23 de setembro de 2015
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Coluna do Reinaldo de Almeida César: Richa e seu supersecretário importado querem colocar os paranaenses no pelourinho

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Reinaldo de Almeida César*

Confesso que se alguém tivesse apenas me contado, não acreditaria. Se eu tivesse lido, então, esfregaria os olhos para reler e confirmar.

Nada disso. Ouvi. Foi pelas ondas da Rádio CBN que o supersecretário da Fazenda, Mauro Ricardo Costa, falando sobre o projeto de majoração do Imposto de Transmissão Causa Mortis e Doação (ITCMD), pronunciou a peitos abertos, com o indisfarçável sotaque carioca, que “aquela elite que tem alta renda não quer se sacrificar para compensar uma redução das pessoas de menor renda”.

Como assim? O projeto enviado para a Assembleia Legislativa (Alep) previa aumentar de 4 para 6% a alíquota do imposto para bens entre 300 e 700 mil e de 4 para 8% o imposto a incidir na transmissão por herança ou doação para bens acima de 700 mil. Isso é elite para o supersecretário?

Já se divulgou que o supersecretário amealha o seu salário mensal de quase 30 mil reais e ainda abocanha polpudos jetons em cinco conselhos. Em alguns meses de Paraná, portanto, o supersecretário, estaria na “elite”?

O supersecretário cometeu uma das mais nefastas impropriedades para um gestor público: estimular a divisão de classes. Deu voz a um discurso maniqueística do rico contra o pobre. E eu que achava que os discursos contra a “zelite” estivessem do outro lado da rua.

***

Em boa hora, outras vozes se levantaram, agora na Alep, entre elas, a do experiente deputado Plauto Miró (DEM).

Não demorou muito e os luas pretas que orbitam o Palácio, alguns com segundas e terceiras intenções, outros mirando o prédio vizinho recheado de contas e poder, começaram o sórdido ataque, procurando vincular, de forma covarde, Plauto Miró a interesses de abastados e oligarcas, castas que seriam contrárias ao projeto de aumento do ITCMD.

Conheço o deputado Plauto Miró há muitos anos. Embora com pequena diferença de idade, convivemos na nossa adolescência e juventude em Ponta Grossa.

Todos nós, à época, sabíamos

17 de setembro de 2015
por admin
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Coluna do Requião Filho: O cheque em branco e a tentativa do pacotaço 3

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Requião Filho*

Faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço. Este deve ser o lema do governo estadual quando o assunto é gestão pública. Sim, só pode ser! Critica o governo federal pela criação de novos impostos, diz que o certo seria cortar gastos, mas não faz diferente aqui no Paraná.

Beto Richa morde e assopra. Envia e retira um pacote de “maldades” com itens desconexos e outras providências. Queria ele colocar o bode na sala mais uma vez! Não fosse a pressão dos deputados, tais medidas acertariam em cheio o bolso dos paranaenses e, nas entrelinhas do projeto, autorizaria a venda de ações da Copel e da Sanepar, pelo executivo, sem qualquer chance de intervenção parlamentar.

Rápido como um raio, o Projeto de Lei 662/2015, vulgo “Pacotaço Parte 3”, chegou e já teve a maior parte de seu conteúdo retirado. A começar pelo item que previa a criação de uma nova régua financeira para a cobrança do imposto sobre heranças e pensões. A ideia era boa, mas a estratégia e as intenções piores possíveis!

A progressão do  Imposto de Transmissão Causa Mortis e Doação (ITCMD) que poderia parecer uma justiça fiscal, beneficiando quem tem menos condições e cobrando dos mais abastados, era uma armadilha, mais uma tentativa desmedida de aumentar a arrecadação para cobrir o rombo nas contas. E nas propagandas, lá vai ele novamente repetir aos desinformados: “o Paraná que segue em frente”, quando na verdade é “o Paraná que segue atolado com dívidas e em escândalos de corrupção”.

Não se engane! O Governo está correndo atrás de medidas desesperadas para fazer caixa, dando a entender que o rombo no Estado é ainda maior do que se imagina. Para querer escancarar a porteira para o Executivo fazer o que bem entender com as empresas públicas, notem que isto, aos poucos, esvaziaria todo o patrimônio estatal e deixaria o Paraná à míngua.

O buraco é mais embaixo, meus amigos! Para quê dar um cheque em branco a quem já mostrou que não sabe administrar? O Paraná não é bobo!

*Requião Filho é advogado, deputado estadual pelo PMDB, vice-líder da oposição na Assembleia Legislati