e os direitos dos cidadãos. E abrem precedentes gravíssimos. Os golpes começam assim”.

Mais: “Interpretação desvirtuada, processos equivocados, investigações baseadas em grampos ilegais não favorecem a democracia neste país. Quando isso acontece, fica nítida a tentativa de ultrapassar o limite do estado democrático e cruzar a fronteira do estado de exceção”.

E acrescentou, referindo-se ao grampo telefônico de que foi vítima: “Não há Justiça quando as leis são desrespeitadas. Não há justiça para os cidadãos quando as garantias constitucionais da própria Presidência da República são violadas”.

Dias depois, em Pernambuco, repetiu a dose.

Para esta semana estão previstos encontros com a imprensa internacional, quando Dilma pretende, pelo que se noticia, acusar o golpe que está sendo tramado no Brasil. Talvez faça coro com o presidente equatoriano Rafael Correa, segundo o qual há um processo de desestabilização dos governos democráticos na América Latina capitaneado pelos Estados Unidos. Uma espécie de Plano Condor para os tempos atuais.

Já há pouco mais de um mês, na abertura do 12º Congresso da CUT, em São Paulo, ela ensaiou reação mais enfática, mostrando-se firme, incisiva, dura em certos momentos, embora, como sempre, sem a retórica (que não tem) que conferiria às suas palavras o tom justo e mais adequado da indignação.

Disse: “Eu me insurjo contra o golpismo e suas ações conspiratórias, e não temo seus defensores”. Acusando os golpistas de “moralistas sem moral” e de “conspiradores”, Dilma afirmou que eles “tentam obter o impeachment para interromper um mandato conquistado com 54 milhões de votos”, sem que haja acusação alguma à titular.

Prometeu “não se dobrar” e advertiu: “ Leia mais

14 de fevereiro de 2014
por Esmael Morais
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Justiça Eleitoral cassa Jacarezão e Aldnei, prefeitos de Quedas do Iguaçu e Almirante Tamandaré

Justiça eleitoral do Paraná reabriu a temporada de caça esta semana; os prefeitos de Queda do Iguaçu, Jacarezão, e Almirante Tamandaré, Aldnei, foram cassados; ambos podem recorrer, mas se confirmadas as sentenças ficam inelegíveis por oito anos; insegurança jurídica ainda afeta maioria dos municípios em virtude da judicialização da política e das eleições de 2012.

Justiça eleitoral do Paraná reabriu a temporada de caça esta semana; os prefeitos de Queda do Iguaçu, Jacarezão, e Almirante Tamandaré, Aldnei, foram cassados; ambos podem recorrer, mas se confirmadas as sentenças ficam inelegíveis por oito anos; insegurança jurídica ainda afeta maioria dos municípios em virtude da judicialização da política e das eleições de 2012.

O prefeito de Quedas de Iguaçu, Edson Jucemar Hoffmann do Prado (PP), Jacarezão!, teve o mandato cassado pela Justiça Eleitoral sob a acusação de compra de votos nas eleições de 2012. O município fica na região Centro-Sul e o presidente da Câmara, vereador Osni Soares da Silva (PTB), deverá assumir o comando da cidade em 48 horas, de acordo com a decisão judicial. ... 

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