9 de outubro de 2018
por Esmael Morais
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Lula pede que Haddad pare de visitá-lo e dedique-se à campanha

O ex-presidente Lula pediu que o candidato a presidente Fernando Haddad (PT) deixe de visitá-lo na Superintendência da Polícia Federal em Curitiba e dedique-se somente à campanha eleitoral. ... 

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24 de agosto de 2018
por editor
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URGENTE: Congresso confirma obrigação do Brasil cumprir determinação da ONU

O presidente do Congresso, senador Eunício Oliveira (MDB-CE), publicou uma nota reafirmando a obrigação do Brasil em cumprir o “Pacto Internacional sobre Direitos Civis e Políticos” das Nações Unidas (ONU).  ... 

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28 de abril de 2018
por editor
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Relembre: Clima pesado na véspera do massacre de 29 de abril

No dia 28 de abril de 2015 o clima já estava mais que pesado no Centro Cívico. O entorno da Assembleia Legislativa do Paraná era uma praça de guerra e os servidores estaduais eram tratados como bandidos perigosos. O então governador Beto Richa (PSDB) mandava fechar ruas sem sequer comunicar ao então prefeito Gustavo Fruet (PDT). O acampamento de servidores havia sido invadido pela Polícia Militar na madrugada. ... 

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4 de abril de 2018
por Eugênio Aragão
Comentários desativados em Milhares se reúnem em Brasília na defesa de Lula e da democracia

Milhares se reúnem em Brasília na defesa de Lula e da democracia

A presidenta nacional do PT, senadora Gleisi Hoffmann, está comandando um ato público na Esplanada dos Ministérios nesta tarde (04). Enquanto isso, os ministros do Supremo Tribunal Federal decidem se acatam o Habeas Corpus preventivo do ex-presidente Lula. Está em jogo o cumprimento da Constituição Federal e o que resta de democracia no Brasil. ... 

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4 de abril de 2018
por Eugênio Aragão
Comentários desativados em Em nota, PT acusa Globo de incitar um novo golpe militar

Em nota, PT acusa Globo de incitar um novo golpe militar

O Partido dos Trabalhadores publicou na manhã desta quarta-feira (04) uma nota oficial acusando a Rede Globo de incentivar um novo golpe militar. Segundo a nota, a emissora quer “repetir o que fez em 1964, quando incitou chefes militares contra o governo constitucional de Jango Goulart.” ... 

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23 de março de 2016
por admin
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Coluna do Rafael Greca: Basta de xepa; Curitiba merece muito mais

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Rafael Greca*

O atual prefeito Gustavo Fruet (PDT) é prova viva da contradição. Dizem que estaria deprimido com a recente proclamação, pelo ex-presidente Lula, da “República de Curitiba”! E que isto estaria se refletindo na sua caótica desprefeitura. Fruet já teria vislumbrado que suas escolhas de 2012 inviabilizaram 2016.

O que precisa de reparos, não repara. E o que não precisa, repara. O que precisa de conserto, não conserta. E o que não precisa, desconserta. O que precisa de conservação, não conserva. O que precisa de finalização, não termina.

Os serviços públicos da nossa Prefeitura, outrora modelo, hoje parecem xepa.

O dicionário diz que “xepa” é sobra. Coisa pouca, coisa ruim. O nome dado às últimas mercadorias das feiras livres, produtos de menor qualidade, por isso oferecidos a pouco valor.

Xepa é também o nome dado àquela comida que sobrou do almoço, e será servida no jantar, requentada, sem o mesmo sabor.É gíria de jornalheiros a referir folha lida e desgastada, que foi colocada novamente a venda.

Xepa, no sentido de sobra de propinas, foi o nome dado pela Polícia Federaç à 26ª fase da Operação Lava Jato. Flagrou o marqueteiro de Gustavo Fruet (PDT), Gleisi Hoffmann (PT) e Enio Verri (PT) em transações com propinas que p Leia mais

21 de março de 2016
por admin
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Coluna da Gleisi Hoffmann: Obama foi pra Cuba; aqui o golpe

Gleisi Hoffmann*

Fiquei emocionada ao ver a chegada do presidente Barack Obama a Cuba, uma visita histórica que sela a reaproximação dos EUA com a Ilha revolucionária de Fidel Castro. Poucos acreditavam que isso seria possível, mas a determinação de um presidente americano negro, de um papa progressista e das reformas econômicas em Cuba, estão possibilitando-nos vivenciar esse pedaço da história tão importante para a democracia, autodeterminação dos povos e respeito entre Nações.

É importante registrar que a última visita de um presidente norte americano a Cuba foi em 1928!

Ao mesmo tempo a emoção fica embaçada, ao assistir, no nosso país, o maior da América Latina e que na história recente saiu de uma ditadura militar, uma crise política destinada a justificar um duro golpe nas regras democráticas e na nossa Constituição, a Constituição Cidadã, de 1988. O que faz isso acontecer? O ódio proliferar? Junto com essa gana em tirar uma presidenta legitimamente eleita pelo voto popular?

Desconstruir a imagem do maior líder popular que o Brasil já teve?

Muitos correrão a dizer que é a corrupção, praticada sem precedentes nestes governos do PT e liderada pessoalmente por Lula (o líder operário, que venceu todas as barreiras, se tornou presidente do Brasil e proporcionou a maior revolução econômico-social de nossa história).

Já escrevi sobre isso neste espaço. A corrupção é um problema global que afeta todos os países do mundo. Is Leia mais

17 de março de 2016
por admin
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Gleisi critica rebaixamento do papel do Supremo Tribunal Federal; assista

A senadora Gleisi Hoffmann (PT) criticou em pronunciamento na tarde desta quinta-feira (17) os colegas senadores que defendem que um Juiz de primeira instância teria mais competência para realizar um julgamento que os ministros do Supremo Tribunal Federal.

A declaração ocorreu durante a a sessão plenária do Senado em que se discutia as polêmicas e tentativas de sabotagem da nomeação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) como ministro Chefe da Casa Civil da presidenta Dilma Rousseff.

O raciocínio visava rebater a acusação de que Lula seria nomeado ministro para “furgir” da Operação Lava Jato; o que, segundo Gleisi, não faz sentido.

Assista ao vídeo com a fala da senadora Gleisi. 

“É preocupante quando vemos manifestações de colegas parlamentares alegando que um juízo singular, um juízo de exceção tem mais competência para fazer um julgamento no nosso país do que uma corte suprema, que tem seus ministros sabatinados por esta Casa por longas horas para que sejam nomeados. Como paranaense e curitibana, digo: nossa república é a República Federativa do Brasil. Ninguém est Leia mais

16 de março de 2016
por admin
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“Moro remete grampo presidencial para Globo ao invés do STF”, denuncia Gleisi Hoffmann

A senadora Gleisi Hoffmann (PT) publicou em seu twitter e também enviou mensagem ao Blog do Esmael comentando o vazamento do diálogo entre a presidenta Dilma Rousserff e o ex-presidente Lula, que será nomeado Ministro Chefe da Casa Civil. Leia a seguir:

A mensagem ao Blog foi semelhante: “Lamentável o que ocorreu hoje! Um juiz de exceção faz grampo de conversa telefônica do ex-presidente com a presidenta da República e, ao invés de remeter ao Supremo Tribunal Federal, remete a rede Globo. O Estado de Direito está em risco!”

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14 de março de 2016
por admin
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Coluna da Gleisi Hoffmann: 13 de março, uma despolitização perigosa

Gleisi Hoffmann*

O Brasil não precisa de política, de políticos, de partidos. A imprensa e o judiciário, aliás um juiz, darão conta dos problemas que acometem nosso país. Do enfrentamento à corrupção ao resgate da ordem. Tudo com muita indignação, ruas cheias de verde e amarelo, povo branco, bem tratado, com inimigo definido. Foi esse o retrato que ficou na minha cabeça das manifestações deste 13 de março.

Longe de minimizar, reconheço que os protestos foram expressivos e legítimos, mas sua base social, o perfil de quem participou, não trouxe mudanças, continua sendo a classe média mais tradicional. Não traduzem o sentimento do conjunto do país. Se estamos em uma crise econômica sem precedentes, como todos falam, inclusive os empresários que patrocinaram os atos, onde estavam as reivindicações da economia?

Emprego, renda, juros, salários, investimentos, programas sociais, saúde, educação?!

Onde estava o povo trabalhador e mais pobre deste país? Certamente assistindo as manifestações, procurando entender a que interesse tudo isso atende. Combater a corrupção? Talvez?! Mas por que não fizeram antes? E por que são tão seletivos? Desconfiado, o povão prefere aguardar para saber ao certo qual será o resultado para sua vida. Segue desconfiado e à margem de liderar um processo efetivo de mais mudanças.

A aposta na despolitização do processo é flagrante. A canalização do ódio e criminalização Leia mais

29 de fevereiro de 2016
por admin
Comentários desativados em Coluna da Gleisi Hoffmann: Para quem se governa

Coluna da Gleisi Hoffmann: Para quem se governa

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Gleisi Hoffmann*

Nas democracias, após o processo eleitoral, o governante eleito deve governar para todos, sem dúvida alguma. Entretanto, como as eleições são um processo de escolha entre candidatos e programas, um sai vitorioso. É esse que deve dar a linha ao governo, estabelecer suas prioridades. Caso contrário, não teríamos uma disputa eleitoral e sim uma formatação consensual.

Numa disputa eleitoral dificilmente se ganha, principalmente tratando-se de presidência da República no Brasil, com um único partido. Daí a importância das alianças, que agregam ideias coincidentes, não hegemônicas ou idênticas. Isso quer dizer que no governo essa coalizão vitoriosa também irá se manifestar e disputará, entre si, o programa de governo vitorioso, puxando-o mais para um lado do que para o outro.

Assim, torna-se mais necessário ainda ter consciência do que foi a linha mestra que deu vitória nas urnas, para não ficar à deriva das disputas internas, estimulando a oposição a querer interferir nos rumos do governo e fortalecer suas posições.

O governo da presidenta Dilma tem, e sempre teve, lado. A inclusão social é sua marca. Os programas do presidente Lula foram ampliados Leia mais

25 de fevereiro de 2016
por admin
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De olho em 2016, ‘Japa da Federal’ no PTN; Chistiane Yared parte para o PR

O troca-troca partidário promete ser intenso no Paraná até o próximo dia 19 de março, data fatal para a “janela da infidelidade”, quando os parlamentares podem mudar de sigla sem serem punidos com a perda dos respectivos mandatos. Também é o período de quem vai disputar as eleições de 2016 buscar um abrigo partidário.

Nesse balaio todo está o agente da Polícia Federal Newton Hidenori Ishii, o Japa da Federal, que deverá ingressar no PTN. Ele está de olho na Prefeitura de Curitiba. Antes, o Japa tentou o PSD, mas o partido apresentará o deputado estadual Ney Leprevost ao executivo da capital paranaense.

Quem também pulará a janela é a deputado federal Christiane Yared, a mais votada do Paraná, que deixará o PTN para filiar-se no Partido da República (PR). O convite foi formalizado pelo presidente estadual da legenda, o deputado federal Luiz Nishimori. A solenidade de filiação será no dia 7 de março.

Chistiane já havia se rebelado contra a direção do PTN e descumprido a orientação do partido de apoiar o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), envolvido em denúncias de corrupção. Ela também se queixava da falta da estrutura no PTN.

A mudança em si não representa uma grande guinada política para a deputada. Ela se elegeu na coligação da senadora Gleisi Hoffmann (PT) em 2014; e o PR compõe a base de sustentação do governo federal, inclusive ocupando o Ministério dos Transportes.

O único “porém” é que o PR esteve na coligação do governador Beto Richa (PSDB), mas não elegeu deputados estaduais.

Assim como o Japa da Federal, Cristiane Yared sonha com a Prefeitura de Curitiba. A deputada é lembrada para a vice do deputado Requião Filho (PMDB).

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17 de fevereiro de 2016
por admin
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Coluna do Rafael Greca: Fruet fecha até comércio ao deixar gente na rua da miséria

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Rafael Greca*

A atual gestão da Prefeitura de Curitiba, sob direção de Gustavo Fruet (PDT), tem fechado portas e cortado sonhos. Abandona, larga, descarta seres humanos na rua da miséria. A omissão do nosso primeiro mandatário e seu secretariado é corrosiva. Clama providências. Curitiba inspira cuidados.

O que fizeram da nossa Casa?

Como conseguiram, em tão pouco tempo, destruir a qualidade de vida de uma Cidade que já mereceu da ONU o Prêmio Mundial do Habitat 1996. Foi um reconhecimento mundial pela qualidade humanitária de nossas políticas públicas de desenvolvimento sustentável, ecologia, transportes, cidadania, saúde, segurança, cultura, educação e promoção social dos excluídos.

Fruet fechou a integração do Transporte Coletivo. Fechou portas dentro dos terminais, dividindo o público como se gado fosse, cada rebanho na sua baia, sem possibilidade de ir e vir com liberdade. Benefícios que todos os cidadãos metropolitanos já usufruíam desde 1993-1996 quando fui o Prefeito implantou a grande Rede Integrada Metropolitana de Transportes, com uma única tarifa social. Avanço social sem precedentes.

Fruet fechou a UPA da Fazendinha. Era para ter aberto ontem, mas, as obras não ficaram prontas. O material atrasou, a tinta não secou, o dinheiro não deu, a RPC noticiou ontem no jornal das 19:00 horas. O que não contaram é que – depois que Fruet entregou a Saúde Pública de Curitiba ao seu PT – uma UPA custa R$ 2 milhões por mês. Fechada, já durante três meses, e prometida só para daqui um mês, a UPA da Fazendinha pode “render” R$ 8 milhões à sanha arrecadadora desta ‘Prefs’ sem nenhum feito.

Fruet fechou o Farol do Saber da Praça Espanha. Pintado de preto, dizem que por obra da Copa, R$ 5 milhões depois, o Farol Miguel de Cervantes está transformado em cenário de abandono e cracolândia. Privado dos seus 15 mil livros, 10 mil deles em espanhol, síntese da literatura na língua de Dom Quixote, presente que consegui para Curitiba junto ao Instituto Cervantes , através do detentor do Prêmio Nobel de Literatura Mário Vargas Llosa que, ao meu tempo de prefeito, nos visitou. E deixou seu encantamento por escrito num artigo publicado no jornal El País. Naquela praça, transformada em cenário de repetidos homicídios, até a estátua de Cervantes, em bronze, presente do Rei da Espanha, sumiu, substituída po Leia mais

16 de dezembro de 2015
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Coluna do Rafael Greca: As alianças do casamento Fruet-PT foram compradas na joalheria OAS?

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Rafael Greca*

O prefeito Gustavo Fruet (PDT) está uma onça com sede. Mas não com sede de água. Uma onça com sede de outras onças. Das onças que ornamentam a nota de 50 reais.

Na contramão da economia popular, sem justificativa técnica, a toque de caixa, sem a devida audiência pública, Fruet criou e aprovou na Câmara dos vereadores mais nove novas taxas na cidade: 1.Taxa de Bloqueio de Estacionamento para Obras e Mudanças; 2.Taxa de Bloqueio Parcial de Calçada; 3. Taxa de Bloqueio em Faixa de Via Pública; 4. Taxa de Trânsito Especial; 5.Taxa de Caçamba; 6.Taxa Valet Park; 7. Taxa Operação Escola; 8. Taxa de Operação de Igreja; 9. Taxa de Eventos.

E, como se já não bastasse, no dia de fúria arrecadadora Fruet aumentou em 18% a Taxa de Iluminação Pública, no segundo aumento deste ano. Voracidade espantosa.

Taxas e multas de R$47,65, R$ 68,73, de R$ 68,73, R$ 99,23, de R$ 120,31, de R$ 164,80, de R$ 193,89, multiplicadas por Vagas de Estar que se cancelam temporáriamente, ou por horas trabalhadas de agentes públicos.

Taxas e multas que dificultarão a congregação religiosa; levantarão barreiras burocráticas contra a participação social; e encarecerão o preço dos serviços de logística, do embarque e desembarque, e que assim vão impactar no já combalido bolso dos consumidores, no seu bolso, por consequência.

Da taxa de eventos, nem procissão escapa. Seja Corpus Christi, seja Marcha para Jesus, seja Lavagem do Rosário em dia de Consciência Negra.

Pelo visto, lido e escutado, Fruet ainda não pensou na criação da Taxa para Ocupação de Calçadas e Marquises e Estações-tubo do morador abandonado pela abandonada F.A.S. fechada; nem a Taxa para Traficante de Crack e Drogas Sintéticas nas dezenas de centenas territórios liberados entregues ao descaso; nem a Taxa do Churrasquinho e das Batas Fritas nas Praças que enc Leia mais

11 de dezembro de 2015
por admin
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Gleisi Hoffmann: “Violência política contra a mulher presidente”

Violência política contra a mulher presidente

Gleisi Hoffmann*

Neste 10 de dezembro, dia internacional dos direitos humanos, finalizamos os 16 dias de enfrentamento à violência contra a mulher. Por ironia do destino, presenciamos a maior violência política praticada contra mulheres com o início descabido de um processo de impeachment contra a presidenta Dilma.

Violência, sim. Porque violência não é só física, é também verbal, emocional, moral e política. O que fez Dilma para merecer um impeachment? Qual o crime cometido? Recebeu propina? Tem conta no exterior? Barganhou com o Congresso? Interveio na polícia federal para cessarem as investigações da Lava Jato? Pressionou o Procurador Geral da República para parar com os processos?

São as Pedaladas Fiscais? Todos os outros presidentes postergaram pagamentos para bancos públicos. São os decretos de despesas sem anuência do Congresso? Outros também fizeram, inclusive governadores do PSDB.

Querer governar sem ter ganho no voto é violência sim, é golpe.

Dilma é a primeira mulher a governar o Brasil. Forte, corajosa, enfrentou a ditadura, preconceitos, enfrenta barganhas políticas, m Leia mais

7 de dezembro de 2015
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Coluna da Gleisi Hoffmann: A quem interessa o golpe?

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Gleisi Hoffmann*

Interessa a quem quer assumir o poder, de maneira mais rápida, sem ter que esperar até 2018, e mais fácil, sem precisar se submeter ao escrutínio das urnas.

São duas forças nessa situação, que contam com apoio de outros setores com interesses secundários: a oposição, capitaneada pelo PSDB, particularmente Aécio Neves, que não se conforma com a derrota; e parte importante do PMDB, que nunca ganhou uma eleição presidencial pela disputa no voto, capitaneado por Eduardo Cunha e, ao que parece, apoiado pelo vice-presidente Michel Temer, um constitucionalista, defensor da institucionalidade, da legalidade, que está perdendo a razão para a possibilidade de assumir o governo. A expectativa é que sua posição seja externada firmemente nesta semana em defesa da Constituição, como tem sido sua praxe histórica.

Rapidamente vão tentar me corrigir e dizer que interessa ao povo, que desaprova o governo da presidenta Dilma e que gostaria de vê-la fora da presidência.

O fato é que este argumento não é suficiente para um impeachment. Não há previsão constitucional para ele. A única previsão legal para a saída de um mandatário desaprovado pela população é a próxima eleição. É da democracia!

Impeachment não é um julgamento meramente político, porque se assim fosse, outros governantes também deveriam ser afastados, a começar pelo governador tucano do Paraná, Beto Richa, que além de alta desaprovação popular, tem denúncia de corrupção em seu governo, que teve mais de 80 servidores presos, inclusive seu primo. Além do mais, ele efetivamente atentou contra a Lei de Responsabilidade Fiscal, alterando a meta fiscal do Orçamento de 2014 depois de encerrado o ano, em abril de 2015. Isso sim foi uma pedalada, isso sim é crime. O que fará o PSDB?!

No caso de Dilma, não adianta falar em crime, seja de responsabilidade fiscal ou outro, porque não há, o que já foi evidenciado por amplo debate feito durante o final de semana por juristas renomados, como Celso Bandeira de Mello e Dalmo de Abreu Dallari, apenas para citar dois.

Entre os setores apoiadores do golpe, destaca-se o mercado financeiro, que logo se precipitou em avaliações entusiásticas com a possibilidade de Dilma sair e entrar o PMDB com sua “ponte para o futuro”. O mercado vive de expectativa e especulação, e ultimamente tem apostado na negativa. Tirar direitos trabalhistas, desvincular o salário mínimo da inflação, deixar avançar o desemprego, são pontos que lhe interessam. Aliás, o mercado sofre, nã Leia mais

23 de novembro de 2015
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Coluna da Gleisi Hoffmann: Eleições, alianças e o PT

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Gleisi Hoffmann*

Tem sido lugar comum criticar o PT, e até odiá-lo neste momento. Recaem sobre o partido todas as mazelas da política brasileira. Seus filiados e dirigentes são taxados de corruptos e incompetentes. Parece que, para melhorar o Brasil, o PT tem de ser dizimado, destruído.

É fato que como organização humana o PT falhou e cometeu muitos erros, mas só quem desconhece a história, ou quer esquecê-la, coloca em sua conta a falência da política.

Maria Rita Loureiro, socióloga e professora da área de Administração Pública e Governo da FGV/SP, fez um belo artigo para a revista Carta Maior, falando da deslegitimação recorrente de governos populares na história brasileira.

Com essa campanha sistemática contra o PT, no entender de Maria Rita, “procura-se destruir o único partido político de base popular que assumiu o poder nesse país e que ousou realizar, ainda que de forma muito tímida, políticas de redução de suas seculares desigualdades sociais”.

Quais foram os governos, ao longo de nossa história, que garantiram poder de compra e aumento real do salário mínimo?! Que fizeram políticas para combater a pobreza estrutural do país, possibilitando a primeira geração sem fome no Brasil?! Que apresentaram um programa de habitação popular beneficiando milhões de famílias?! Que construíram tantas universidades públicas, escolas técnicas e creches?! Que fizeram programas de acesso ao ensino superior para os mais pobres?! Que criaram farmácias populares e distribuíram remédios gratuitamente?! Que viabilizaram milhares de médicos para atender a população pobre do Brasil?! Que aumentaram e baratearam o crédito e o acesso aos bens?!  Poderíamos citar tantas outras melhorias. E, com certeza, apesar dos erros e desvios, não é o que patrocinou a maior corrupção de nossa história.

Agora, aproximam-se as eleições municipais e muitos analistas de momento determinam que o PT está morto. No Congresso Nacional da Juventude do PT, o presidente Lula afirmou: “dizem que o PT acabou. Vamos fazer uma pequena surpresa pra eles!”.

Lula tem razão! O PT pode estar fraco eleitoralmente neste momento, mas não se acaba com o maior partido de esquerda da América Latina dessa forma. Faremos alianças nessas eleições, mas também disputaremos com candidaturas próprias, para defender nosso legado e nossa versão dos acontecimentos.

Na capital do Paraná é possível ter candidatura própria. O partido vai decidir consultando a militância em um encontro municipal, como sempre faz. Isso não quer dizer que abandonamos o prefeito Gustavo Fruet, a quem ajudamos a eleger e cujo governo temos apoiado.

Mas não posso deixar de registrar que o prefeito e seu partido, o PDT, não demonstraram, até este momento, vontade política de permanecer em aliança. Nenhuma conversa, nenhuma proposição. Respeitamos essa postura, mas não podemos esperar até o último momento para decidir nossa caminhada. Primeiro porque estaríamos deixando de participar ativamente do processo político; segundo, que desrespeitaríamos ao próprio Gustavo retardando uma posição.

A política dá voltas, como a vida. Em 2012 propusemos e articulamos uma aliança com o PDT, fomos pra rua, fizemos Leia mais

16 de novembro de 2015
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Coluna da Gleisi Hoffmann: As tragédias de cada dia, as dores de todos nós

Gleisi Hoffmann*

Momentos difíceis mostram o nível de evolução da humanidade. A empatia, possibilidade de nos colocarmos no lugar do outro, é o que nos faz sentir dor, repulsa, indignação pelas injustiças, covardias e tragédias. Recentemente nos afetaram o acidente irresponsável de Mariana, Minas Gerais, e os atentados em Paris.

Mariana chocou o Brasil. Como pode uma empresa nacional que aufere lucros tão altos pela exploração de minérios, tratar com tanto desdém a vida da população e a segurança do Meio Ambiente?! Ter um mar de lama varrendo vidas e comprometendo o futuro?!

O terrorismo em Paris chocou o mundo. Por que pessoas inocentes têm de morrer pela luta insana de ideias, crenças e territórios?!

Também foi impactante a foto do garoto sírio morto numa praia da Europa, e a migração de refugiados da guerra na Síria que tentam salvar suas vidas, arriscando tudo para chegar a um lugar de paz. Também causa repulsa a falta de solidariedade de países, que por medo, limitações ou xenofobia, repelem a entrada de seres humanos em seu território.

A guerra na Ucrânia, no Líbano, os conflitos na África, igualmente nos atingem. Assim como as chacinas e violência em nosso país. Toda empatia tem seu grau regulado pela proximidade do acontecimento, do grupo ou população envolvida, pelas responsabilidades elencadas e intensidade de divulgação nas mídias. De qualquer forma todas, em maior ou menor grau, causam-nos dor.

Não tenho dúvidas de que os momentos de tragédias que vivemos também são consequências da passividade que temos com o preconceito, indiferença, intolerância, vontade de vingança. Se somos condescendentes com as pequenas injustiças e transgressões, estamos contribuindo para que as grandes aconteçam. Nenhuma violência se justifica. Ela é, e sempre será, uma demonstração de fracasso.

O que mais me amedronta é que ações pós-tragédias, principalmente as terroristas  como a de Paris, costumam recair sobre o lado mais fraco de partes envolvidas.

Os noticiários já dão conta da maior ênfase dos dirigentes europeus em propostas radicais para combater o terrorismo, o que certamente aumentará a xenofobia, e vai agravar a situação da população que procura abrigo em território europeu.

Que tudo isso, além de nos indignar e causar dor à maioria das pessoas, faça com que vivamos em nosso cotidiano o ensinamento de Gandhi – devemos ser a mudança que queremos ver no mundo!

*Gleisi Hoffmann é senadora da República pelo Paraná. Foi ministra-chefe da Casa Civil e diretora financeira da Itaipu Binacional. Escreve no Blog do Esmael às segundas-feiras.

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26 de outubro de 2015
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Coluna da Gleisi Hoffmann: Beto Richa, o inimigo da Educação!

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Gleisi Hoffmann*

Só muito ódio, mágoa e desinteresse, ou melhor, interesse em prejudicar, pode explicar as ações do governo de Beto Richa em relação à educação no Paraná.

Primeiro, o massacre dos professores para assegurar a votação de lei que retirou direitos da categoria; depois o desmonte do Fundo de Aposentadoria dos Servidores Públicos, seguido da tentativa de acabar com eleições diretas para diretores e agora o fechamento de escolas. Como pode o Paraná, um Estado desenvolvido, ter sua educação tratada desta forma?!

Diminuir despesa, fazer ajuste nas contas públicas é algo com que qualquer governante se depara. Mas neste caso paranaense o que vemos é perseguição. O que se pretende não é só economizar diminuindo estrutura da educação, o que já seria injustificável.  O que se pretende é enfraquecer a educação pública paranaense. Desrespeitar trabalhadores na educação, baixar a autoestima de nossos educadores e deixar claro que educar, ensinar, formar não é prioridade do governo do Paraná.

Só isso para explicar o fechamento de escolas rurais, num Estado que tem a agricultura familiar como base de sua economia; fechar cursos de educação de jovens e adultos – Ceebjas e desativar escolas históricas do Paraná. No passado recente também houve a ação contra as Casas Familiares Rurais, que formam os jovens para continuar tocando a pequena propriedade da família.

Aqui, antes que critiquem, nenhuma comparação pode ser feita com o governo federal, governo Dilma, por ter contingenciado recursos para educação. O governo federal pode até deixar de investir mais na área da educação com esse contingenciamento, o que não gostaríamos que acontecesse. Mas em nenhum momento atentou contra o direito adquirido dos trabalhadores na educação, fechou escolas ou interveio na estrutura de ensino.

Muito pelo contrário. Nestes treze anos de governo Lula e Dilma foram abertas mais escolas técnicas e universidades que em todos os 500 anos de existência do Brasil. Nunca tivemos tantos investimentos em creches, que são mais de 8 mil sendo construídas; em transporte escolar, 30 mil ônibus entregues; 58 mil escolas com contra-turno; 1,6 milhão de jovens beneficiados pelo Prouni, entre outros avanços.

O que acontece no Paraná é a desconsideração completa do Plano Nacional de Educação recentemente aprovado pelo Congresso Nacional e debatido com toda a sociedade. Vemos o sucateamento de nossas escolas, falta investimento em formação para os nossos professores, redução na contratação de pessoal para a educação e diminuição no custeio das escolas. Até a merenda escolar começa a ficar comprometida.

Hoje vemos o governador Beto Richa como el Leia mais

20 de outubro de 2015
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Gleisi se solidariza com jovens que levaram “geral” na chegada à Conferência da Juventude do Paraná

geral

O Conselho Municipal de Juventude de Curitiba distribuiu nesta terça-feira (20) Nota de Repúdio ao Governo do Estado (leia abaixo) contra a ação policial que recepcionou a delegação de Curitiba na 3ª Conferência Estadual de Juventude do Paraná.

A conferência ocorreu no fim de semana em Faxinal do Céu, município de Pinhão, e a referida ação da polícia ocorreu na madrugada do dia 17 (sábado). Segundo os participantes, os policiais fortemente armados e com cães obrigaram toda a delegação de Curitiba a desembarcar do ônibus para ser revistada.

A senadora Gleisi Hoffmann (PT) manifestou solidariedade aos jovens reprimidos pela polícia. Ela criticou o governador do Paraná, Beto Richa (PSDB), por promover uma repressão à juventude que não se verificava desde o regime militar.

“Deixo aqui meu protesto ao governo do estado do Paraná, porque, infelizmente, está levando a imagem do nosso estado para o Brasil e para o mundo como um estado arrogante e antidemocrático” completou a senadora.

Os representantes do governo alegam que se tratava de uma “operação padrão”, mas somente a delegação de Curitiba sofreu esse constrangimento.

Leia a seguir a Nota do Conselho Municipal de Juventude de Curitiba: Leia mais

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