30 de junho de 2015
por Esmael Morais
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Coluna do Enio Verri: “Federalização não é a solução”

federalizacaoEnio Verri*

O Paraná é um Estado privilegiado em relação aos demais no quesito ensino superior. Nossa rede de universidades estaduais é reconhecida no Brasil, e até mesmo no exterior, pela qualidade do ensino e relevância das pesquisas desenvolvidas por aqui. O ranking publicado pela “QS – Quacquarelli Symonds Universisty Rankings: Latin America 2015”, divulgado no início de junho, coloca três das nossas universidades entre as 150 melhores instituições de ensino da América Latina.

As universidades públicas são ainda um importante vetor para o desenvolvimento regional do Estado. Mais do que capacitar cidadãos e atrair pesquisadores, nossas instituições produzem conhecimento levando em consideração as particularidades e necessidades regionais e são instrumentos fundamentais para estimular e movimentar a economia local.

Tanto é que os municípios mais desenvolvidos do interior são aqueles onde estão instaladas nossas universidades: Unicentro (Universidade Estadual do Centro Oeste), UEL (Universidade Estadual de Londrina), UEM (Universidade Estadual de Maringá), UENP (Universidade Estadual do Norte do Paraná), Unioeste (Universidade Estadual do Oeste do Paraná), Unespar (Universidade Estadual do Paraná) e a UEPG (Universidade Estadual de Ponta Grossa). Juntas, as instituições possuem mais de 75 mil estudantes, 7 mil docentes e mais de 8 mil agentes universitários.

Historicamente, independente de posições partidárias, nossos governadores sempre valorizaram, na medida do possível, as universidades estaduais. Houve, ao longo do tempo, ampliação no número de instituições e aumento exponencial na quantidade de vagas e cursos oferecidos para a comunidade. O governo do PSDB, entretanto, representa uma ruptura histórica com esta concepção. Leia mais

23 de junho de 2015
por Esmael Morais
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Após 2 meses, greve nas universidades estaduais vai chegando ao fim

uesApós quase sessenta dias de greve, os professores e servidores das universidades estaduais do Paraná devem voltar ao trabalho nos próximos dias, mesmo sem ter a maioria de suas reivindicações atendidas.

Hoje pela manhã, os professores da Universidade Estadual de Londrina (UEL) decidiram pela suspensão da paralisação. Agora à tarde, os servidores da UEL se reúnem e devem optar pela mesma decisão. Leia mais

19 de junho de 2015
por Esmael Morais
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Beto Richa agora tenta desmoralizar os professores universitários do Paraná

O governador do Paraná, Beto Richa (PSDB), entrou numa cruzada perigosa para desvalorizar a educação. Números distorcidos divulgados pela Secretaria de Educação (SEED) tentam mostrar que em mais de cem municípios há professores recebendo salários superiores aos dos prefeitos.

Além de mentirosa, a iniciativa denota a visão de que os educadores não merecem, na visão deste governo, receber salários justos. Décadas de dedicação ao ensino, cursos de especialização, mestrado, doutorado e pós-doutorado são lixo na visão de um governador que trata os educadores na base de bombas e tiros, como todos presenciaram no massacre em 29 de abril.

Pois bem, a mesma tática está sendo aplicada contra os professores universitários.

Como as universidades continuam em greve, o jogo sujo agora visa desmoralizar os professores das universidades estaduais. A ideia é a mesma: fazer a população acreditar que esses profissionais já ganham muito, e que suas reivindicações são descabidas.

Mas as universidades estaduais são os motores do desenvolvimento do Estado. São elas que geram e compartilham o conhecimento que proporciona o desenvolvimento da sociedade. O sucateamento das universidades só interessa a quem prefere o atraso e a submissão.

Sem desvalorizar um vereador, prefeito ou deputado – que foram eleitos com o voto do povo – seus salários não podem ser comparados aos de pesquisadores, mestres, doutores, que dedicam a vida à ciência, como se não fossem merecidos.

Muitos desses professores seriam bem-vindos na iniciativa privada, mas o prejuízo seria incalculável para a sociedade paranaense.

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16 de junho de 2015
por Esmael Morais
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Professores e servidores das universidades estaduais mantêm greve e pressionam deputados pelos 8,17%

uesOs professores e servidores das universidades estaduais estão em greve desde o final de abril. Os calendários acadêmicos e os vestibulares já estão suspensos. O movimento começou para barrar o confisco da previdência pelo governador Beto Richa (PSDB), mas prosseguiu na luta pelo cumprimento da data-base com o reajuste de 8,17%.

Mesmo com a suspensão da greve das outras categorias do funcionalismo, os servidores técnicos e docentes das universidades estaduais tentam fazer a diferença na tramitação do reajuste dos servidores na Assembleia Legislativa. Os grevistas se articulam com a oposição e tentam convencer a bancada independente votar a favor da emenda que garante os 8,17% já, retroativos a maio. Leia mais