11 de maio de 2015
por esmael
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TJPR julga dia 18 retorno de Maurício Requião ao Tribunal de Contas

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O Órgão Especial do Tribunal de Justiça do Paraná (TJPR) colocou na pauta do próximo dia 18 de maio o julgamento mandado de segurança que pede retorno do ex-secretário da Educação, Maurício Requião, ao cargo de conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE). O relator do caso é o desembargador Antonio Loyola Vieira.

O imbróglio com o irmão do senador Roberto Requião, ex-governador do Paraná, se arrasta desde 2008. Maurício foi afastado do TCE com base na Súmula Vinculante n.º 13, que proíbe a nomeação de parentes de autoridades dos três poderes para cargos de natureza administrativa.

O atual ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Luís Roberto Barroso, em 2009, deu parecer favorável ao retorno de Maurício Requião ao TCE. “O cargo de Conselheiro do Tribunal de Contas do Estado não se enquadra em qualquer das categorias de que cuida a Súmula Vinculante nº 13 do STF – cargo em comissão (apresente ele natureza política ou puramente administrativa) ou função de confiança – que, portanto, é inaplicável à situação do consulente” (clique aqui para ler a íntegra).

Em 2011, o governador Beto Richa (PSDB) e o presidente da Assembleia Legislativa, Valdir Rossoni (PSDB), anularam a eleição de Maurício Requião e realizaram outra sessão para escolher Ivan Bonilha ao mesmo cargo de conselheiro.

Agora, o retorno do ex-secretário da Educação poderá deixar o conselheiro Ivan Bonilha, aliado Richa, sem a cadeira. No entanto, o Ministério Público opina que a próxima vaga a ser votada pela Assembleia, em 2017, seria destinada para ajeitar a situação de ambos os contendores. Nessa fórmula, Bonilha e Maurício Requião continuariam no TCE.

O diabo é que o acordo de eleger o primeiro-secretário da Assembleia, Plauto Miró (DEM), seria novamente quebrado. O parlamentar que já fora preterido na última eleição, em 2013, que levou Fábio Camargo ao órgão de contas, teria de esperar mais um pouco… Leia mais

26 de abril de 2015
por esmael
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Garganta Profunda de Londrina: “Truculência de Beto contra professores destoa do velho Richa”

Um atento leitor do Blog do Esmael, que acompanha a história política do Paraná e do Brasil, fez uma interessante análise da tentativa do governo Beto Richa (PSDB) de impedir esta semana, com a força policial, a aproximação de manifestantes da Assembleia Legislativa.

Atendendo pelo codinome Garganta Profunda de Londrina, o leitor vai mais longe ainda ao sugerir que o verdadeiro herdeiro do saudoso ex-governador José Richa é José Richa Filho, o Pepe, irmão mais velho de Carlos Alberto (verdadeiro nome de Beto).

“… este sim, educado, ponderado, dotado de paciência e atenção com o interlocutor, ou seja, com perfil assemelhado ao do pai”, compara o Garganta, insinuando que Carlos Alberto pode se aposentar para ceder lugar ao legítimo herdeiro político do velho e bom Richa — Pepe Richa.

Leia a íntegra do texto:

“Esmael,

Como assíduo leitor, mas sem nunca ter me manifestado, trago algumas observações sobre o uso da PM para evitar o acesso ao Centro Cívico.

Em 1982, o Paraná elegeu José Richa para Governador.

Era um verdadeiro líder, afável no trato com as pessoas, não tinha nenhum estrelismo.

Jamais faria isso que seu rebento, Carlos Alberto, agora quer fazer.

Se algum assessor amalucado levasse a ideia de botar PM e Tropa de Choque para impedir acesso da população à praça e à Alep, seria imediatamente advertido pelo velho Richa.

Começo a achar que o verdadeiro herdeiro político do velho Richa, não é o Carlos Alberto, mas sim, o José Richa Filho, o Pepe, este sim, educado, ponderado, dotado de paciência e atenção com o interlocutor, ou seja, com perfil assemelhado ao do pai.

Beto parece não ter herdado as características políticas do seu saudoso pai.

Além de ter sido amigo dos professores e do funcionalismo, José Richa era um democrata, acostumado ao debate das ideias, sem truculência.

Vou lembrar um episódio, para ilustrar.

Na transmissão de cargo, em 1986, de José Richa para João Elísio, compareceu o ex-Presidente do Paraguai, o ditador Alfredo Strossener.

Dizem ter sido convidado por José Richa, que ficou com pena do velho caudilho morar quase na solidão, no exílio em Guaratuba.

Durante a solenidade, o então vereador de Curitiba, José Maria Correia, postou-se em frente ao palanque e fez o que muitos gostariam de ter feito: levantou um cartaz com os dizeres “FORA STROESSNER”.

Houve um natural constrangimento. A foto e o fato correram o mundo.

Nem por isso José Maria Correia foi admoestado ou perseguido por Richa.

Continuou no PMDB, exerceu cargos públicos e chegou a Diretor-Geral da Polícia Civil.

O mesmo democrata José Richa, comandou a arrancada pelas Diretas-Já, com o célebre comício da Boca Maldita, em Leia mais