19 de Fevereiro de 2018
por esmael
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Juiz Sérgio Moro rejeita abrir doações empresariais para institutos de FHC, Sarney e Itamar

Em meio à intervenção militar no Rio, passou batido para muita gente a negativa do juiz Sérgio Moro para que as doações empresariais aos institutos de FHC, Sarney e Itamar fossem abertos. O pedido para que viessem a público essas informações partiu de Paulo Okamotto, presidente do ‘devassado’ Instituto Lula. Leia mais

11 de dezembro de 2015
por admin
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Coluna do Bruno Meirinho: Um vice não tão decorativo assim

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Bruno Meirinho*

Nessa semana, fomos entretidos por uma série de episódios da crise política, que ganha contornos novelescos. Entre os episódios, a carta do vice, Michel Temer, à Dilma, que “vazou” para a imprensa.

Na carta, Michel Temer queixava-se de estar sendo “escanteado”, de não ter posições tão relevantes. Em síntese, Temer considerava-se um “vice decorativo”, utilizado tão somente para aplacar as crises do PMDB.

A carta, obviamente, foi apenas uma mise-en-scène de Temer para anunciar publicamente o movimento de distanciamento com a presidência, o que é muito útil para ele nesse momento de crise política.

Com as movimentações apressadas do presidente da câmara, que acolheu o pedido de impedimento de Dilma Rousseff, aceleram-se as articulações em torno de Temer, sucessor legal da presidência da república no caso de afastamento da titular.

E já há algum tempo, setores da oposição aproximam-se de Temer, visando o contexto do impeachment. Um dos mais recorrentes é José Serra, do PSDB de São Paulo, que vê no cenário atual um dejà vu de 1992, quando o hoje senador pelo PTB de Alagoas, Fernando Collor, foi apeado da presidência da república.

Serra planeja ser o ministro da fazenda, mesmo cargo ocupado por Fernando Henrique Cardoso no mandato de Itamar Franco, vice de Collor que concluiu os últimos anos de mandato. Depois da empreitada, FHC foi presidente da república por 8 anos. Se tudo der certo, o roteiro seria repetido com Serra.

Mas há alguns ponteiros a acertar. Será que alguém estaria disposto a assumir a presidência na atual crise econômica? Otimistas dizem que a crise política é a mais grave, e, se resolvida, haveria melhores resultados na economia.

Estes mencionam até a queda do dólar na mesma semana em que Eduardo Cunha dera início ao trâmite do processo de impeachment, mas esquecem de comentar que a moeda americana já vinha em queda algum tempo antes, e que

11 de outubro de 2014
por esmael
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Coluna do Gomyde: Quando penso no futuro, não esqueço do passado

Ricardo Gomyde*

A sabedoria popular consagrou a verdade de que não se decide pelo futuro sem pensar no passado. Nessa fase final das eleições presidenciais, esse sábio conselho ganha ainda mais importância. Afinal, o Brasil estará simplesmente dizendo se quer o progresso ou o retrocesso. A opção pelo progresso está aí, aos olhos de todos !” como venho apontando aqui neste espaço. Já o retrocesso não é tão visível. Para vermos melhor a sua face precisamos fazer um breve passeio pelo tempo, voltando precisamente ao ano de 1993, quando a proposta de governo do PSDB ganhou sujeito, predicado e objeto direito.

Naquele ano ocorreu a nomeação de Fernando Henrique Cardoso (FHC) para o cargo de ministro da Fazenda. O presidente da República, Itamar Franco, estava sob pressão de setores conservadores que exigiam a aplicação de programa econômico mais radical. A posse de FHC foi saudada até por ninguém menos que o secretário de Estado norte-americano, Warrem Cristopher, que ligou para parabenizar o novo ministro. Ele chegou dizendo que precisava botar a casa em ordem!. Isso não significa intervenção no mercado!, ressaltou. Estava dada a senha.

O novo ministro afirmou que não reduziria os juros, que não alteraria o Programa Nacional de Desestatização !” ele manteve o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) como comitê de administração das privatizações até o último dia do seu governo, em 31 de dezembro de 2002 !” e que não incluiria em sua política econômica qualquer item de política social, chamada por ele de populismo!. Dias terríveis aguardavam a nação.

Investida contra o Estado

A arrumação da casa! começou com o chamado Plano Verdade!, que consistia basicamente em arrochar investimentos públicos. Os direitos sociais e trabalhistas eram o principal alvo. A primeira investida de FHC contra os trabalhadores foi a ferrenha oposição à  lei salarial aprovada pelo Congresso Nacional. Para ele, o reajuste mensal era uma esquisitice que serve de âncora para a taxa de inflação!.

Em 1994, FHC seria o principal personagem do país. Já em janeiro, ele ocupou a televisão para pressionar o Congresso Nacional a aprovar seu programa econômico e iniciar sua indisfarçável campanha à  Presidência da República. Logo após lançar o Plano Real!, ele deixou o Ministério da Fazenda para oficializar sua candidatura. O trator neoliberal não poupava ninguém. Nem o presidente da República, Itamar Franco, que ousou opinar sobre algumas medidas anunciadas pela equipe econômica.

A mídia atacou Itamar violentamente quando ele disse que o Congresso Nacional deveria regulamentar o artigo da Constituição que determina o limite de 12% ao ano para a taxa de juros !” antevendo o estrago que a turma de FHC promoveria. O presidente, no entanto, já era quase uma voz isolada no país. Mas logo se veria que sua preocupação tinha razão de ser !” no primeiro dia útil do Real, a taxa de juros, puxada pelo Banco Central (BC), disparou, chegando aos 12%. Até o fim da era FHC!, o país nunca mais viu juros abaixo deste patamar. Um ano depois, já estava em 60%. O passo seguinte seria a investida contra o Estado !” abrangendo a União, os estados e municípios. O estrago que a confraria neoliberal promoveria no país estava apenas começando.

São Francisco de Assis

Com toda essa mobilização conservadora, o neoliberalismo venceu as eleições !” ganhadas por FHC já no primeiro turno. O novo presidente agregou em sua pasta figuras notórias do conservadorismo econômico brasileiro !” classificadas por ele como notáveis! !” e promoveu um festival de arbitrariedades assim que a poeira da posse abaixou.

A pretexto de domar a inflação, uma necessidade que unia o país, ele deu sinal verde para o Banco Central fazer dos juros astronômicos a âncora da estabilidade, promovendo uma verdadeira orgia financeira à s custas no arrocho da produção (gerando desemprego elevadíssimo), dos serviços sociais (saúde, educação e segurança, basicamente) e dos direitos dos trabalhadores. Tudo isso amarrado por um pacote para escorar o Plano Real! e descarregar mais um pouc