22 de maio de 2014
por Esmael Morais
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Tarifaço do Beto: Copel quer 30% de aumento na conta de luz

Via Folha de Londrina

Apesar de ainda não ser oficial, especula-se no mercado de energia que a Copel deve pleitear um reajuste de 30% na tarifa para a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Depois da solicitação, a agência reguladora analisa o pedido e autoriza qual será o percentual de alta. Em seguida, o governo do Estado decide se aplica ou não o valor definido pela Aneel a partir de 24 de junho.

No final de março, o presidente da Copel, Lindolfo Zimmer, afirmou à  FOLHA que não esperava um reajuste menor do que dois dígitos para 2014. Vai ajudar compor o aumento deste ano e o restante do reajuste de 2013, que o Estado decidiu não aplicar. No ano passado, a Aneel autorizou um reajuste médio de 14% para a Copel. Mas, em meio à  onda de protestos no País, o governador Beto Richa decidiu aplicar 9,55%, na média, sobrando um “saldo residual” de reajuste de 4,27%.

A Copel informou que vai enviar o pedido de reajuste deste ano para a Aneel até amanhã. A Aneel confirmou que ainda não recebeu o pleito da Copel e que vai divulgar o percentual solicitado pela estatal paranaense no dia 9 de junho.

Segundo a Copel, quatro variáveis vão influenciar na definição do aumento: custos operacionais da estatal já definidos em 1,5%, componentes financeiros, diferimento de 4,27% que sobrou da alta de 2013 e a parcela A, relativa à  compra de energia no mercado livre. Também deve pesar na conta a redução de 18% a 22% que o governo federal realizou nas tarifas de energia em janeiro de 2013.

O balanço da companhia no primeiro trimestre deste ano apontou lucro líquido de R$ 583 milh Leia mais

11 de novembro de 2013
por Esmael Morais
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Richa prestigia Serra, autor de lei que dá prejuízo de R$ 35 bilhões ao Paraná

O ex-governador de São Paulo José Serra (PSDB) esteve nesta segunda (11), em Curitiba, na sede da Associação Comercial do Paraná (ACP), onde discorreu sobre a economia brasileira. O tucano aproveitou para elogiar o bom momento que o estado vive em função do pleno emprego. à‰ óbvio que sobrou alfinetada para o governo Dilma Rousseff (PT).

Se o Brasil crescesse no mesmo ritmo teria um cenário econômico muito melhor!, comparou Serra, que foi entusiasticamente aplaudido pelo governador Beto Richa (PSDB).

O diabo é que na prática o ex-governador paulista é algoz de todos os paranaenses. Ao invés das palmas, caberiam ensurdecedoras vaias. Mas seria esperar demais de uma organização (ACP) que é contra o feriado da Consciência Negra.

O correto seria as entidades produtivas e a Assembleia Legislativa aprovassem título a José Serra de “persona non grata” nas terras das araucárias pela explicação adiante.

Na Constituinte de 1988, o então deputado José Serra fez lobby para mudar a legislação que dispõe sobre a cobrança do ICMS sobre energia elétrica, petróleo e gás natural.

A legislação geral do ICMS estabelecia que o imposto deveria ser cobrado na origem, onde energia elétrica, petróleo e gás natural são produzidos. Mas a emenda constitucional do deputado José Serra abriu uma exceção, fixando que o imposto deveria ser cobrado no destino, onde esses produtos são consumidos.

Esta esperteza tributária, que quebrou os princípios do pacto federativo, foi feita sob medida para promover o desenvolvimento da indústria paulista e do vizinho estado de São Paulo, que não tinha energia na quantidade necessária para sustentar o seu crescimento.

Por causa do lobby do tucano Serra, que só pensou nos interesses de São Paulo, desde 1989, o Paraná perde, em média, R$ 1,5 bilhão por ano, em impostos que deixa de arrecadar. Desde que a lei foi aprovada, as perdas paranaenses já somam R$ 34,5 bilhões.

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