5 de Março de 2014
por esmael
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Joaquim Barbosa decide na àfrica se será ou não candidato

do Brasil 247
Longe do braseiro que provocou ao reconhecer que penas da AP 470 foram elevadas artificialmente para evitar a prescrição, o presidente do STF, Joaquim Barbosa, cumpre agenda oficial na àfrica.

Enquanto advogados cobram sua saída da Corte e a possibilidade de um novo julgamento, o magistrado tem outra preocupação em mente. Declaradamente interessado em se engajar na política e com intenção de se aposentar este ano, ele tem sido cortejado por partidos políticos como arma de oposição à  reeleição de Dilma Rousseff.

Em pesquisas nacionais para presidente, ele chega a 15% das intenções de voto. O PSB, do presidenciável Eduardo Campos, e o PDT, de Carlos Lupi, estão no páreo para lançar o polêmico juiz em 2014.

No entanto, Barbosa parece mais propenso a aceitar o convite do PV. Segundo Ilimar Franco, do Globo, ele começou conversas informais com dirigentes do partido e prometeu pensar, na àfrica, na possível filiação.

A ideia é Barbosa disputar o Senado pelo Rio de Janeiro, na chapa de Alfredo Sirkis, candidato verde ao governo estadual.

O presidente do STF deve retornar ao Brasil no dia 10 de março, já com a decisão. Ele embarcou no último sábado (1!º) para uma semana de encontros com autoridades de Gana, Benin e Angola, para profundar as relações entre o Supremo brasileiro e países africanos.

Na volta, comandará a continuação do julgamento dos recursos do processo do chamado mensalão!. Derrotado na última fase dos embargos infringentes – Supremo absolveu oito acusados do delito de formação de quadrilha, Barbosa levará ao plenário a decisão se mantém ou não condenações a três acusados do crime de lavagem de dinheiro, entre eles o ex-deputado federal João Paulo Cunha (PT).

22 de setembro de 2013
por esmael
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Fase 2 do “mensalão” frustra ambições presidenciais de Joaquim Barbosa

do Brasil 247
Joaquim Barbosa quase chegou lá. E não se pode dizer que não tenha tentado. O “menino pobre que mudou o Brasil”, segundo uma capa recente de Veja, poderia ser hoje um dos nomes mais fortes da sucessão presidencial de 2014.

Poderia.

No entanto, a realidade não lhe sorriu. Se os embargos infringentes não tivessem sido aceitos por Celso de Mello na sessão da última quarta-feira do Supremo Tribunal Federal, provavelmente José Dirceu e vários outros réus do chamado “mensalão” teriam tido a prisão decretada por Joaquim Barbosa.

A capa de Veja deste fim de semana, em vez de um obituário que retrata a morte da Justiça no Brasil, seria mais um espetáculo com fogos de artifício e as fotos dos petistas algemados e presos.

Agora, na melhor das hipóteses para Joaquim Barbosa, isso só ocorrerá em meados de 2014.

Tarde demais para que ele extraia dividendos políticos de sua atuação como juiz.

Assim que os embargos foram chancelados por Celso de Mello, o presidente do Supremo Tribunal Federal poderia ter tentado um outro grande gesto teatral: a renúncia à  toga. Não seria tão eficaz quanto a prisão, mas renderia alguns holofotes a mais e alguns pontos que poderiam ser trabalhados na imagem de um presidenciável justiceiro !“ BatBarbosa !“ disposto a corrigir de vez o Brasil.

Agora, a realidade será bem mais dura. A fase dois da Ação Penal 470 permitirá que vários erros sejam revistos. O relatório final de Joaquim Barbosa, seguido pela maioria dos ministros do STF, será escarafunchado e contestado por vários juristas.

Este movimento teve início neste fim de semana, com a entrevista bombástica do jurista Ives Gandra Martins !“ um dos mais respeitados e menos petistas do País !“ à  jornalista Mônica Bergamo. Segundo ele, não há, nos autos, uma única prova contra José Dirceu (leia mais aqui).

Da mesma forma, alguns réus já se sentem mais à  vontade para apontar falhas no processo. Foi o que fez, em entrevista à  jornalista Vera Rosa, o de

9 de setembro de 2013
por esmael
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Ministros ensaiam transformar STF em trampolim para a política; e agora tucanonymous?

do Brasil 247
Sempre disposta, em seus tempos de presidente do Conselho Nacional de Justiça, a usar a mídia para amplificar seus atos no cargo, a juiza Eliana Calmon acaba de revelar o objetivo de sua postura.

Depois de aparecer em jornais e revistas como uma espécie de paladina da limpeza moral do Poder Judiciário, ela admitiu neste domingo 8 que pode ser candidata a senadora pela Bahia, por meio do Rede Sustentabilidade, da presidenciável Marina Silva, ou até mesmo tentar o governo do Distrito Federal, através do PDT. Em entrevista, Eliana gabou-se de estar recebendo insistentes convites das duas agremiações, inclinando-se, neste momento, pela legenda que está sendo montada por Marina (aqui).

Além da juiza que se tornou nacionalmente conhecida por detonar publicamente seus colegas de toga, outros togados importantes e famosos igualmente demonstram pendores para uma carreira político-partidária.

Antes de se tornar presidente do STF, Ayres Britto, sob o codinome Calim do PT, foi candidato a deputado federal pelo partido, sem o sucesso esperado. Hoje, imediatamente após se aposentar no STF, Britto é um dos principais auxiliares na área jurídica do Rede. Se quiser, neste partido ele terá as portas abertas para uma nova investida na política.

Nas pesquisas de opinião sobre o voto para presidente em 2014, o atual presidente do Supremo, Joaquim Barbosa, sempre aparece em destaque. Mesmo sem ter, ainda, uma filiação partidária, ele, na prática, efetuou um culto à  própria personalidade como relator da Ação Penal 470, primeiro, e, atualmente, no cargo mais alta da Corte. Teatral e intempestivo, Barbosa ganha as manchetes como um destemido com pressa de prender os corruptos. Na chefia do CNJ, seguindo o exemplo de Eliana, ele brilha na mídia tradicional com ataques seguidos a magistrados.

ALTO RISCO NAS DECISà•ES – O problema com juízes que buscam a trajetória política é o alto risco embutido de que tenham conduzido sua carreira de decisões jurídicas mais para atender aos humores do público do que em linha com a palavra fria da lei. Entre uma sentença de aplauso fácil e outra de difícil compreensão imediata, mas tecnicamente mais correta, a tendência entre magistrados afeitos à  política é escolher a primeira alternativa. Aclamados pelas multidões, apenas esperam o momento certo para mostrarem suas verdadeiras intenções !“ como Eliana Calmon faz agora, depois de atuar pesado na desestruturação da máquina judiciária que considera corrompida.

à‰ difícil distinguir, num juiz que quer ser político, onde termina o primeiro para começar o segundo. Cidadão especial, com uma série de garantias constitucionais para o exercício da magistratura, ele não abre mão de nenhum dos recursos de seu cargo até o momento de declarar seu novo destino. Obtém, assim, uma grande vantagem competitiva