31 de março de 2014
por Esmael Morais
54 Comentários

50 anos: para jamais esquecer o golpe fascista-militar no Brasil; assista

Vários brasileiros tombaram lutando pelo restabelecimento das liberdades democráticas no Brasil; segmentos ultradireitistas, saudosos, pedem a volta do regime fascista-militar quando o golpe completa 50 anos; período das trevas, entre 64 e 85, foi marcado por prisões ilegais, torturas, assassinatos de oponentes aos golpistas; país pode rediscutir Lei de Anistia e há quem defenda a criminalização daqueles que fazem apologia à  ditadura; assista ao vídeo com documentário "15 filhos", que retrata como era a vida de filhos de guerrilheiros.

Vários brasileiros tombaram lutando pelo restabelecimento das liberdades democráticas no Brasil; segmentos ultradireitistas, saudosos, pedem a volta do regime fascista-militar quando o golpe completa 50 anos; período das trevas, entre 64 e 85, foi marcado por prisões ilegais, torturas, assassinatos de oponentes aos golpistas; país pode rediscutir Lei de Anistia e há quem defenda a criminalização daqueles que fazem apologia à  ditadura; assista ao vídeo com documentário “15 filhos”, que retrata como era a vida de filhos de guerrilheiros.

Eu não era nascido ainda, mas a História ensinou-me desde cedo que o golpe militar em 31 de março de 1964 manteve o Brasil nas trevas por 21 anos. “Os anos de chumbo” mesclaram participação de golpistas civis e militares nesse sombrio período de crimes contra a vida e à s liberdades individuais. Uma geração de inteligência foi exterminada nos porões de tortura, na censura ou foi eliminada fisicamente por fazer oposição ao regime fardado. ... 

Leia mais

14 de novembro de 2013
por Esmael Morais
21 Comentários

Ex-presidente Jango recebe honra de chefe de Estado

da Agência SenadoOs restos mortais do ex-presidente João Goulart chegaram, no fim da manhã desta quinta-feira (14), à  Base Aérea de Brasília, onde foram recebidos com honras de chefe de Estado, em cerimônia que contou com a participação da presidente da República, Dilma Rousseff, dos ex-presidentes Luiz Inácio Lula da Silva, Fernando Collor de Melo e José Sarney, do presidente do Senado, Renan Calheiros, e de outros senadores, deputados e ministros.

Devido a um atraso no trabalho de exumação em São Borja (RS), a urna chegou por volta de 11h30 à  capital federal. Na Base Aérea, a urna foi recebida com uma salva tiros e a execução do Hino Nacional. De lá, foi conduzida, numa van sob escolta, ao Instituto Nacional de Criminalística (INC), onde serão feitas coletas para a realização de mais exames, inclusive antropológico e de DNA.

– Isso [exumação] é fundamental para a recomposição da verdade histórica. O próximo passo é o Congresso Nacional anular esta triste sessão de 1!º de abril de 1964, que declarou vaga a Presidência da República. Já obtivemos o compromisso dos líderes e do presidente do Senado e tenho certeza de que, assim o faremos na próxima terça-feira [19], aprovar o projeto de resolução que restaura a justiça – afirmou o senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP).

Na opinião do parlamentar, comprovado o assassinato de Jango, ficará claro que as ditaduras latino-americanas se uniram para praticar crimes a aniquilar lideranças políticas.

– O que está sendo exumado não é só o ex-presidente, mas as entranhas de um período da história brasileira que não pode se repetir – afirmou.

Emocionada, a presidente Dilma manteve-se ao lado da viúva de Jango, Maria Tereza Goulart. Juntas, depositaram uma coroa de flores no caixão. Pelo twitter, a presidente disse que a solenidade é uma afirmação da democracia no Brasil!.

Também participaram da solenidade os senadores Pedro Simon (PMDB-RS), Eduardo Braga (PMDB-AM), Eunício Oliveira (PMDB-CE), Acir Gurgacz (PDT-RO), Randolfe Rodrigues (PSOL-AP), José Pimentel (PT-CE) e Eduardo Suplicy (PT-SP).

Exumação

A exumação dos restos mortais de João Goulart terminou na madrugada desta quinta-feira, depois de mais de 18 horas de trabalho envolvendo 12 peritos, incluindo profissionais de Cuba, Argentina e Uruguai.

Essa foi a primeira exumação de um ex-presidente no Brasil. Jango morreu no exílio, na Argentina, em 1976. A causa oficial da morte foi infarto, mas a família acredita na hipótese de que ele tenha sido e Leia mais