23 de novembro de 2018
por Esmael Morais
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Sob Bolsonaro, escolas terão de comemorar o golpe militar de 1964

O recado foi dado pelo futuro ministro da Educação, Ricardo Vélez Rodriguez, anunciado nesta quinta (22) pelo presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL). ... 

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15 de novembro de 2018
por Esmael Morais
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Diretor do Santander será o presidente do BC no governo de Bolsonaro

O economista Roberto Campos Neto vai presidir o Banco Central (BC) no governo do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL), informou nesta quinta-feira (15) o futuro ministro da Economia, Paulo Guedes. ... 

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4 de agosto de 2018
por editor
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BOMBA! Globo admite apoio ao golpe; assista

A jornalista Miriam Leitão leu uma nota em que a Rede Globo admitiu ter apoiado o golpe de 1964 que deu início a 21 anos de ditadura militar. A declaração foi uma resposta ao presidenciável Jair Bolsonaro (PSL), que foi entrevistado pelo canal Globo News na noite de ontem (3).  ... 

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26 de março de 2015
por Esmael Morais
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Zeca Dirceu: “Os 30 anos de liberdade não serão derrubados no Brasil”

Zeca Dirceu*

“O golpe militar de 31 de março de 1964 foi o mais longo período de interrupção democrática pelo qual passou o Brasil durante a República. Qualificado pela história como “os anos de chumbo”, o período da ditadura foi marcado pela cassação de direitos civis, censura à imprensa, repressão violenta das manifestações populares, assassinatos e torturas”. O trecho é de uma reportagem feita pelo jornalista Marcos Chagas, da Agência Brasil, em 2011.

Neste 2015 completamos 30 anos de democracia no país, após um longo período ditatorial, que deixou centenas de brasileiros e brasileiras marcados pela sombra da tortura e outros inúmeros mortos, desaparecidos. Neste 2015, porém, vivemos também um período dúbio: ora sombrio, ora duvidoso.

Sombrio pelo fato de haver pessoas pedindo uma intervenção militar no país. Duvidoso porque é praticamente impossível acreditar que sabendo o que foi o período de ditadura militar no Brasil haja cidadãos defendendo este tipo de regime.

Na década de 60, quando houve o golpe, uma série de fatores culminaram com a ascensão da ditadura. No ano de 1961, com a renúncia do presidente Jânio Quadros, foi feita emenda constitucional que instituiu o parlamentarismo no país até 1963, quando foi realizado o plebiscito que decidiu pelo presidencialismo. Em 31 de março de 1964, como diz a historiografia oficial, na madrugada de 1º de abril, começou um dos períodos mais vergonhosos do nosso país.

João Goulart, então vice-presidente, ocupou legalmente a sucessão presidencial, mas foi deposto por golpistas. Jango defendia direitos trabalhistas. Dias antes do golpe, no emblemático comício na Central do Brasil, afirmou que faria reformas de base, garantindo direitos para brasileiros e brasileiras antes esquecidos. Esse foi o estopim para o golpe.

Hoje, 2015, já estamos maduros o suficiente para avaliar os malefícios de uma ditadura. No entanto, ainda há ecos do que foi o militarismo. Existem aqueles que pedem a saída da presidenta eleita democraticamente, por voto direto do povo, o que é lastimável. Ressalto que até 1985 não podíamos protestar contra governos, muito menos tínhamos direito de eleger um.

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27 de março de 2014
por Esmael Morais
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Os 50 anos do golpe militar no Brasil: “A presidente falará esta noite?”

Breno Altman*, especial para o 247Quando amanhecer o dia 31 de março, o país estará tomado pela recordação de um fato dramático. Milhões de brasileiros lembrarão !“ e serão lembrados !“ dos 50 anos da deposição do presidente João Goulart por uma aliança cívico-militar que imporia a longa ditadura dos generais.

Muitos artigos, reportagens e entrevistas, nos mais diversos veículos de comunicação, resgatam episódios daquele período. Homens e mulheres da resistência contam a epopeia da luta antifascista e o terror da repressão. Até cúmplices e protagonistas do golpe de 1964, como é o caso de boa parte da velha mídia, vertem lágrimas de crocodilo pela usurpação cometida.

Aberrações também têm vez. Militares da reserva, e oxalá que apenas esses, celebram o feito e reincidem na elegia ao crime de lesa-pátria que orgulhosamente exibem em sua biografia. Pequenos grupos de reacionários sem farda igualmente mostram suas garras.

Milhares e milhares de cidadãos, no entanto, estarão à  espera que se pronuncie a voz de uma mulher. Uma valente militante contra a ditadura, que enfrentou tortura e prisão. Quis o destino que essa combatente, Dilma Vana Rousseff, viesse a ser presidente da República no cinquentenário do regime militar. Ela poderia, como representante maior do Estado, falar à  nação sobre aquela era sombria.

Um discurso breve e contundente, que permitisse ao país fechar cicatrizes do arbítrio, determinar responsabilidades históricas e anular o ultraje institucional que ainda permite, a torturadores e assassinos, esconder seus crimes ou reivindicá-los com galhardia. Talvez algo parecido com as palavras abaixo entrelaçadas:

“Brasileiros e brasileiras

Dirijo-me essa noite à  nação, como presidente da República e comandante-em-chefe das Forças Armadas, para falar de um momento trágico de nossa história. Refiro-me ao golpe militar de 1964, que chega hoje a seu cinquentenário.

Oficiais de então, aliados a setores antidemocráticos do parlamento e da sociedade civil, levaram os três ramos de nossas estruturas militares a romper com a Constituição e suas melhores tradições republicanas, impondo um regime de terror e arbítrio que durou 21 anos.

O presidente João Goulart, governante legal e legítimo, foi derrubado porque a política de reformas que implementava, a favor da distribuição de renda e riqueza, em defesa da independência nacional e do nosso desenvolvimento, contrariava interesses poderosos, aos quais se alinharam os generais que assaltaram o poder.

Os protagonistas dessa sedição cometeram crime de Estado. Governaram através do terror, pisotearam a democracia, censuraram a imprensa e reprimiram as organizações populares. São responsáveis por delitos de lesa-humanidade.

Cabe a mim, pelas funções institucionais que exerço, pedir desculpas à  nação, em nome das Forças Armadas, por estes fatos que mancham nossa história.

Quero comunicar que ordenei, através do Ministério da Defesa, a leitura de ordem do dia, em todos os quartéis, condenando os crimes da ditadura, proibindo qualquer Leia mais

Esmael Morais 2009-2018. O Blog do Esmael é liberto das excludentes convenções mercantis Copyright ©. O site não cobra pelos direitos autorais, portanto, pode e deve ser reproduzido no todo ou em parte, além de ser liberado para distribuição desde que preservado seu conteúdo e o nome do autor. | A política como ela é em tempo real.

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